América Espanhola


Desde a descoberta da América no século XV, vários países europeus se embrenharam nas águas e nos territórios americanos para fundar cidades, colonizar e explorar regiões, reunir riquezas e impor sua cultura. E nenhum outro país europeu conseguiu impor mais o seu domínio do que os espanhóis. A América Espanhola (termo utilizado para designar os países que possuem como idioma oficial ou parcialmente oficial o espanhol) engloba quase 20 países, mais de 12 milhões de quilômetros quadrados de território e aproximadamente 365 milhões de habitantes. Tudo isso por influência da Espanha que, ao longo dos primeiros séculos após a descoberta da América, conseguiu exercer seu poderio militar e cultural.

A América Espanhola é uma região conhecida oficialmente. Engloba 19 nações das Américas do Norte, do Sul e Central – incluindo ilhas e territórios no Caribe. Esta denominação é feita com base na língua destes países e povos, que deriva totalmente do castelhano, do basco, do catalão e do galego.

América

Alguns estados da região sudoeste dos Estados Unidos da América possuem grandes concentrações de hispânicos em suas populações. No entanto, por não ter uma população majoritária falante de línguas hispânicas, os Estados Unidos não são considerados um país da América Espanhola. Outro gigante do continente, o Brasil não possui quantidades significativas de hispânicos, já que sua colonização foi maciça por parte dos portugueses.

Principais economias da América Espanhola

Nenhum dos países da América Espanhola é considerado um país desenvolvido. No entanto, alguns deles possuem características bem interessantes do ponto de vista econômico.

• Chile e Uruguai: dois países com altas taxas de alfabetismo, saúde e educação. A população possui um padrão de vida elevado e a economia é forte em ambos os casos. O IDH do Chile, por exemplo, é o maior entre todos os países da América Espanhola (0,822 – considerado muito alto pelas Nações Unidas);
• Cuba: um caso bem atípico da América Espanhola, Cuba possui uma economia essencialmente socialista. Mesmo assim, seu IDH alto (0,815 – o segundo maior da América Espanhola) mostra que a economia e as condições de vida da população são boas. Com a abertura da economia cubana para o resto do mundo a tendência é de que tudo melhore ainda mais, já que o país poderá expandir sua economia e aumentar a renda per capita;
• Argentina e México: dois gigantes da América Espanhola. O México é uma das principais economias em ascensão entre os países em desenvolvimento. Sua proximidade com os dois principais países norte-americanos (EUA e Canadá) faz com que sua economia seja forte e crescente. Já a Argentina possui uma economia forte, mas que passa constante por pequenas crises devido a medidas equivocadas de seu governo em vários setores;
• Colômbia: uma das economias que mais cresce em toda a América Espanhola é a da Colômbia. A drástica diminuição da violência no país e a chegada de grandes empresas multinacionais permitiu que a Colômbia investisse na educação e na saúde pública. Com isso, o crescimento e a industrialização do país aumentaram consideravelmente;
Venezuela: o exemplo negativo da América Espanhola. Com uma política extremamente protecionista e com o comunismo exacerbado do presidente Nicolas Maduro, a Venezuela se vê numa crise que parece não ter fim, com falta de produtos nos mercados, falta de medicamentos, falta dinheiro nos bancos e perseguição aos oposicionistas do atual regime;
• Porto Rico, República Dominicana e Costa Rica: juntamente com alguns outros países, como o Peru, Porto Rico e República Dominicana formam o “núcleo turístico” da América Espanhola. Suas belas praias, sua boa estrutura turística e o povo hospitaleiro garantem a estes países uma economia baseada na atividade turística e certo equilíbrio financeiro. As desigualdades sociais, no entanto, ainda são uma realidade nestas economias.

Interdependência de economias e a influência dos Estados Unidos

Desde sempre os Estados Unidos tentam exercer uma influência econômica e política intensa sobre a América Espanhola. Alguns países se “renderam” a esta influência e até desfrutam dos benefícios de ter como aliado uma das principais potências do planeta. Já outros resolveram bater de frente com o que chamam de “imperialismo exacerbado norte-americano” e sofrem constantemente sanções e boicotes norte-americanos.

É fato que a economia da maioria dos países da América Espanhola é interdependente entre si. As trocas comerciais favorecem o desenvolvimento das economias da região e fortalece os países perante a economia mundial. Já a influência dos Estados Unidos parece estar num nível menor depois que o projeto da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) foi suspenso. Mesmo assim, a intensa atividade econômica entre os países da América Espanhola e os Estado Unidos continuam fazendo com que o país norte-americano exerça certo domínio sobre o resto do continente.

O futuro destes países é incerto. A economia local é interdependente, mas também dependente da economia mundial. Uma pequena crise a nível global pode influenciar negativamente todos os países da América Espanhola, o que com certeza iria frear o crescimento da maioria das economias da região.