Fleming e a Penicilina


Aprenda tudo a respeito de Alexander Fleming e da Penicilina. Fleming foi o cientista que descobriu, completamente por acaso, a existência da penicilina, antibiótico natural que foi e continua sendo o responsável por salvar milhares de vida em todo o mundo.

Fleming e a Penicilina

Descubra como tudo aconteceu, quando a descoberta ocorreu e qual a importância deste antibiótico para a medicina na época e nos dias de hoje.

Quem foi Alexander Fleming

A relação entre Fleming e a Penicilina aconteceu completamente por acaso e, se não fosse um descuido do cientista, talvez jamais conheceríamos este importante medicamento.

Alexander Fleming nasceu em 6 de agosto do ano de 1881 em Londres. Formou-se em medicina pela Universidade de Londres em 1906 e logo em seguida passou a dedicar sua carreira à microbiologia, através de pesquisas de substâncias que matassem as bactérias sem que se tornassem prejudiciais ou tóxicas para a saúde humana.

Fleming também atuou como médico militar durante a Primeira Guerra Mundial, e por isso ficava assustado em ver a quantidade de jovens que faleciam vítimas das consequências de feridas abertas. Depois disso, passou a estudar formas de encontrar um antisséptico capaz de fazer a limpeza e diminuir a agonia causada por infecções.

O médico não era um profissional muito organizado, e sua bancada de trabalho estava sempre um pouco bagunçada. Apesar disso, foi este tipo de descuido que possibilitou que ele descobrisse a penicilina.

Tudo aconteceu quando Fleming estudava um grupo de bactérias do tipo estafilococo, que cresciam em placas de Petri. Como ele não costumava organizar nem limpar seu laboratório, mofo e bolor passaram a crescer livremente, bem próximo de onde estavam as bactérias de seus estudos.

Algum tempo depois, ao observar estas placas, Fleming percebeu que onde o fungo do mofo havia crescido, as bactérias haviam morrido. Ele logo percebeu a importância de seu descobrimento, mas seus colegas duvidaram.

Foi então que ele resolveu focar seus estudos neste fungo, um mofo líquido do gênero Penicillium, e descobriu que ele inibia o crescimento de estafilococos. Fleming publicou sua descoberta em 1929, mas mesmo assim não conseguiu receber a atenção e os recursos financeiros suficientes para dar andamento à pesquisa.

Foi então que uma outra equipe de cientistas, composta por Howard Walter Florey, Norman Heatley e Ernest Boris Chain, conseguiu encontrar uma forma de extrair e purificar a penicilina. Eles aplicaram ainda ensaios clínicos, comprovando sua eficácia, e por isso a produção industrial passou a ser realizada nos Estados Unidos já no início da Segunda Guerra Mundial.

Juntos, Fleming, Florey e Chain ganharam o Nobel de Fisiologia ou Medicina no ano de 1945, reconhecendo o trabalho de todos.

A relação entre Fleming e a penicilina, portanto, jamais poderá ser quebrada. Afinal, mesmo que a descoberta tenha acontecido por um acidente ou descuido, se ele não tivesse observado com atenção e não fosse capaz de reconhecer o que estava acontecendo, talvez isso nunca tivesse acontecido. O cientista faleceu em março de 1955, devido a um ataque cardíaco.

A importância da Penicilina e seus usos

A penicilina é um antibiótico. Ela age diretamente na parece celular das bactérias, fazendo com que cheguem à morte. Há diferentes tipos de penicilina, que se diferem devido a sua relação farmacocinética. São elas:

  • Penicilinas naturais ou benzilpenicilinas
  • Penicilinas de amplo espectro
  • Penicilinas que são resistentes à penicilinases

Durante muitos anos, a penicilina era a primeira escolha dos médicos em casos de infecções bacterianas. A sua descoberta, uso e principalmente, sua produção de baixo custo, possibilitaram o salvamento de milhares de vidas em todo o planeta, inclusive durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi largamente utilizada.

Atualmente, com o desenvolvimento da pesquisa na área e a criação de novos medicamentos, a penicilina continua sendo utilizada, mas principalmente em casos de infecções causadas por bactérias do tipo Gram positivas, ou que se saiba que não apresentem resistência ao antibiótico.

Em casos de pneumonias e infecções do trato respiratório, endocardite e meningite bacteriana, por exemplo, indica-se sempre o uso de penicilinas.

De forma geral, as penicilinas não causam problemas aos pacientes, somente em casos onde existam alergias. Nestes casos, o paciente pode apresentar diversos sintomas, desde urticária leve até um choque anafilático.

Segundo pesquisas a respeito deste assunto, somente cerca de 8% de todos os pacientes tratados com penicilinas pode apresentar hipersensibilidade. Caso algum sintoma apareça, um médico deve ser consultado, e ele avaliará se o tratamento deve ou não ser descontinuado. Pacientes que possuem problemas renais também podem apresentar sintomas e reações, como por exemplo abalos musculares ou até convulsões.

Nos dias de hoje, existem diversos antibióticos que são derivados da penicilina, muitos deles desenvolvidos sinteticamente pela indústria farmacêutica. Entre estes antibióticos, podemos citar:

  • Amoxicilina
  • Ampicilina
  • Aziocilina
  • Cabernacilina
  • Flucloxacilina
  • Pivampicilina
  • Ticarcilina

Quando um paciente é tratado com penicilina e seus derivados, a substância é eliminada naturalmente através da urina.