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Tipos de Governo e Lei dos Três Estados de Comte

O filósofo francês Auguste Comte foi o criador do Positivismo, considerado a base do que seria a Sociologia. Tudo começou com a sua negação em explicar que os fenômenos naturais fossem oriundos de um só princípio, baseado em Deus e na natureza, para expandir o pensamento e ampliar a observação sobre ocorrências concretos e abstratos que pudessem justificar os fatos.

A partir de critérios sistemáticos e históricos, Comte uniu estudos de matemática, física, astronomia, biologia e química para iniciar os estudos da Sociologia. Mas o alicerce principal da obra de Comte são as “Leis dos Três Estados”, baseados na percepção da evolução humana rumo a civilização e ao esclarecimento.

A formação do pensamento positivo

A formação do pensamento do positivismo vem da ideia de que o conhecimento científico é o único método verdadeiro de explicação. Era meados do século XIX quando Auguste Comte ganhou destaque internacional ao afirmar que religiões e superstições eram irrelevantes para o desenvolvimento da humanidade como um todo.

Inspirado no Iluminismo e diante da efervescência social, política e intelectual da Europa, que culminou com a Revolução Francesa, o próprio termo “positivismo” surgiu nas Leis Dos Três Estados. Essas leis relatam os estágios pelos quais o homem passam durante sua evolução e que vão desenvolvendo seus valores.

As Leis dos Três Estados são:

– Teológico: que justifica os fenômenos naturais através de fatores abstratos e ambíguos como religião e o sobrenatural. Para encontrar o sentido da vida e sua própria criação, usa da imaginação para explicar o que não consegue atingir;

– Metafísico: Misto de Teólogo com Positivo, o Metafísico é a contínua busca da verdade concreta, sem abrir mão do abstrato e imaginário;

– Positivo: quando se percebe como ocorrem os processos, abrindo mão do inconsciente e focando no que é concreto e real. Essa etapa é tão marcante que deu nome ao movimento.

As leis dos três estados e sua evolução social

As Leis dos Três Estados não correspondem apenas a um estado de espírito, mas como base de sistemas de governo que possa atender a todas as necessidades sociais. Quando o Estado é principalmente teológico, a sociedade se baseia na crença absoluta de Deus, onde tudo o que ocorre de bem ou mal é por sua determinação.

No Estado metafísico, inicia-se dúvidas sobre a supremacia desse Deus, mas ainda se ignora a realidade concreta. Dessa forma o individuo e a sociedade acreditam em superstições e em aspectos fora da realidade palpável. Já no Estado Positivo, a razão toma conta do pensamento e ações lógicas capazes de explicações científicas sobre os fenômenos da natureza.

As Leis dos Três Estados também se define como intelectuais e afetivos, se direcionando ao prático e aos sentimentos. No lado prático, se definiu como um confronto entre as sociedades e costumes militares, contra a industrial. No afetivo, a sociedade foi apresentando sua evolução social, onde o indivíduo se inicia exercendo a amabilidade com a família, seguida da pátria e partindo para toda a humanidade.

Segundo Comte, os elementos que compõe as Leis dos Três Estados se modificam conforme a passagem de tempo histórico, compreendido pela dinâmica social de cada geração.

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