Resumo do Feudalismo


A estrutura política, social, econômica e cultural que estava em vigência na Idade Média na Europa Ocidental, e que era uma forma de substituir o escravismo greco e romano, recebeu o nome de feudalismo, caracterizando o modo de produção dessa época. Lembrando que, dentro de uma visão de história, o modo de produção significa como se organiza a produção de riquezas numa sociedade.

As transformações ocorridas no Império Romano do Ocidente, com o êxodo urbano e a ruralização causados pela crie escravista, foram aceleradas com as invasões bárbaras, resultando na queda do império em 476. A partir daí, e estendendo-se até o século X, sucedeu um período marcado pelo predomínio da vida rural e a ausência ou severa redução do comércio no continente europeu, denominado Alta Idade Média.

Feudalismo

Só a partir do século XI, quando se iniciaram diversas mudanças significativas para a economia feudal, é que as atividades baseadas no comércio e na vida em cidades, pouco a pouco, ganharam impulso. Essas mudanças deram início ao período que chamamos de Baixa Idade Média, o qual se estendeu até o século XV. Para acompanhar todo esse quadro da Idade Média é preciso, no entanto, compreender as principais características do feudalismo como um modelo genérico na Europa Ocidental, considerando porém, que na prática as características desse sistema variaram da região para região e de época para época, ao longo da Idade Média.

Na visão econômica dos europeus, o sistema feudal apresentava predomínio da agricultura para consumo local, comércio muito reduzido e muitas das vezes até inexistente e ainda uma ausência ou a baixa circulação de moedas. O feudo, que era um importante local para a produção agraria pertenciam aos senhores feudais, que eram em geral nobres guerreiros e membros do alto clero.

Cada feudo estava dividido em três partes, a saber: manso senhorial (área que era explorada para benefício do senhor pelos servos), manso servil (terras que os servos utilizavam para exploração própria) e manso comunal (áreas de terras que eram utilizadas para uso comum de camponeses e senhores).

O regime de trabalho vigente nessa sociedade feudal era o da servidão. Nessa época era comum que as pessoas nascessem, vivessem e morressem sem jamais sair do mesmo lugar. A exploração do trabalho servil era legitimada pela igreja.

Essa sociedade estava dividida em dois lados e grupos. De um lado estavam os servos e do outro os senhores e era chamada de estamental. É certo dizer que os servos deviam diversas obrigações para os seus senhores, característica que era chamada de impostos feudais, onde podemos destacar três, a saber:

Corveia: trabalho que era feito obrigatoriamente nas terras dos senhores, como construções e reparos, além é claro do plantio, realizado em alguns dias da semana.

Talha: porcentagem de produção obtida no trabalho no manso servil.

Banalidades: imposto pago em produtos pela utilização de equipamentos que pertenciam aos senhores (forno, moinho, celeiro).

Além desses impostos, existiam os cobrando sobre herança, que recebia o nome de mão morta, de acordo com o número de membros da família e destinadas à igreja. Os servos não eram escravos que nem os da Antiguidade ou como os negros, já que não eram nunca negociados como mercadorias.

Os pequenos proprietários livres que também eram submetidos aos senhores, eram chamados de vilões. Por outro lado, os senhores feudais, estavam ligados entre si, travando as relações de vassalagem e de suserania. Tais relações eram estabelecidas quando um nobre concedia por exemplo, terras a outro nobre menos poderoso, em troca de ajuda em guerras e outras obrigações, como tributos de recolhimento de taxas numa região ou aldeia.

Neste contexto, tornavam-se suseranos os senhores e comprometiam-se a proteger de maneira militar este nobre que acabara de receber a terra. Este passava a ser vassalo daquele, obrigada a prestar, principalmente, ajuda militar ao primeiro. Um suserano poderia ter diversos vassalos, e cada vassalo outros tantos, de forma que diversos senhores feudais, nobres guerreiros de uma determinada região, assumiam um compromisso mútuo de defesa.

Tratava-se de uma teia de relações em forma de pirâmide, cuja base encontravam-se os senhores feudais menos poderosos e ricos que eram somente vassalos. No meio estavam nobres vassalos de um e suseranos de vários e no topo, um senhor feudal mais poderoso que todos, o rei. Os diversos reis feudais se caracterizam por ocuparem um cargo militar. No caso de agressão externa, o rei fazias as vezes de chefe militar de um exército formado por centenas de nobres e seus cavaleiros e tropas auxiliares.