Resumo escritor Luís Vaz de Camões


Dentre os grandes e as mais importantes obras que aprendemos na escola, Luís Vaz de Camões é um dos principais, e isso não é para menos, já que é considerado um dos maiores poetas não só de Portugal ou da língua portuguesa, mas sim de todo o Ocidente.

Resumo Luís Vaz de Camões

Nascido na cidade de Lisboa em 1524 e morte entre 1579 e 1580 (não se sabe ao certo), possui origem pouco conhecida, ao contrário de sua obra. Acredita-se que o poeta tenha nascido em Lisboa, em uma família de origem nobre. Dizem que frequentou a Universidade de Lisboa, mas isso não é fato confirmado, ao contrário de seus sólidos conhecimentos em latim e literatura antiga e moderna.

Reza a lenda que foi um homem boêmio e de muitos amores, tanto com mulheres nobres quanto com plebeias. Aliás, foi um de seus amores não correspondidos que o fez alistar-se no exército português e ser enviado para uma missão a África, na qual perdeu um olho em batalha.

Vida e características

Sabe-se hoje a imagem que tinha perante aqueles que testemunharam partes de sua vida. Descreviam-no como um homem de porte médio, com cabelos ruivos e um temperamento forte, que não combinava muito com sua aparência. Era tido como cabeça quente, se envolvendo em brigas facilmente, e talvez daí tenha nascido o seu desejo de fazer parte do exército português.

Apesar disso, era bastante hábil, fazendo tudo o que lhe era pedido de forma correta e rápida e por isso era muito bem-visto como soldado, destemido, corajoso, bom companheiro nas horas vagas e muita lealdade no serviço de combater e servir.

O período em que viveu também possui grande importância em sua vida e obra. Tratava-se do final do Renascimento, e para quem faltou nas aulas de história, este período marcou a transição da Baixa Idade Média para a Idade Moderna, ou seja, já existiam as cidades tal como são hoje, grandes centros urbanos com grande concentração de pessoas, e a implementação do capitalismo no lugar do feudalismo. Mas, no campo estético, a grande transformação foi a retomada dos padrões intelectuais e culturais da Idade Clássica (Roma e Grécia antes de Cristo).

Soma-se a isso as grandes descobertas que ocorreram neste período, como o conhecimento das leis da física, as grandes navegações – que tornou possível para os europeus “descobrirem” novos mundos –, o desenvolvimento de ciências complexas, como a própria física, a matemática, a astrologia, a química e a medicina.

No território político tudo também estava em plena transformação. A Itália havia despontado com seu Renascimento, e várias ideias desta corrente de pensamento começaram a se disseminar por toda a Europa. No campo a religião, que não deixa de ser político (assim como o é hoje, pelo menos no Brasil), ocorreu a Reforma Protestante, que desencadeou uma série de sanções da igreja católica, como uma pequena inquisição e censura.

Por outro lado, Portugal, que até então não era o centro das atenções na Europa medieval, começa a despontar como uma grande potência, tanto naval, devido às grandes navegações que permitiram que chegassem ao Brasil e à África, quanto comercial, já que todos os produtos provenientes da exploração das colônias eram comercializados na Europa. Foi neste contexto que a obre de Luís Vaz de Camões nasceu.

Obra

Apesar de possuir obra relativamente grande, Os Lusíadas é a sua mais conhecida, e aqui entra a importância do contexto histórico destacado acima. Esta obra é basicamente uma epopeia (gênero literário da Idade Clássica) sobre Portugal, uma obre cheia de ufanismo por Portugal e orgulho por suas conquistas.

Basicamente, conta a história de Vasco da Gama, considerado como um dos maiores heróis portugueses por conseguir encarar e dar a volta pelo Cabo da Boa Esperança e descobrir uma nova rota para a Índia, a rota das especiarias. O obra é repleta de dualidades: os prazeres de uma vida carnal X necessidade de uma vida ética, a grandeza X o declínio, realidade X mito, dentre outras.

A obra, uma coleção de poemas, é divida em 10 cantos, o que dá um total de 1.102 estrofes e incríveis 8.816 versos, todos eles decassílabos (com 12 sílabas) e com rima oitava (xyxyxyzz). Além da própria história e maneira que obra é narrada, sua estrutura também desperta o interesse de estudiosos. Por exemplo: hoje se sabe que em Os lusíadas, Luiz Vaz de Camões utilizou seção áurea (relação parte-todo) com o objetivo de enfatizar as passagens mais importantes. Também utilizou a introdução da dúvida no épico para reforçar a diferente das epopeias clássicas, pontilhadas por certezas absolutas.

Além da reconhecida obra Os Lusíadas, considerada leitura obrigatória para todos, no livro também estão em destaque as rimas (obras líricas) e as comédias (peças teatrais), como Sobre os rios que vão, os Canto II, Canto IX e Canto IX, dentre diversas outras.