Raul Pompeia e o Ateneu


Ateneu

Raul Pompeia nasceu em 1863, em Angra dos Reis, litoral sul do Rio de Janeiro, de onde se mudou para a capital do Segundo Império em 1867. Era filho de família abastada.

Concluiu o ensino no Colégio Pedro II. Durante os estudos secundários, publicou seu primeiro romance: “Uma Tragédia no Amazonas”. Na ocasião, Pompeia tinha 17 anos.

Posteriormente, seguiu para São Paulo, onde cursou Direito na Faculdade do Largo de São Francisco. Nesse período, aprofundou seus ideais abolicionistas e republicanos, que lhe renderam problemas com a direção da instituição. Acabou parando na Faculdade de Direito de Recife, onde concluiu a sua graduação.

Formado em Direito, Pompeia preferiu exercer a profissão de jornalista, colaborando com a Gazeta de Notícias e outros jornais da época, mas sua vida continuou atribulada em consequência de seu apoio à ditadura de Floriano Peixoto, que lhe rendeu vários desafetos importantes. Parece ter sido esse um dos fatores que o levou ao suicídio em 1895, com 32 anos de idade.

Apesar de sua morte ainda jovem, Pompeia é considerado um dos grandes nomes do realismo brasileiro. Escreveu, além de “Uma Tragédia no Amazonas”, “As joias da coroa”, novela de 1882, “Canções sem metro”, coletânea de poemas em prosa, e sua principal obra, o romance “O Ateneu“, de 1888.

O Ateneu

Ainda que possua traços que o distanciam da estética realista, “O Ateneu” é considerado não só a principal obra de Raul Pompeia, como um dos marcos do movimento realista e naturalista no Brasil.

O livro consiste em uma narrativa do personagem principal, em primeira pessoa, acerca das peripécias vividas em um internato. O protagonista passa a maior parte do tempo falando de suas próprias impressões acerca dos fatos, tecendo críticas que encontram alvo em parâmetros sociais da época.

O Ateneu é um retrato exemplar de instituição de ensino alicerçada em padrões rígidos, voltados para a formação moral de seus alunos, pelo menos em tese. O romance de Pompeia termina com o incêndio do Ateneu.