Resumo da Idade Moderna: A atividade de mineração


O uso de técnicas rudimentares na extração de ouro e os esgotamentos das jazidas, impediram prospecções mais profundas no subsolo, levando a decadência da produção do ouro na colônia. Diferentemente do que aconteceu com a produção do açúcar, que nunca deixou de ser uma significativa atividade econômica, observou-se a partir da década de 1770, o declínio dessa atividade.

A metrópole então, acabou aumentando sobre os colonos do Brasil, a pressão fiscal, com o objetivo de manter suas rendas, o que gerou um grande descontentamento e ainda entre eles, diversos atos de rebeldia, que culminou na Inconfidência mineira, considerada na colônia brasileira, a mais importante revolta do período.

A atividade de mineração

A música, as artes e ainda a arquitetura barroca se desenvolvera graças a toda a riqueza que foi extraída das minas. Mais tarde, esses campos da cultura acabaram recebendo influência da Europa. Neste contexto, algumas figuras e artistas acabaram se destacando, como por exemplo Antônio Francisco Lisboa, conhecido popularmente como Aleijadinho, cujas obras estão espalhadas por diversas cidades do estado de Minas Gerais.

Já os filhos de proprietários que haviam enriquecido nesse período, foram enviados para a Europa para se dedicarem aos estudos, e tomaram contato com os ideais iluministas que estavam se espalhando no Velho Mundo. Assim, alguns homens se destacaram, como Inácio de Alvarenga Peixoto, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

O capitalismo europeu foi acelerado através da atividade mineradora no Brasil, já que por intermédio de Portugal, toneladas e mais toneladas de ouro foram levadas para a Europa, especialmente em forma de pagamentos de produtos diversos importados e de impostos.

O tratado de Methuen, também conhecido como tratados dos panos e vinhos, assinado com os portugueses, no ano de 1703, inviabilizou que em Portugal, surgissem processos de produção industrial. Assim, o destino de toda a riqueza que era extraída na América Portuguesa era a Inglaterra, onde o poder dos comerciantes, banqueiros e industriais foi ampliado.

A crise portuguesa e o reforço do pacto colonial

Os gastos da coroa haviam se ampliado com o controle e a fiscalização da atividade mineradora, mas assim mesmo, Portugal conseguiu reequilibrar uma parte de suas finanças, que se encontrada comprometida por causa do declínio da empresa açucareira após a expulsão dos holandeses e contra o domínio da Espanha.

Com o aumento do esgotamento das jazidas minerais, a Coroa criou mecanismos para que a arrecadação de impostos fosse ampliada. As restrições da colônia sobre o mercantilismo, reforçou o pacto colonial.

Ao mesmo tempo em que procurava extrair o máximo de seus domínios e a ampliação dos negócios, o estado absolutista estava articulado e comprometido com as elites internacionais e nacionais. Do lado da colônia, a concessão de monopólios encarecia os produtos que vinham da Europa, ao mesmo tempo em que os que eram produzidos localmente eram barateados, gerando muito descontentamento e insatisfação, e ainda, em algumas ocasiões, violenta reação dos colonos, que obrigava que a coroa revesse as reservas de mercado.

Ideias que eram contrárias ao colonialismo mercantilismo nasciam, enquanto a metrópole portuguesa reforçava o controle administrativo e fiscal. Por exemplo, o Iluminismo, condenava as estruturas de privilégios, colonialistas e absolutistas, características do Antigo Regime. Além disso, defendia a reorganização da sociedade segundo a Constituição, considerada uma lei básica, que garantiria a liberdade na economia individual, cabendo ao estado apenas cuidar da segurança e do aprimoramento da nação como um todo.

Na França e na Inglaterra, países onde a burguesia julgava ser mais forte, que floresceram as ideias iluministas, consolidando e ampliando o espaço social e econômico dessa camada. Já na Espanha, em Portugal, na Prússia, Áustria e na Rússia, países que contavam com uma burguesia incipiente, medidas de modernização econômica e de racionalização administrativa foram adotadas, sem que o controle tradicional mercantilista fosse abandonado. Esses casos, em que alguns ideais iluministas se misturavam com o estado absolutista, acabou caracterizando o período conhecido como despotismo esclarecido.

Em Portugal, o ministro do rei D. José I, o conde de Oeiras e marquês de Pombal, como ficou conhecido, preocupou-se em reequilibrar a deficitária balança comercial portuguesa. Por isso, buscou de um lado, eficiência administrativa e o desenvolvimento da economia no reino, e de outro, reforçar as práticas mercantilistas referentes à colônia na América, o Brasil.

Pombal, ao enfrentar a oposição do clero e da nobreza aos ideais do Iluminismo, resolveu por expulsar os jesuítas, rompendo assim, a autonomia que essa ordem religiosa possuía com a coroa. Além disso, para que os nativos fossem integrados ao reino, o marquês extinguiu a escravidão de indígenas, incorporando algumas aldeias à administração portuguesa. Embora sem grande sucesso, Pombal também tentou fomentar a produção manufatureira, em especial, em Portugal.

Durante a administração de Pombal, as capitanias hereditárias foram extintas, e acabaram sendo incorporadas aos domínios das capitanias da coroa, e criadas companhias de comércio, para o controle do comércio colonial e aumentar as rendas metropolitanas.