Pré-história Americana


Podemos chamar de período da pré-história americana a transição história a que se deu o continente americano durante a conquista europeia, já que nenhum povoado além dos Maias e Astecas tinha prescrito uma história ou algo relacionado a história escrita, propriamente dita. Os distintos graus da evolução cultural desse período de pré-história americana também chamaram a atenção em alguns pontos, assim como a direta interferência climática do planeta, dividindo essa fase conforme veremos adiante.

Um continente povoado

Por mais que não haja precisão ou registros extremamente confiáveis sobre o início do povoamento no período pré-histórico americano, arqueólogos, geólogos etc., até mesmo por limitações de sítios geográficos por toda a América, acreditam que seus primeiros habitantes começaram a surgir cerca de 20 ou 40 mil anos antes de Cristo. Era uma raça de homens pré-mongoloide (ou mongoloides, pois estudos apontam que a transição evolutiva entre essa mesma espécie era mínima e de pouca importância no desenvolvimento do homem) que vinha de uma Ásia Oriental devastada por terríveis tempestades e maremotos.

Pré-História

Eram imigrantes com instintos caçadores que acabaram entrando no continente graças ao fluxo glacial que fez com que a região de Bering ficasse imersa sob o mar, facilitando assim seu desbravamento, já que o mar “liberou o acesso” há uma região até então não descoberta (não explorada ou povoada).

Parte dessa população vivia em florestas e mantinham hábitos de caça e pesca para manterem a sua sobrevivência, assim como a coleta de raízes, frutos, vegetais e todos os demais alimentos que a floresta lhes oferecia. Todavia não tinham desenvolvido ainda a habilidade de plantar para colher, por exemplo.

Paleolítico x Paleoindígeno

A era paleolítica, na pré-história americana, era divida em fase inferior, ou seja, era aquela espécie em que baseavam a sua sobrevivência em materiais e utensílios à base de pedra, artefatos que lembram também aqueles utilizados no sudeste asiático, o que acaba confirmando as primeiras migrações através daquele continente. Eram chamados de “Ameríndios”.

Em meados de 16.000 a.C uma nova e mais desenvolvida espécie viria também da Ásia para o continente americano. As técnicas de caça continuavam, mas os adereços de pedras ganhavam formatos menores e mais precisos, num claro processo evolutivo de sobrevivência, o que acabou fazendo com que essa transição fosse chamada de “Era Paleolítica Superior”.

As pontas Sandías começavam a ser utilizadas e eram feitas à base de restos de mamutes com talhos em um dos lados. Entre 9 e 10.000 A/C e graças ao fim da glaciação os mamutes foram extintos e a técnica foi inutilizada, dando origem ao tipo “folsom”, que consistia numa forma foliácea com pontas côncavas e com estrias dos dois lados, de formas centrais. Essa nova técnica para auxílio em caça e sobrevivência ganhou força em todo o continente e passou a usar, antes também da extinção, com camelos e cavalos.

Vale ressaltar que devido ao isolamento e também a interferência das péssimas condições climáticas, os costumes em caráter evolutivo se mantiveram primitivos por muitas e muitas décadas, com algumas espécies fabricando suas armas com bambus, madeiras, espinhos etc., casos do Brasil, por exemplo.

Revolução neolítica

Em partes do México e da América Central surgiu um grupo que se utilizava da coleta de vegetais, tecidos, cerâmicas e artefatos de pedras mais desenvolvidos e ainda mais precisos. Algo parecido com o Velho Mundo, mas com suas peculiaridades e, obviamente, mais tarde do que ele.

O aproveitamento de milho, batata, girassol, cacau etc. passou a fazer parte da sobrevivência da espécie, que evoluiu para processos agrícolas como a irrigação, fertilização e demais técnicas de cultivo. Pequenas criações de gado também começaram a ser introduzidas. Em pequenas regiões do México eram cultivadas e mantidas algumas espécies de plantas, aproveitando-se dos avanços cronológicos e dos utensílios produzidos e melhorados, evoluídos.

No Equador, Chile, Peru e parte da Bolívia esse desenvolvimento se deu de forma mais lenta devido ao isolamento dos valores e demais fatores. Todavia, quando se iniciou o processo de evolução dali surgiram grandes tendências inclusive religiosas, que são estudadas e aprofundadas por antropólogos até hoje.

Para diferenciar do neolítico do Velho Mundo vale ressaltar que o homem da pré-história não tinha conhecimento de grandes descobertas tidas como fundamentais para a humanidade, casos da roda, o arco, uso da metalurgia, escrita, comunicação mais aprimorada etc. A pré-história americana não chegou nem aos pés dos demais desenvolvimentos sociais e culturais da raça humana, mesmo que esses avanços se situem não exatamente na pré-história, mas sim num período chamado de proto-história.

Outras zonas do continente que evoluíram através da revolução neolítica a partir de 3.000 A/C, sudoeste norte-americano:

– Cultura Cochise
– Hohokan
– Mogollon
– Anasazi
– Old Coper
– Adena (Ohio)

Mesmo que se estendendo pelo continente sul-americano, a evolução foi demasiadamente em atraso e demorou a abandonar os costumes da economia coletora e caçadora. Os povos em destaque evolutivo, nesse caso, são os caraíbas, guaranis, tupis e araucanos do chile.