Resumo o livro Vidas Secas


Datado de 1938, Vidas Secas é a obra-prima do autor Graciliano Ramos, que falou neste livro sobre a sociedade brasileira e as condições que a cercavam em meio a um momento em que o mundo vivia a Segunda Guerra Mundial e o país enfrentava a Ditadura Vargas.

Resumo o livro Vidas Secas

A falta de perspectiva do povo, somado à opressão política da época, compõe o enredo da história, que é extremamente rica e detalhada.

O autor Graciliano Ramos

Símbolo do movimento literário que ficou conhecido como Modernismo, mais precisamente em sua segunda fase, Graciliano Ramos nasceu no ano de 1892 no estado de Alagoas e morreu com pouco mais de 60 anos, em 1953, na cidade do Rio de Janeiro.

Veja agora neste resumo sobre Vidas Secas, quais são as principais e mais destacáveis características do autor presentes nesta e em outras de suas obras que foram escritas:

  • Graciliano Ramos sempre escreve com objetividade, concisão e muita clareza;
  • O destaque para os problemas e dificuldades enfrentados pelo povo do sertão são constantemente abordados;
  • As histórias contam histórias rodeadas geralmente de pensamento negativo e pessimismo;
  • Não existem floreios linguísticos nestas narrações; e
  • A crítica social é um marco constante.

O resumo sobre Vidas Secas

Em resumo, a história contada por Graciliano Ramos, na obra Vidas Secas, retrata uma família miserável de sertanejos que viviam a se mudar em busca de terras menos castigadas pelas secas do sertão.

O livro tem 13 capítulos de narração que não seguem aos padrões de temporalidade, por isso, podem ser lidos em qualquer ordem, sem que haja prejuízo para a compreensão da obra. Os únicos capítulos que precisam ser lidos como primeiro e último são, respectivamente, os intitulados como “Mudança” e “Fuga”.

Acompanhe o resumo sobre Vidas Secas a seguir, dividido entre os capítulos da obra:

Capítulo 1 – Mudança

Necessariamente o primeiro capítulo a ser lido na obra. Em “Mudança”, é possível conhecer as personagens da história, Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cachorra. Todos afetados pela seca, as páginas relatam um momento de dificuldade em que a família precisou matar seu próprio papagaio para se alimentar.

Há expectativa de chuva e Fabiano tem esperança de que a vida volte a brotar no sertão.

Capítulo 2 – Fabiano

O capítulo mostra as características pessoais do personagem Fabiano. Homem forte do sertão, Fabiano era como seu pai e seu avô tinham sido e como esperava que um dia os seus próprios filhos fossem: Duros a ponto de sobreviver.

Neste capítulo, Fabiano menciona seu Tomás, um homem diferente, educado e sábio, que não aguentou o sertão e morreu.

Capítulo 3 – Cadeia

Fabiano era bruto e não sabia falar. Em uma de suas visitas à feira para comprar mantimentos, acabou por enroscar-se em jogos com um soldado, vindo a perder todo o pouco dinheiro que tinha para a querosene.

Preso, questionava-se do fardo que carregava, ou seja, sua família e se valia a pena.

Capítulo 4 – Sinhá Vitória

Uma cama de couro, isso era tudo o que Sinhá Vitória queria para si e para Fabiano, uma cama igual à de seu Tomás e para isso venderia galinhas e porcas a fim de juntar o dinheiro. Sinhá Vitória estava com medo de a seca voltar ao sertão e por isso rezava.

Capítulo 5 – O menino mais novo

O filho mais novo admirava cada um dos feitos de seu pai e não entendia como os demais da casa eram tão indiferentes aos seus feitos heroicos. Seu sonho era crescer e ser tal como o próprio pai.

Capítulo 6 – O menino mais velho

Questionador, um dia o filho mais velho ouviu a palavra “inferno” e perguntou aos pais o que significava. Do pai não obteve resposta e da mãe apenas um rápido “é um lugar muito ruim”.

Lembrando-se de cenas suas e de sua família no sertão, questionou-se se ali não era o inferno.

Capítulo 7 – Inverno

Enfrentando o vento forte e gelado, a família se reúne em volta da fogueira. A conversa segue sem expressão e nexo. Fabiano conta peripécias fantasiosas e seus filhos se encantam até perceberem que não passam de lorotas.

Capítulo 8 – Festa

Era o dia da festa de Natal da cidade e a família se vestiu bem para ir a igreja e encontrar as outras pessoas. Fabiano bebeu, quis brincar e acabou por roncar na calcada, os meninos assustavam-se com o tanto de gente que viam e Sinhá Vitória pensava que a vida não era tão ruim, que apenas lhe faltava a cama de seu Tomás.

Capítulo 9 – Baleia

A cachorra era parte da família, entretanto estava sofrendo e a beira da morte. Para poupar-lhe o sofrimento, Fabiano deu-lhe um tiro que a levou a um lugar melhor, com muitos preás para caçar e comer.

Capítulo 10 – Contas

“Quem é do chão não se trepa!”, Fabiano tinha constantemente a impressão de que era roubado por todos, desde seu patrão aos fiscais do governo. Tentava pensar em um futuro, mas acreditava que não tinha um.

Capítulo 11 – O soldado amarelo

O soldado amarelo que outrora o tinha posto na cadeia encontra-se perdido no meio do sertão. Fabiano ao encontrá-lo fantasia matá-lo e pensa em deixar seu corpo ali até secar. No fim dos pensamentos, conclui que “Governo é Governo” e ensina o caminho de volta.

Capítulo 12 – O mundo coberto de penas

Comuns a esta estação, as aves de arribação consumiam a água que mais tarde faltaria ao gado. Sinhá Vitória alerta isso a Fabiano, que empunha sua espingarda para matar as aves. Enquanto dá seus tiros, Fabiano olha para o céu e percebe que a seca vem voltando.

Capítulo 13 – Fuga

A seca atinge a fazenda, mata os animais e leva a família de Fabiano de volta para a estrada a fim de encontrar uma nova moradia. Sinhá Vitória confessa ao marido que quer morar num lugar fixo, colocar os meninos na escola. A contragosto é isto que acabam por fazer.

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