Fatores que limitam o crescimento populacional


Muitos são, atualmente, os fatores que limitam o crescimento gradativo da população. Em algumas nações, eles podem ser mais agravantes, enquanto outras podem combater tais problemáticas com maior facilidade e eficácia.

Entre eles, podemos destacar:

• A densidade populacional;

• A predação;

crescimento populacional

• Disponibilidade de alimentos – que depende tanto da indústria, como da produção agrícola;

• Competições de caráter interespecífica e intraespecífica;

• Parasitismo e demais doenças;

• Fatores climáticos;

• Predação;

• E outros.

Geralmente, esses fatores têm a característica de variarem constantemente em toda espécie de população natural, o que implica diretamente nas taxas de crescimento das mesmas.

Para exemplificar, é simples: vamos imaginar que um fator como a disponibilidade de alimentos seja reduzido em uma determinada sociedade. É possível, nesse caso, que a população também diminua – por problemas como doenças, desnutrição e outros agravantes. Por outro lado, toda vez que esses fatores são abrandados, há também a possibilidade de aumento populacional. Quando a cura de uma doença com muitos pacientes é descoberta, por exemplo, uma grande taxa da população é salva, sobrevivendo e possibilitando a reprodução.

Ecologia da população

Uma população nada mais é do que um conjunto de indivíduos que são da mesma espécie. O número de pessoas que faz parte desse grupo, assim como a manutenção do mesmo, varia com base no próprio ambiente, ou seja, o habitat natural e outras características que podem possibilitar o aumento – ou a diminuição – dessa população.

Os estudos das populações, nesse caso, são fundamentais para possibilitar a compreensão da dinâmica no ecossistema, considerando o número de mortes, as taxas de emigração e imigração, o número de nascimentos e a própria densidade populacional.

Vale também lembrar que mesmo as populações equilibradas também podem sofrer com o aumento da intensidade de um ou outro fator que limita o crescimento populacional. Quando eles se expandem, porém, as sociedades voltam a crescer.

Os fatores que limitam o crescimento populacional – quais são?

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um desses fatores?

• Densidade populacional

A densidade populacional é um fator que depende diretamente das taxas de natalidade ou, especificadamente, do número de pessoas que nascem e morrem todos os dias em um determinado grupo – como Estado ou país.

Além disso, o número de pessoas que emigram ou imigram também deve ser considerado, uma vez que elas passam a fazer parte daquele grupo.

Muitos são os indivíduos que concentram dúvidas no que se refere às taxas de densidade, ou melhor, com dificuldades em entender qual é a melhor forma de medi-la e saber se ela está estável ou alta. Para entendê-la, basta simular uma fórmula:

Densidade(d) = número de indivíduos em uma determinada população (n), dividido pela área ou pelo volume da região (a). Sendo assim, a fórmula seria: D=N/A.

• Competições – interespecífica/intraespecífica

Ambos os tipos de competição são diretamente relacionados com a seleção natural, uma vez que contribuem para os competidores – excluindo algumas espécies da população.

Sendo assim, vamos considerar um exemplo. Em uma determina espécie das borboletas, são cerca de 0,26% o número de sobreviventes – que nasce e chega até a idade adulta. Aproximadamente 59% deles perde a vida enquanto são lagartas, especialmente por doenças. Outras 34% morrem por parasitismo e 4% pela predação que, nesse caso, é dos pássaros.

A taxa de 0,26% é realmente baixa, porém, é necessária para que o crescimento dessa população continue – o que evita tanto uma superpopulação de borboletas como também a sua extinção. Além disso, caso o número delas começasse a aumentar de uma forma muito expressiva, pode ser que os fatores limitantes do crescimento fossem ainda maiores.

Para que você realmente consiga entender esse conceito, agora vamos imaginar outra situação. Um casal de moscas é colocado dentro de um potinho, com suprimentos para que sobrevivam por um determinado período. É certo que, durante esse tempo, o aumento na população de seus descendentes será extremamente alto – mas só no começo.

Assim que o limite é atingido, começa uma grande competição entre as larvas pelos alimentos, o que também implica em altas taxas de mortalidade. Por isso, quando as populações são muito densas, reduz-se muito a sua duração de vida adulta – e não só com espécies de animais e/ou vegetais, mas também com nós humanos.

• Predadores X presas

Nas relações que se estabelecem entre presas e predadores, há ainda uma possibilidade de interdependência. Vamos imaginar que um determinado tipo de predador acabe com toda a população de suas presas. Sem conseguir substituí-la, ele também pode acabar morrendo.

Nesse sentido, um exemplo pode ser a experiência realizada por Gause. Ele usou para o estudo os didínios e paramécios, ambos protozoários da mesma espécie, provando a relação de interdependência.

Quando o cientista colocou os didínios – predadores – na população de presas – os paramécios – o aumento na população dos didínios foi grande, assim como a diminuição dos paramécios. Mas, quando essa segunda foi extinta, os predadores também acabaram morrendo, uma vez que não tinham como se alimentar.