Resumo do Socialismo


Durante a Revolução Industrial, a reação do grupo de operários fez com que críticas surgissem em meio ao processo de industrialização, onde propunham uma mudança no grupo social e também a construção de um mundo mais justo – os teóricos socialistas, que se dividiram em grupos distintos: os socialistas utópicos, os socialistas científicos, também conhecidos como marxistas e os anarquistas.

Quando o primeiro grupo socialista surgiu, eles ainda carregavam valores liberais, formulando ao progresso de industrialização duras críticas. Apesar de terem muito apreço pelos pequenos proprietários, como também dos grandes, esses teóricos acreditavam que as classes poderiam entrar em um acordo.

Socialismo

O conde Claude de Saint-Simon, propôs que uma nova sociedade fosse formada e nela não haveria a exploração da economia e nem ociosos. Além disso, ele ainda propôs que a sociedade fosse dividida em três classes sociais: os que não possuíam posses, os proprietários de posses e os sábios.

Ao criar os falantérios, que eram fazendas agroindustriais coletivas, o francês Charles Fourier acreditava que a sociedade pudesse ser reorganizada, mas ao contrário do que pensava, não conseguiu pessoas que estivessem interessadas em financiar este projeto, apesar da alegação de que essas fazendas sobrepujaria a desarmonia causada pelo capitalismo, que surgiu pelo papel anárquico do comércio e da divisão do trabalho.

Robert Owen, administrador de Manchester na Inglaterra, pôde observar bem de perto as condições a que os trabalhadores eram submetidos e revoltou-se com os aspectos do progressismo industrial. Por isso, queria uma sociedade onde todos seriam iguais, idealizada, onde houvesse absoluta igualdade.

Na Escócia, Owen conseguiu a aplicação de seus projetos e ideias e implementou uma comunidade de alto padrão, em que as pessoas trabalhavam apenas dez horas por dia e tinham alto nível de instrução. O sucesso de sua cooperativa e as suas críticas a religião e à propriedade, o obrigaram a ir para os Estados Unidos, onde acabou fundando a New Harmony.

Surgiu então o socialismo científico, em meio ao socialismo utópico, que propunha transformar a realidade, uma proposta revolucionaria do proletariado.

Seu maior teórico foi Karl Marx, um conhecido economista e filósofo, que na maioria de suas obras, contou, com a colaboração de Friedrich Engels. Entre os conceitos publicados em suas obras destacam-se três conceitos, sendo o de mais-valia, o conceito de luta de classes e ainda de revolução socialista.

Seguindo os conceitos históricos do materialismo, todo tipo de sociedade é caracterizado pela sua infraestrutura, ou seja, pelas suas condições da economia e da sociedade. Além disso, ainda segundo Marx, existem alguns fatores que estão ligadas a ela, como a ideologia, a política e as instituições, que recebem o nome de superestrutura.

Para ele, o agente formador de uma sociedade é caracterizado pela luta de classes. Isso significa dizer por exemplo o antagonismo existente entre dominados e dominadores, como os senhores e servos na Idade Média e operários e burgueses no mundo contemporâneo, que induziram diversos confrontos e a diversas transformações da sociedade. Esse antagonismo está relacionado à estrutura produtiva, especialmente à existência da propriedade privada.

Como conceito de mais-valia podemos dizer que é o valor de toda a riqueza produzida pelo operário produzida pela sua força de trabalho. Caracteriza a exploração operária como um fato crescente e imprescindível de capitalização da burguesia.

Sendo contrário à burguesia e ao capitalismo, é fato dizer que Karl Marx acabava por considerar a revolução socialista, que inaugurou a formação de uma sociedade nova. Por isso, a primeira coisa a se fazer era socializar os meios de produção e instalar através da ditadura dos proletários um controle do estado, o que eliminaria de vez a propriedade privada. Em seguida, o alvo era o consumismo, que representaria o fim das desigualdades econômicas e sociais e até mesmo do estado.

Pelo método dialético empregado por Marx e Engels, as transformações da sociedade ocorrem pela oposição de contrários, que tem como resultado uma unidade transformada. Assim, o desenvolvimento burguês do mundo moderno seria uma antítese aos privilégios feudais sobreviventes no século XVIII, que desembocaram na Revolução Francesa.

No século XIX, outras correntes ideológicas surgiram, como o anarquismo.

Outra das correntes ideológicas surgidas no século XIX foi o anarquismo, que embutia o desaparecimento de toda e ainda de qualquer forma de governo. Entre seus precursores destaca-se Pierre-Joseph Proudhon, que o inaugurou ao defender também a destruição do Estado, que seria substituído por uma república de pequenos proprietários, onde haveriam homens iguais e livres e uma sociedade sem nenhum tipo de exploração.

As propostas de Proudhon, inspiraram outras pessoas, como por exemplo Mikhail Bakunin, que se tornou o líder do anarquismo terrorista. Apontava a violência como o único jeito de se conseguir uma sociedade sem Estado e sem desigualdades, um novo mundo de felicidade e liberdade para os trabalhadores braçais.

O comunismo libertário, também conhecido como anarquismo, juntamente com o marxismo, concordam quando ao alcançar um objetivo final, ou seja, o comunismo, onde não existiria mais um estado, explorações e nem divisão das classes.