Sociologia Comteana


Comteana

Sociologia Comteana

O francês Auguste Comte foi um filósofo conhecido por ter fundado a Sociologia como ciência e o Positivismo. A paternidade da Sociologia é atribuída a ele por ter sido o primeiro a denominá-la, em 1839, em seu curso de Filosofia Positiva. Em seu fundamento, a Sociologia deveria ser considerada uma ciência por possuir seu rigor ao explicar o mundo sob o ponto de vista da formação social. Também pela necessidade de vê-la com o espírito da objetividade ao investigar os fenômenos sociais.

O filósofo também foi o criador do Positivismo, corrente que tinha como objetivo reorganizar o conhecimento humano adquirido. O Positivismo teve uma grande influência no Brasil, inclusive para a Proclamação da República. O foco era promover ações coletivas em prol da sociedade, orientadas pelo racional e não pelo sobrenatural. ‘

Os conceitos de Comte

Segundo a Sociologia Comteana, um planejamento social prévio seria a solução para criar um bem estar coletivo. As ciências e as organizações sociopolíticas precisariam ser reformuladas para que fosse criada uma nova ordem, sem a divinização de entidades e sim da humanidade. Com esse princípio surgiram verdadeiros templos que enaltecia o saber.

No Positivismo criado por Comte, a realidade precisava ser conhecida cientificamente, com estudos sobre as leis naturais da vida e de como uma sociedade realmente funciona. Sob esse aspecto, os costumes, moralidades e hábitos não valem como base, apenas e radicalmente os dados científicos das questões. Isso significa que a Sociologia Comteana não deveria considerar valores, sejam quais forem, apenas se baseando em dados numéricos e estatísticos.

No seu livro “Systéme de Politique Positive”, Comte relata uma Sociologia sistemática e que aborda o que vem a ser a religião. Para Auguste Comte, a teologia é diferente da religião, já que a primeira é baseada num Deus subjetivo, enquanto a outra representa uma unidade humana a partir do indivíduo e sua coletividade. Dessa forma, Comte cria a religião humana, como elo que unifica toda a sociedade.