Preparo de soluções


Toda formulação biológica ou química é feita com um preparo de soluções. Essas substâncias, das mais variadas classificações e consistências, são usadas para formar reagentes e outros compostos capazes de conseguir uma concentração específica ou dissolver um material sólido a fim de originar outros produtos.

Preparo de soluções

Mas para que essas combinações funcionem, o preparo deve ser feito com embasamentos que servirão de apoio para diluições, misturas e agrupamentos de substâncias de forma correta e coerente e que não causem nenhum transtorno. Todo profissional de laboratório precisa ter um conhecimento básico sobre a natureza de uma solução e como cada tipo pode ser aproveitado respeitando suas características, indicações e contraindicações para que a fórmula apresente um resultado considerável.

O que é uma solução?

Uma solução é uma junção de duas composições, o soluto e o solvente. Com um aspecto homogêneo, a solução pode se concentrar em qualquer estado físico, embora a forma encontrada mais comum seja a líquida. Dentro da composição da solução, o soluto e o solvente precisam trabalhar de forma equilibrada para que não aconteça nenhuma alteração que não venha condizer com o conceito a ser trabalhado.

• Soluto: embora esteja em equilíbrio com o solvente, o soluto fica em menor quantidade na solução. Porém, seu baixo nível não indica que ela sempre é insuficiente a não ser que o propósito da solução não seja esse. O solvente normalmente é sólido;

• Solvente: é a outra parte que é misturada com o soluto. Seu papel é dissolver a parte sólida associada a sua composição. Normalmente se usa água, mas um óleo também pode ser usado numa solução.

A partir dessa base, o trabalho de manipular uma solução pode seguir três características básicas que ajudarão a determinar o manuseio de um nível maior de soluto ou de solvente, medir o nível de concentração da fórmula e ter ciência do percentual das duas composições.

• Se uma solução é superssaturada é porque quanto mais se adiciona soluto na solução, mais a composição fica heterogênea. Ou seja, o preparo de soluções pode apresentar substâncias que ficam tão concentradas a ponto de se tornarem um excesso;

• Se uma solução é saturada, é porque a mistura continua homogênea, porém em um limite máximo de equilíbrio. Ou seja, as duas composições, soluto e solvente, estão na capacidade máxima permitida para que as duas substâncias ajam de maneira única;

• Se uma solução é insaturada, é porque o equilíbrio é balanceado e as duas composições não se sobressaem uma por outra. As duas proporções são suficientes para que a solução permaneça homogênea.

A partir dessas três classificações, o profissional que manipula esses materiais em laboratório pode determinar com mais clareza o que é um soluto e o que é um solvente. Conferir os estados físicos de cada uma das substâncias, medição de quantidade para cada parte e a capacidade volátil delas são algumas variáveis que ficam fáceis de serem notados e prescritos.

O preparo de soluções na prática

Compreendendo melhor o conceito do que é uma solução e do quê ela é composta, é preciso conhecer as medidas corretas para manipulação dos dois componentes para que a solução tenha uma consistência positiva. Atingindo esse potencial, o manipulador terá a habilidade de medir sua concentração, a necessidade de se pôr ou não um nível maior ou menor de reagente e o volume total da composição.

Esses passos podem variar, mas precisam ser seguidos:

• Usar um vidro de relógio posto sobre uma balança;

• Utilizar uma espátula para acomodar o soluto no vidro e fazer sua medição na balança;

• O soluto, em seguida, deve ser movido a um gobelé (copo de precipitação);

• Despejar, com cautela, o solvente para conferir a homogeneidade com o soluto;

• Levar a mistura a um balão volumétrico para calcular o volume;

• Remover vestígios do soluto no gobelé e colocá-lo também no balão volumétrico;

• Pôr água na mistura no balão volumétrico ao nível indicado no balão e fechá-lo;

• Misturar manualmente a solução, agitando ou virando aleatoriamente;

• Medir sua concentração, com massa e volume em valores exatos;

• Classificar a composição de acordo com as indicações obedecidas no processo e com as categorias que as duas substâncias se incluem.

Na hora de realizar os cálculos de massa e volume na parte final do preparo de soluções, é importante seguir a variável para classificação. A massa precisa ser indicada em grama (g) e o volume em mililitros (ml). No caso de determinar o volume total na etapa final, é preciso expressar a composição em percentual (%) e pôr essas informações em etiquetas no balão volumétrico para facilitar a identificação.

Mesmo que outras possíveis situações podem ser experimentadas – soluções líquidas, gasosas ou sólidas – é preciso seguir adequadamente essas etapas durante o preparo para que o resultado seja claro e não apresente nenhuma inconsistência ou algum valor que não condiz com os cálculos feitos no início e no final do processo.