Niels Böhr


Dinamarquês que viveu entre os anos de 1885 e 1962, Niels Henrick David Bohr ficou mundialmente conhecido graças aos seus estudos e avanços que possibilitaram uma melhor compreensão de toda a estrutura atômica. O físico ainda garantiu a visibilidade do seu nome dentro da física quântica também!

Niels Böhr

A família de Niels Bohr contribui muito com o passo a passo do físico ajudando-o a ganhar tamanho destaque mundial.

O pai era professor em uma importante faculdade e ministrava a matéria de fisiologia. Seu avô paterno lecionou matérias humanas tais como história e teologia, e seu irmão, Aage Niels Bohr, foi um importante matemático de seu tempo, tendo iniciado alguns dos estudos relativos às funções quase-periódicas.

Dotados de inteligência e conhecimento, os Bohr não tiveram seu nome apagado no tempo graças a Niels e neste artigo você poderá entender o porquê!

Vida e primeiros estudos de Niels Bohr

Ainda jovem, enquanto era um simples estudante, Niels Bohr já se destacava. Em resposta ao anúncio feito pela Academia de Ciências de Copenhague lançou-se na investigação, tanto teórica quanto experimental, que procurava relacionar a tensão da superfície frente a oscilação dos jatos fluídos.

Com este projeto ganhou seu primeiro grande prêmio. Além da medalha de ouro que lhe foi conferida pela Academia, Niels Bohr teve seus estudos publicados em 1908 no renomado “Transactions of the Royal Society”.

Continuando com suas investigações e estudos, defendeu em sua tese de doutorado as propriedades dos metais levando em conta a teoria dos elétrons em também. Feito isso, Niels Bohr confrontou os conceitos e definições defendidos por Planck em sua teoria quântica.

Pelos próximos anos, o físico trabalhou com importantes nomes da matéria, tais como Joseph John Thomson e Ernest Rutherford.

Com mais experiência e conhecimento em sua área profissional, em 1913 Niels Bohr começou a trabalhar em um modelo atômico que correlacionava os pressupostos de Rutherford aos conceitos defendidos por Planck.

Seu intento surgiu a partir da observação de que a teoria quântica poderia ajudar a explicar a absorção e emissão de energia radiante comumente feita pelos elétrons. Apesar de existirem, na época, muitas teorias voltadas a analisar e explicar as causas dos inúmeros tipos de distribuição enérgica dos elétrons, o princípio da quantização foi uma das grandes contribuições do Niels Bohr.

Sua primeira premissa foi a de que os elétrons só poderiam existir dentro de órbitas consideradas como limitadas e repletas de energias bastante distintas. Essa observação representou um grande passo para a física moderna! A partir deste conhecimento evidenciou-se que um elétron só poderia mudar de camada se estimulado por uma fonte de energia externa.

É o famoso ( ) e (-) da física, as cargas positivas e negativas que fazem com que os elétrons cambiem de camada em um átomo propiciando mudanças físicas que acontecem diariamente. Niels Bohr retratou em seu estudo que quando um elétron vai para uma camada mais distante do núcleo do átomo ele ganha energia enquanto que para voltar ao seu ponto de origem, ele precisaria fazer o procedimento inverso, perdendo essa mesma quantidade antes absorvida.

Tais observações possibilitaram que o físico explicasse questões simples como os diferentes resultados para o aquecimento de materiais distintos. Além disso, Niels Bohr elencou dados e informações pertinentes ao espectro eletromagnético do hidrogênio neste trabalho.

A teoria atômica de Niels Bohr

Após algum tempo de estudos, aperfeiçoamentos, testes e avaliações, em 1913, com menos de 30 anos, Niels Bohr publicou a sua então conhecida teoria atômica. Anos mais tarde, com seus 37 completos, o físico foi contemplado com um dos mais importantes prêmios mundiais: O Prêmio Nobel de Física, no ano de 1922.

A teoria atômica de Niels Bohr é uma referência utilizada no mundo físico moderno e nas escolas, é um dos primeiros ensinamentos da matéria, seguindo este modelo proposto, é claro.

Segundo o físico dinamarquês todos os elétrons se distribuem em volta do núcleo seguindo ao formato de camadas que lembram ao sistema solar. O modelo, junto a outros famosos estudos, assume que existem exatas 7 camadas, ou órbitas, ao redor deste núcleo sendo que para maior compreensão cada uma recebeu uma letra para a sua denominação.

As letras são todas maiúsculas e estão localizadas na seguinte ordem: K, L, M, N, O, P e Q. Se você parar para reparar, tal sequência de letras é uma reprodução da ordem alfabética aplicada à física.
Falando sobre a energia desses elétrons, de acordo com Niels Bohr quanto mais longe do núcleo atômico, maior a energia do elétron. Neste contexto, os níveis desta energia seguem a ordem de 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º na mesma sequência lógica das letras.

Um elétron que esteja no nível 3º e queira ir para o 4º deve ganhar energia para essa transição. Mas, para o caso inverso, por exemplo, seria necessário perder essa energia para reintegrar o 3º nível da eletrosfera.