Resumo Anita Malfatti


Anita Malfatti enriqueceu a história da arte do país. Filha de mãe norte-americana, com origens alemãs, e pai italiano, ela nasceu na cidade de São Paulo, em 02 de dezembro de 1889, 17 dias após a Proclamação da República ter acontecido. Ela morreu na mesma capital com seus quase 75 anos de idade.

Resumo Anita Malfatti

Considerada como uma importante artista plástica brasileira, com realizações que impactaram sua época e que ainda hoje são lembradas nas salas de aula, este resumo Anita Malfatti tem por objetivo destacar partes memoráveis da vida e da trajetória da pintora e desenhista, recordando e, principalmente, destacando parte do seu legado.

Vida e trajetória da artista

Sendo um dos principais nomes entre as pintoras brasileiras do século XX, junto a Tarsila do Amaral, Anita Malfatti contribuiu e marcou o Modernismo brasileiro com cada uma de suas obras.

Mais do que isso: A artista reafirmou a posição da mulher frente às artes e esteve presente em momentos históricos como a Semana da Arte Moderna, em 1922.

Antes, porém, de falarmos mais a fundo do ápice de sua carreira, é importante ressaltar outros períodos de sua vida que contribuíram para que essa artista fosse formada de tal modo que a tornou conhecida.

Portadora de uma doença que atrofiou seu braço e mão direita desde o nascimento, ainda pequena, com cerca de 3 anos de idade, Anita Malfatti foi levada para a Itália a fim tratar a enfermidade congênita que, infelizmente, não cedeu ao tratamento e que a acompanhou ao longo de toda a sua vida.

Canhota devido a tais circunstâncias, em sua infância contou com a ajuda de uma governanta inglesa que a ajudou em seu desenvolvimento no uso da mão esquerda para escrita e desenho e que mais tarde foi a primeira diretora da Escola Modelo que foi anexa a Escola Normal.

Entrou para o colégio e começou a ser alfabetizada a partir de 1897. Posteriormente frequentou a Escola Americana e o Colégio Mackenzie, 1903 e 1906 respectivamente.

Seus primeiros contatos com as artes plásticas foram em sua própria casa. Sua mãe, Eleonora Elizabeth Betty Krug, ou apenas Betty, como é comumente referenciada nas biografias de Anita Malfatti, começou a dar aulas particulares de idiomas, desenho e pintura a fim de prover o sustento da família após a morte de Samuele Malfatti, pai da artista.

Por ter acompanhado essas aulas na maior parte de seu tempo, acredita-se que o surgimento da pintora tenha iniciado nesta época e que Betty tenha sido a principal responsável e percussora da matéria na vida da filha ao lhe ensinar os conceitos e bases da arte plástica.

Mudanças e influências

No início do século XX, como a maioria dos jovens brasileiros, Anita Malfatti sonhada estudar e se formar na Europa. Entretanto, com a morte de seu pai e consequente declínio financeiro da família, ao invés de ir para Paris, como desejava, a pintora conseguiu ir para a Alemanha financiada por seu tio, Jorge Krug, acompanhando duas amigas que estudariam música em Berlim.

Esta mudança aconteceu justamente em 1910, em pleno o ápice da Arte Moderna Alemã!

Durante o tempo em que viveu na Alemanha, Anita Malfatti ingressou na Academia de Belas Artes de Berlim após ter frequentado o ateliê de Fritz Burger, seu primeiro e grande mestre da matéria, retratista conhecido por utilizar as técnicas de pontilhismo divisionismo em suas obras.

Nesta época, a artista também teve contato com obras de grandes renomes internacionais como Van Gogh e teve aulas com outros destaques do período como Lovis Corinth e Ernest Bischoff Culm, todos grandes influenciadores do estilo adotado por Anita Malfatti.

Em 1913, devido à iminência de uma grande guerra e crescente instabilidade política-social, a artista se viu obrigada a retornar ao Brasil.

De volta ao país, com 24 anos Anita Malfatti realizou sua primeira exposição de obras visando conquistar nova bolsa de estudos. Tendo sido criticada pelo senador responsável por tal concessão, e frente a guerra iniciada pela Europa, seu objetivo não pode ser conquistado e, mais uma vez financiada por seu tio, embarcou rumo aos Estados Unidos da América.

Nos poucos anos que ficou na América do Norte, a pintora frequentou a Art Student’s League e a Independent School of Art. Nesta última, teve aulas com Homer Boss que a levou, junto a outros alunos, a Ilha de Monhegan onde a artista pitou uma de suas famosas obras: O Farol.

Sua segunda exposição foi em 1917, após retornar ao Brasil. Mesmo tendo sido considerada como um fiasco, Anita Malfatti não abandou sua carreira e em 1922, na semana mais importante da história da arte brasileira, a Semana da Arte Moderna.

A artista participou com 22 trabalhos e entrou para o grupo dos cinco, ao lado de Tarsila do Amaral, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade.

Seu último e mais longo período fora do Brasil foi entre 1923 e 1928. Neste tempo esteve na Franca, desfrutando da bolsa de estudos do Pensionato.

Ao retornar, tendo o cenário da arte mudado consideravelmente e crescido, passou a dedicar-se não apenas a esta matéria, mas também ao seu ensino. Lecionou na Escola Normal Americana e na Escola Normal do Mackenzie College.

O resumo Anita Malfatti se encerra em 06 de novembro de 1964 com sua morte.

Principais obras de Anita Malfatti

Entre as principais obras, citamos no resumo Anita Malfatti:

  • 1915: O Farol
  • 1916: A boba
  • 1921: Mário de Andrade
  • 1924: Veneza
  • 1943: Samba