História do Mato Grosso


Período Colonial

Ocupações indígenas existiam no alto do rio Xingu desde o século IX. A primeira vez que o “homem branco” pisou em solo mato-grossense foi por volta de 1525, quando o navegante Pedro Aleixo Garcia percorreu as águas dos rios Paraná e Paraguai em direção à Bolívia.

Já no início do século XVIII, em 1718, o bandeirante Antônio Pires de Campos informou os colonizadores que a região era boa para escravizar índios. Tempos depois,foi descoberto o potencial aurífero da região, este é considerado o início da história do Mato Grosso.

Mato Grosso

Diversos garimpeiros portugueses e espanhóis migraram em busca de ouro e diamante. No período, os jesuítas realizaram missões entre os rios Paraguai e Paraná, com o intuíto de assegurar os limites das terras portuguesas, que, após o Tratado de Tordesilhas, faziam limite com o lado espanhol.

Em 1748 foi fundada a capitania de Mato Grosso. Portugal ofereceu isenções e privilégios para quem desejasse povoar o local e ainda financiou expedições que partiam de qualquer lugar do Brasil, respeitando os limites de Tordesilhas. Anos mais tarde, as bandeiras, como ficaram conhecidas as expedições, passaram a ser financiadas pelos paulistas, que ultrapassaram os limites espanhóis.

As expedições paulistas visavam interesses econômicos. Serviam para captação de mão de obra indígena, ouro e pedras preciosas. Para fiscalizar a exploração de recursos naturais, a capitania de Mato Grosso era subordinada à de São Paulo, comandada por Rodrigo César de Menezes. O governador Menezes mudou-se para lá e elevou a capitania à categoria de vila, que passou-se a chamar Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá.

O termo “Mato Grosso” foi utilizado pelo primeira vez pelos irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, em 1734, quando buscavam índios Parecis e descobriram uma mina de ouro no rio Galera, no no vale do Guaporé. Chamaram o local de Minas do Mato Grosso.

Período Imperial

Em 1824, quando entrou em vigor a Constituição Imperial do Brasil, as capitanias tornaram-se províncias. Mato Grosso foi regido por governo provisório constitucional até o ano seguinte, quando José Saturnino da Costa Pereira assumiu o governo. Nesse período ocorreu uma expedição russa, chefiada pelo Barão de Langsdorff, que realizou o primeiros registro de fatos e imagens da época. No mesmo ano Costa Pereira, através de negociações, ainda paralisou o avanço de 600 soldados chiquiteanos que iam para a região do Rio Guaporé.

O governante também foi responsável pelo Arsenal da Marinha no porto de Cuiabá e o Jardim Botânico da cidade.

No governo do tenente coronel tenente coronel João Poupino Caldas, em 1934, a província enfrenta a Rusga, uma revolta de nativos que invadiram casas e comércios portugueses.

A capital Cuiabá

No final do mesmo ano, Antônio Pedro de Alencastro assumiu o governo da província. Nesse período, a Assembleia Provincial, mediante a lei nº 19, transfere a capital de Mato Grosso da cidade Mato Grosso (Vila Bela) para Cuiabá. Esta mudança ocorreu em virtude de dificuldades de comunicação e distância. Porém, por dificuldades administrativas, a capital retornou para Vila Bela. Apenas em 1825, por decreto de Dom Pedro I, a capital estabeleceu-se definitivamente em Cuiabá.

O Mato Grosso era o segundo maior estado do país até que, na década de 1970, foi desmembrado, dando origem ao Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada por conta das dificuldades governamentais para desenvolver a região devido à extensão e diversidade.

Divisão territorial do Mato Grosso

Depois da divisão, o Pará passou a ser o 2º maior estado brasileiro. Mato Grosso ainda ocupa a terceira posição. O decreto que estabeleceu a divisão foi realizado em 11 de outubro de 1977, mas a criação do novo estado só ocorreu efetivamente em 1º de janeiro de 1979, quando o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31.