Resumo do livro O tempo e o vento: A história e o autor


A obra ‘O Tempo e o Vento’ é uma série da literatura escrita por Érico Veríssimo. Esta obra é dividida em três partes. A primeira delas é ‘O Continente’, escrito no ano de 1949, ‘O Retrato’, escrito em 1951 e ‘O Arquipélago’, escrito no ano de 1961.

Esta é uma obra considerada uma das mais importantes de todo o Brasil e além disso, uma obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul. Os romances narram histórias e acontecimentos de dimensões épicas ao longo de 200 anos do processo de formação do Rio Grande do Sul.

Érico Lopes Veríssimo, o autor da obra, nasceu em uma cidade do interior do estado do Rio Grande do Sul, no dia 17 de dezembro do ano de 1905.

O tempo e o vento

Érico Veríssimo escreveu muitos contos, ensaios, livros de literatura infantil e críticas de literatura, onde se destacam: ‘Músicas ao longo’, ‘Incidente em Antares’, ‘O tempo e o vento’ e ‘Olhai os lírios do campo’.

Veríssimo sofreu um infarto e morreu no dia 28 de novembro do ano de 1975, deixando sua autobiografia e ainda um romance inacabados.

Sinopse

A primeira obra da trilogia ‘O tempo e o vento’ foi publicado no ano de 1949. Com o título de ‘O Contingente’, o romance conta como se deu a criação do estado do Rio Grande do Sul, através das histórias de quatro famílias, a saber: Caré, Amaral, Terra e Cambará.

O ponto de partida é a chegada de uma mulher, que deu à luz ao índio Pedro Missioneiro, na colônia dos índios e dos jesuítas. Depois de anos, Pedro conhece Ana Terra, e com ela se casa e logo formam uma família, com a chegada do filho Pedro Terra.

Ana Terra era filha de paulistas, Maneco Terra e Henriqueta, que viviam em Sorocaba. Quando seu pai descobriu sobre a gravidez, mandou que os irmãos da filha matassem seu Amado Pedro. Tempos depois, um grupo de castelhanos invadem a fazenda que pertence a família Terra, matando um dos irmãos e o pai da jovem. Eles a violentam. Depois desse episódio, os que sobreviveram ao ataque, resolvem partir para Santa Fé, local onde se dará o resto da ação da obra.

Além disso, é em Santa Fé, que o filho de Ana Terra casa e conhece sua esposa. Dessa união nasce Bibiana Terra, que acaba por se apaixonar pelo capitão Rodrigo Cambará, personagem que até os dias de hoje é considerado um arquétipo da literatura do Brasil, ao lodo de Ana Terra. O sucesso desse personagem é tanto, que a Editora Globo chegou a publicar separadamente, um capítulo inteiramente dedicado a ele, como o título de ‘Um certo Capitão Rodrigo’.

O Capitão Rodrigo é descrito no livro, como imponente e valente. Ele acaba por demonstrar aos leitores uma típica figura dos gaúchos. A sua união com Bibiana Terra, acaba representando o eixo das duas famílias, Amaral e Terra, que são os protagonistas de toda a trilogia ‘O Tempo e o Vento’.

Vale ressaltar ainda, que o carisma de Rodrigo, acabou conquistando diversos moradores da cidade de Santa Fé, como Juvenal Terra e o padre Lara. Mas, em alguns momentos do romance, ele acaba por se distanciar da figura e do perfil de bom moço. Isso se dá principalmente, porque depois de casado, o capitão mantém o gosto pela bebida, pelo carteado e principalmente por outras mulheres.

O antagonista desse personagem é Bento Amaral, com quem acaba se desentendendo. A cena final do capítulo é a invasão da casa da família Amaral, que acaba com a morte do capitão Rodrigo, deixando seu filho Bolívar, órfão.

No segundo livro da obra ‘O tempo e o vento’, que recebeu o título de ‘O Retrato’, Rodrigo Terra Cambará, que havia ido estudar em Porto Alegre, decide voltar para Santa Fé, sua terra natal. Vale lembrar, que essa segunda obra, é acompanhada de uma grande decadência da sociedade da cidade de Santa Fé, por causa dos jogos políticos e dos interesses que existiam na passagem para o século XX.

O último livro, ‘O Arquipélago’, da trilogia ‘O tempo e o vento’, conta o retorno de Rodrigo Cambará para Santa Fé, depois de passar longos anos na cidade do Rio de Janeiro ao lado de Getúlio Vargas, que na época era presidente do Brasil. Getúlio era aliado e amigo íntimo de Rodrigo Cambará.

Dessa maneira, o poder da família Terra Cambará, que era apenas local, acaba adquirindo no livro 3, ‘O Arquipélago’, um domínio nacional. Em seguida, depois do final do Estado Novo, Rodrigo Cambará acaba sendo derrotado e ainda adoece. Assim, o protagonista se vê em uma nova luta, ou seja, a de não morrer na cama, já que segundo ele, homem e Cambará que é macho mesmo, não morre na cama.