História Política da Civilização Egípcia


A civilização egípcia foi uma das mais importantes da Antiguidade. Desenvolveu-se graças à fertilidade das terras que eram próximas às águas do rio Nilo. Diversos povos formaram a civilização egípcia. No período Paleolítico, chegaram primeiro os hamíticos, e a população aumentou com a chegada de semitas e núbios. Mas somente na era Neolítica, quando o clima daquela região ficou mais estável, é que os núcleos populacionais se fixaram no Egito. As comunidades consolidadas dedicavam-se à agricultura, pesca e caça.

História Política da Civilização Egípcia

No quarto milênio a.C, formaram-se os nomos, unidades políticas governadas por nomarcas. Havia dois nomos, um no norte (Baixo Egito) e outro no sul (Alto Egito). A unificação dos reinos só ocorreu no ano 3200 a.C por ação do faraó Menés, que governava o Alto Egito. Este ato marcou o início da era dos grandes faraós do Egito, uma monarquia centralizadora e teocrática.

O Antigo Império foi precedido pelo Período Pré-dinástico e a Época Tinita. Antes do Médio Império, houve o Primeiro Período Intermediário. O Segundo Período Intermediário corresponde à fase que antecedeu o início do Novo Império. Com o declínio do Novo Império, o Egito viveu o Terceiro Período Intermediário, a Época Baixa e a Dinastia de Ptolomaica até o início da dominação romana, que durou mais de 700 anos.

Períodos da história política da civilização egípcia

A história política da civilização egípcia começou com a reunificação do Alto e Baixo Egito, por volta do ano 3.200 a.C. e terminou com a derrota de Cleópatra VII na Batalha de Ácio, no ano 30 a.C., quando o Egito foi transformado em uma província dominada pelo Império Romano.
No Antigo Império (3200-2000 a.C.) ocorreu a unificação do Egito, iniciada pelo faraó Menés e consolidada por seus sucessores. Nesta época, houve um grande avanço comercial e desenvolvimento das artes, arquitetura e tecnologia.

Os faraós eram considerados divindades, e governavam com poder absoluto. Altos funcionários imperiais administravam os nomos. As pirâmides de Gizé, vale localizado perto do Cairo, atribuídas aos faraós Queóps, Quéfren e Miquerinos, foram construídas entre 2700 e 2600 a.C. No período de 2400 a 2000 a.C. houve uma grave crise em consequência da ação dos nomarcas contra os faraós. Divido em dois estados, o Egito passou a ser governador por Tebas no sul e Mênfis no norte.

O Médio Império (2000-1580 a.C.) é marcado pelo fortalecimento do império. O faraó Mentuhotep empreendeu a unificação política, no final do século XXI a.C. Tebas tornou-se a capital do império e a monarquia centralizadora foi restabelecida.

Neste período, o Egito conquistou a Núbia e a Palestina. Na Palestina, descobriram minas de cobre. Em Núbia, minas de ouro. Com essas riquezas, o Império ampliou o poder do exército com a produção mais armamentos. No entanto, entre 1750 e 1580 a.C., os hicsos, vindos da Ásia, dominaram o Egito e ocuparam o delta do rio Nilo por dois séculos.

No Novo Império (1580-1085 a.C.), os hicsos foram expulsos do Egito e o reino entra em uma fase de prosperidade, desenvolvimento militar e conquista de territórios. Durante o reinado do faraó Tutmés III, o Egito conquistou uma imensidão de terras, expandindo-se até o rio Eufrates, na Mesopotâmia. Nos territórios ocupados, o faraó mantinha os governantes sob controle de seus representantes. No Novo Império aconteceu o Êxodo, a fuga dos hebreus do Egito, por volta do ano 1250 a.C. Este episódio é narrado no Antigo Testamento da Bíblia.

No governo de Ramsés II, que durou 67 anos, o Egito viveu uma das fases mais prósperas. Porém, foi nessa época, como fim do reinado de Ramsés II, que o império também enfrentou mais uma fase de enfraquecimento e descentralização política, o que facilitou a invasão assíria.
O faraó Psamético I reagiu e conseguiu centralizar o império novamente. Neste período, classificado como Renascimento Saíta, houve um grande desenvolvimento comercial, com a exploração marítima de outras regiões da África.

No entanto, em 525 a.C., o Egito foi dominado pelos persas, na Batalha de Pelusa. A partir daí o território foi ocupado também por macedônios, turcos, romanos, árabes e até ingleses.

Com a expansão da civilização grega, sob o comando de Alexandre, o Grande, o Egito antigo ficou enfraquecido, perdeu a autonomia e, com a derrocada do reinado de Cleópatra, tornou-se uma província do Império Romano. Após a morte de Cleópatra, o Egito permaneceu sob o domínio romano por 700 anos, até a ocupação árabe.

Organização social e política da civilização egípcia

O topo da pirâmide social egípcia era ocupado pelo faraó, considerado filho de Amon-Rá, o deus-sol, e encarnação de Hórus, o deus-falcão. As atividades econômicas, a organização social, a justiça e o exército eram controlados pelo faraó. O cetro e a dupla coroa simbolizavam o Alto e Baixo Egito. Ele podia ter várias mulheres, mas somente a primeira era coroada rainha.

O restante da população dividia-se em: nobres, sacerdotes, escribas, soldados, camponeses, artesãos e escravos. Os sacerdotes tinham muito prestígio e influência no Império, principalmente aqueles que serviam às principais divindades. O profeta de Amon era o mais importante. No Novo Império, alguns sacerdotes tentaram, sem sucesso, assumir o poder.

Parentes do faraó, altos funcionários e oficiais do exército compunham a nobreza. Os escribas com formação mais elevada podiam ocupar cargos com funções mais importantes, tais como a magistratura, fiscalização do trabalho e rendas, inspetoria e administração. Eles eram considerados os informantes do faraó.

Os soldados, entre os quais muitos eram estrangeiros, viviam dos pagamentos que recebiam pelos serviços prestados e de saques durante as batalhas. Camponeses, artesãos e escravos formavam as camadas inferiores do reino do Egito.

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