As 3 regras da boa imagem


É muito comum que uma pessoa, ao indicar a outra um restaurante ou outro estabelecimento comercial cuja apresentação visual não é das mais convidativas, entremeie as recomendações com ressalvas acerca dessa característica.

as-3-regras-da-boa-imagem

“O restaurante é bem simples, mas a comida é maravilhosa e o atendimento soberbo”.

É uma forma que as pessoas encontram de antecipar uma possível má impressão, que contrarie as boas referências que está dando ao interlocutor.

Provavelmente esse tipo de interlocutor usa sua própria experiência e impressão como parâmetro.

Da mesma forma, uma fachada suntuosa tem a peculiaridade de espantar grande parte das pessoas, sugerindo preços estratosféricos e um requinte acima da média. É preciso saber se o propósito é esse mesmo ou rever o conceito da fachada para não levar o negócio à falência.

A tal primeira impressão, aquela que fica, se forma em três segundos. É o tempo do cérebro colher as informações e processá-las, formando uma imagem, que se tornará referência de um acontecimento ou lugar, ou será simplesmente descartada.

Há três regras que devem ser seguidas quando se trata de imagem, sempre pensando que imagem não é o que se tenta transmitir, mas o que se percebe, razão pela qual é preciso tomar muito cuidado.

Apresentação, adequação e comunicação são as três regras básicas quando se pretende criar uma boa imagem, que seja aceitável e útil.

Como as três regras estão presentes em tudo, quando se trata de boa imagem

Pensemos num cartão de visitas, cuja função é oferecer uma visão prévia do que é a empresa.

Esse cartão precisa ter uma boa apresentação, combinando simplicidade e design.

Precisa ser adequado. Um cartão de uma empresa de festas infantis não pode ter a mesma aparência de um cartão de uma empresa de consultoria de negócios ou um laboratório de exames de imagem.

Precisa, também, oferecer uma boa comunicação. Muitas vezes, um cartão tem excesso de informações, que acabam prejudicando a comunicação. Além disso, o cartão deve ter a mesma identidade visual de todos os materiais, produtos e instalações da empresa.

Esse primeiro contato com a empresa formará uma imagem na mente de quem recebe o cartão de visitas, razão pela qual os três aspectos precisam trabalhar para a formação de uma boa imagem.

Voltemos à fachada do restaurante e consideremos esses três aspectos. Trata-se daquele restaurante de fachada pouco convidativa e um cardápio deslumbrante, com atendimento impecável, sendo que o primeiro aspecto espanta clientes que os dois subsequentes poderiam cativar e até fidelizar.

Não se deve confundir simplicidade com má apresentação. Um restaurante simples pode atrair clientes que tenham apreço por boa comida a um preço amigável investindo numa fachada atraente, que conte um pouco sobre o próprio serviço, o cardápio e o atendimento. As três regras da boa imagem estarão sendo atendidas: apresentação, adequação e comunicação.

Quando uma pessoa vai almoçar em um restaurante, é preciso que a fachada sugira se tratar de um ambiente limpo e agradável. Essa fachada deve ser convidativa ao tipo de público que o estabelecimento deseja cativar, sugerindo simplicidade e baixo preço. Estão presentes nesse cuidado a adequação e a comunicação.

Todas essas regras estão presentes na apresentação pessoal. Um traje que pode parecer perfeito para uma entrevista de trabalho ou uma reunião de negócios, dificilmente será adequado a uma balada no final de semana. A apresentação precisa ser outra. A roupa pode dizer muito sobre o indivíduo e muitas vezes é usada pelo mesmo para tal propósito. É sempre importante lembrar que a imagem é o que é percebido e não o que se tenta transmitir, logo, ao se vestir, se preparar para ir a algum lugar, é preciso pensar como as pessoas se vestem e o que elas valorizam, se é que o objetivo é não fazer feio e causar uma boa impressão.

A quarta regra – A imagem sugere o conteúdo, mas não o define

Outra situação em que a imagem pode ser tudo é nas embalagens. Uma embalagem atraente pode influenciar na decisão de compra do consumidor no ponto de venda, sobretudo se ao fator estético estiver associado um conjunto de informações claras sobre o produto.

Mais uma vez, se é um produto voltado para o público da terceira idade, não se deve esperar que a embalagem tenha motivos infantis, mas uma embalagem bem bolada para esse último público pode produzir resultados muito interessantes.

Só que existe a quarta regra. Causar uma boa impressão através de uma boa imagem é fundamental quando há milhares de pessoas, milhares de marcas, milhares de profissionais e milhões de produtos disputando atenção.

Não obstante, de nada vale uma apresentação impecável numa entrevista de emprego se o candidato não possuir os requisitos necessários para a vaga. Em outras palavras, a boa imagem abre portas, garante uma vantagem competitiva, mas não substitui o conteúdo.

Essa premissa deve ser levada em conta, inclusive, em decisões de marketing, onde a imagem não deve prometer aquilo que o produto não cumprirá. O consumidor pode se deixar seduzir pela embalagem, mas se o produto não cumprir a promessa sugerida pela mesma, além de não comprar mais, ele ainda vai fazer propaganda negativa.