Trabalho Livre e Estratificação Social


Estratificação Social

A estratificação social é um fenômeno decorrente do progresso da organização humana em sociedade. Teve início tão logo o homem passou a viver em comunidade, donde advieram as aldeias, tribos e cidades.

Na Grécia antiga, mesmo no período da propalada Democracia, a estratificação social já estava presente. A população era dividida entre os demagogos, que eram a classe dominante, pelos politkos, nascidos na cidade, que eram livres e iguais perante a lei, e os metecos, aqueles que não tinham direitos políticos, grupo formado por escravos e pelas mulheres.

A estratificação social se manteve ao longo dos diversos períodos da sociedade humana. O fator determinante varia de uma sociedade para outra. Recentemente, na África do Sul, durante o apartheid, o fator determinante era racial. Na Índia, onde ainda se faz presente o sistema de castas, o fator determinante é religioso.

A estratificação e produzida, normalmente, pela forma como se estrutura e organiza a sociedade, pela forma como fatores como a religião, a força e a dominação são exercidas.

Durante a Idade Média, a classe camponesa, assim como os artesãos, do campo e da cidade, estavam submetidos a um poder feudal, que impunha a diferença de classes por meio da força e da expropriação de parte dos ganhos obtidos pelas classes “inferiores”.

O papel do trabalho livre na nova estratificação

O período medieval foi sucedido por uma série de ideias, principalmente o iluminismo, e uma série de movimentos econômicos que começaram a mudar rapidamente a forma como se estrutura a estratificação social.

Principalmente a partir do século XIX, a Revolução Industrial e o capitalismo produzem uma nova configuração social, que tem como molde as relações econômicas. Isso, no entanto, não altera a força como fator mantenedor da separação, colocando obstáculo à ascensão econômica das classes inferiores.

A classe proletária é o trabalhador livre mas a forma como se estrutura o mundo nos últimos séculos suprime a escolha por trabalhar ou não. O trabalho se torna a única forma de inclusão, de modo que o conceito de trabalho livre melhor se aplica ao direito de ir e vir e mudar de trabalho ou profissão.

De qualquer forma, a sociedade capitalista, embora estratifique a sociedade, é aquela que oferece a possibilidade de mobilidade social, com base no que se convencionou chamar meritocracia, que é a ascensão pelo próprio esforço.

Atualmente, a estratificação presente nos sistemas liberais, que têm o capitalismo como orientação econômica, oferece três grupos básicos: pobres, classe média e ricos. Dependendo do estudioso, pode-se dividir cada uma dessas classes de acordo com os mais diversos critérios.