Resumo Iluminismo


O auge do absolutismo no século XVIII significou também o ponto máximo de suas contradições. Para atingi-la, desenvolveu o método da dúvida, que consistia em questionar todas as teorias ou as ideias preexistentes. Com o tempo, convenceu-se de que a única verdade possível era sua capacidade de duvidar, reflexo da sua capacidade de pensar.

Descartes acreditava na existência de um Deus criador do universo. Caberia ao homem, dotado de razão desvendar as leis externas. Não acreditava em interferência divina no universo após sua criação. Os trabalhos do inglês Isaac Newton na física, colaboraram para afastar a crença em uma interferência divina no universo, confirmando as convicções de Descartes. Entretanto, somente com o inglês John Locke é que foram lançadas as bases da investigação das leis da sociedade, sendo considerado então, o responsável pelos princípios da filosofia política iluminista.

Iluminismo

Um dos maiores nomes do iluminismo foi o francês Voltaire, que criticava a igreja e o clero, sendo contudo deísta, ou seja, acreditando na presença de Deus na natureza e no homem. Em seu livro, Cartas Inglesas, criticou não somente a igreja como também os resquícios da servidão feudal. Ao mesmo tempo, acreditava ser a livre expressão um dos direitos naturais do homem, condenando firmemente a censura.

O movimento reformista inspirado em suas ideias recebeu o nome de despotismo esclarecido.

O barão Montesquieu, autor de O espírito das leis foi a obra que propôs a divisão dos poderes em três instâncias: executivo, legislativo e judiciário. Dessa forma, o governante seria um simples executor da vontade da sociedade, conforme as leis redigidas por um corpo de legisladores e julgadas pelos tribunais, o que limitaria o poder absolutista dos reis.

O último nome importante no iluminismo foi Jean-Jacques Rousseau. Na obra O contrato social, ele acabou manifestando sua crença na liberdade dos homens, na medida em que todos nasciam iguais e por meio de sua livre vontade, criavam as leis e organizavam a sociedade. Pode-se dizer que Rousseau foi o grande defensor da democracia e crítico do excesso de racionalismo que ao seu ver, reprimia os sentimentos, por isso, a felicidade humana e o conhecimento dependeriam do cultivo e da expressão dos sentimentos.

No final do século XVIII, diversos reis absolutistas europeus, realizaram reformas iluministas, que consistirem em atenuar as tensões entre monarcas e a burguesia, por meio da modernização e do aumento da eficiência administrativa dos reinos e do incentivo à educação pública, com a criação de escolas e apoio às academias literárias e cientificas. Ao mesmo tempo, os reis tentavam garantir uma sobrevida ao estado absolutista.

O movimento ficou conhecido como despotismo esclarecido e carregava uma contradição fundamental. Se por um lado, alguns reis estavam dispostos a realizar reformas, por outro jamais iriam tolerar limitações ou perda de poderes.

Os principais déspotas foram os reis da Áustria, Rússia, Prússia, Portugal e Espanha. Suas reformas enfatizaram o aspecto econômico, buscando acomodar os interesses da nobreza e da burguesia locais a novas práticas mercantilistas. O estímulo à cultura, à filosofia e às artes também foi parte integrante deste processo.

Quanto às outras monarquias europeias, a inglesa já havia se submetido à autoridade de um parlamento burguês, com a Revolução Gloriosa. Os reis franceses, permaneceram irredutíveis, não cederam às reformas e fazendo com que se deteriorassem cada vez mais as relações entre os vários segmentos da sociedade. No final do século XVIII viu-se o rompimento da ordem existente pela explosão de uma revolução burguesa, a partir de 1789.

O sucesso da Revolução Francesa e sua expansão, bem como a vitória do movimento de independência dos Estados Unidos, fizeram com que as ideias iluministas deixassem de ser meras propostas e passassem a fundamentar o sistema político, que recebeu o nome de liberalismo político, que se consolidou a partir do início do século XIX.