Linguagem e comunicação


Qual é a primeira coisa em que você pensa quando lhe perguntam sobre a diferença entre o homem e os animais? A capacidade de pensar e raciocinar, provavelmente. Está certo, mas não é só isso, existe outro aspecto de extrema importância que também torna os humanos seres diferenciados e que é primordial para o desenvolvimento da espécie: a capacidade de se comunicar.

Linguagem e comunicação são dois termos presentes em nosso cotidiano o tempo todo, com mais significados do que podemos imaginar.

Linguagem

Sobre a comunicação

O termo comunicação é derivado do latim “communicare”, que significa partilhar, tornar comum. Portanto, de acordo com a etimologia, podemos dizer que a comunicação é o processo por meio do qual um indivíduo pode partilhar informações, pensamentos, histórias, sensações, ideias ou qualquer outra coisa.

O processo de comunicação é formado por seis elementos, são eles:

• Emissor: envia a mensagem
• Receptor ou destinatário: a quem se destina a mensagem
• Mensagem: o conteúdo, aquilo que se deseja comunicar
• Canal de comunicação: meio de transmissão (TV, rádio, jornal)
• Código: conjunto de signos e regras sobre os quais a mensagem é elaborada (ex: Língua Portuguesa)
• Contexto: situação à qual a mensagem está se referindo

O emissor elabora uma mensagem de acordo com um contexto, codifica-a e envia para o receptor por meio de um canal de comunicação. O receptor, por sua vez, vai receber essa mensagem, decodificá-la e interpretá-la. Isso costuma acontecer tão rápido, que nem nos damos conta de todas essas etapas, embora elas existam.

É chamado de ruído qualquer elemento que interfira em um dos elementos da comunicação, prejudicando todo o processo. Por exemplo: quando você tenta falar em português com um norte-americano que não domina o idioma, a comunicação será impossibilitada por conta de um ruído no código. Se o receptor tiver um problema de audição, isso será um ruído na comunicação oral e por aí vai.

Sobre a linguagem

A linguagem nada mais é do que o sistema de símbolos do qual o homem se utiliza para se comunicar com os demais, expressar suas ideias e suas emoções. É o código que possibilita a comunicação, ou seja, só é possível se comunicar quando todos conhecem o código usado. É por isso que linguagem e comunicação são inseparáveis!

Ela se divide em duas grandes vertentes:

• Linguagem verbal: é a que utiliza a palavra, seja na oralidade ou na escrita.
• Linguagem não verbal: engloba todos os outros recursos que servem para comunicar, mas que não envolvem a palavra, como imagens, símbolos, gestos, expressão facial e corporal, tom de voz e muitos outros.

Normalmente, em nosso cotidiano, usamos uma combinação de linguagem verbal e não verbal, porque as duas são complementares.

Outra classificação que existe para esse termo é a seguinte:

• Linguagem padrão: é a formal, que tem mais prestígio social, usada em artigos científicos, jornais, artigos, conferências e outros contextos que exijam a utilização da norma culta da Língua Portuguesa.
• Linguagem não padrão: são todas aquelas que fogem desse padrão, envolvendo uso de gírias, regionalismos, abreviações, neologismos e outros recursos, mais típicos da oralidade.

Vale lembrar que não existe uma linguagem certa. Uma pessoa que utiliza a língua padrão em seu cotidiano não está mais correta do que alguém que, ao conversar com a família, adota a linguagem típica da região em que vive, por exemplo. O importante é que haja adequação de acordo com o contexto.

Outra informação bem importante a respeito da linguagem são as suas funções. Quando se transmite uma mensagem por meio do processo comunicativo, há uma intenção, que vai estar relacionada a uma função e a um dos elementos da comunicação. Na prática você entenderá melhor as seis funções:

• Referencial: é a mais comum, quando a intenção da mensagem é apenas transmitir uma informação. É centrada no contexto. Exemplos: texto jornalístico, artigo científico, aula.

• Emotiva: essa é a função centrada no emissor, portanto, a intenção é transmitir os seus sentimentos, pensamentos, ideias. Está presente nos poemas, por exemplo, mas em alguns elementos mais pontuais de um discurso: quando há grande uso de interjeições e adjetivos em um texto, por exemplo, localizamos a função emotiva, porque a subjetividade do emissor está transparecendo.

• Conativa: é focada no receptor e faz um apelo para que ele tome uma determinada atitude. Os exemplos mais claros são os textos publicitários, que pretendem induzir o destinatário a comprar um produto ou uma ideia.

• Fática: tem o objetivo de testar o canal de comunicação, por isso, é voltada para ele. A famosa “conversa de elevador”: “oi, tudo bem?” é um dos casos em que ela aparece.

• Metalinguística: é centrada no código utilizado. Por exemplo, o dicionário: a língua portuguesa (código) é usada para falar de si mesma. Quando temos um poema falando sobre o ato de escrevê-lo, também há predomínio dessa função.

• Poética: focada na mensagem em si, no processo de estruturação, na estética da combinação de palavras e frases.

Dominar a linguagem e comunicação é fundamental para saber usá-las de forma eficiente!