Escritores do Gênero Policial


Ah… Literatura. É muito difícil falar de gêneros sem falar de autores. Sejam os internacionais ou os nacionais, para cada leitor há milhares de opções disponíveis. Porém, é preciso entender exatamente como funcionam os livros do gênero policial. Quem gosta de ler sabe que os livros policiais são na verdade romances, que apesar do nome, pouco têm a ver com histórias de final feliz. Todos os grandes clássicos são chamados de romances, mesmo aqueles que não acabam tão bem ou nem contam com histórias de amor.

Escritores do Gênero Policial

São poucos os autores que tramitam entre vários estilos de literatura, principalmente porque é algo bem difícil. É comum que os autores remetam sempre a um mesmo lugar, um mesmo tipo de situação, um motivo, enfim, um estilo que define o clima do evento em geral.

Sejam as paisagens do Maine de Stephen King, as aventuras de Hércule Poirot de Agatha Christie, Sir Arthur Conan Doyle com Sherlock Holmes, ou, no Brasil, Rubem Fonseca com suas histórias envoltas em violência e traição, todos os mais famosos autores policiais tem uma forma de escrever que não só os definem, mas também define o gênero policial.

Mas afinal, quais os melhores escritores do gênero policial?

Desculpe decepcionar, mas não dá para afirmar categoricamente quem são os melhores escritores, já que essa é uma questão extremamente subjetiva. Porém, dá para falar com tranquilidade sobre os maiores. O grande problema é que, ainda assim, há controvérsias sobre alguns autores serem ou não de literatura policial. Porém, existem alguns nomes que entrarão em qualquer lista:

– Agatha Christie – Com uma obra muito extensa, é difícil escolher um livro só, mas vamos eleger O Assassinato no Expresso do Oriente como o livro a ser lido. Também conta o fato de ela ser a autora que deu força para a literatura feminina, ter definido o formato do gênero detetive/investigativo e manter o gênero policial em alta quando a literatura caminhava para outros lados.

– Arthur Conan Doyle – O homem que inventou Sherlock Holmes dispensa apresentações. Sua obra prima é o livro O Cão dos Baskerville. Por ser um clássico, muita gente conhece o personagem, mas não as histórias, e a riqueza de pequenos detalhes utilizados por esse autor é que definiram a necessidade de observação dos detalhes em histórias envolvendo assassinatos.

– Edgar Allan Poe – Muitos podem dizer que ele não entra na lista dos escritores do gênero policial, já que suas histórias eram mais relacionadas ao terror. Porém, antes de inventar com propriedade um estilo de literatura muito popular até hoje, esse autor escreveu grandes contos policiais. Entre eles, destaque para Assassinatos na Rua Morgue, uma história curta e extremamente empolgante.

– Stieg Larsson – Sua trilogia Millenium tornou-se filme e por isso se popularizou muito, mas seu jeito de escrever revela uma crueza e crueldade com os personagens que torna a sua escrita muito particular. Basta ler o famoso trecho sobre a tatuagem do livro Os Homens Que Não Amavam As Mulheres para entender o que estou falando.

– Stephen King – você pode não considerar ele um autor policial, mas sim de suspense e terror. Porém, tudo o que o gênero pede está em sua obra: assassinatos, investigação, pressão psicológica e um protagonista correndo contra o tempo. Basta ler O Cemitério Maldito para entender do que estou falando.

– Dan Brown – Um exemplo mais recente e bem contemporâneo que define exatamente o que é o estilo. Lendo O Código Da Vinci, por exemplo, é fácil de identificar todos os elementos necessários para um romance policial, e por isso – sendo comercial ou não – esse autor merece estar entre os principais do gênero.

E os melhores escritores do gênero policial no Brasil?

Infelizmente, o Brasil não tem uma grande tradição na literatura policial. Ainda assim, é possível encontrar um lampejo ou outro de grandes autores que cumprem bem o seu papel para literalmente salvar a pátria. Entre eles, o principal é com certeza Rubem Fonseca.

O escritor – que foi delegado de polícia – usou de sua experiência para criar uma série de contos sujos, crus e muito violentos. Muitas de suas histórias têm menos que 4 páginas, mas um conteúdo pesado, de deixar muita gente de estômago embrulhado. Ainda assim, sua principal obra é um livro completo: Bufo e Spallanzani, indispensável na estante de qualquer leitor do gênero policial. Também há um livro de 50 contos dele que pode ser uma excelente aquisição.

Mas nem só de Rubem Fonseca vive a literatura brasileira. Jô Soares com seu O Xangô de Baker Street e O Homem que Matou Getúlio Vargas, Tony Belloto com Bellini e a Esfinge, Luiz Alfredo Garcia com Espinosa sem Saída e Flávio Carneiro com A Confissão são bons exemplos de autores que salvam o gênero e trazem histórias muito interessantes para quem gosta de acompanhar romances policiais.