Resumo sobre Adam Smith


Adam Smith foi um dos principais nomes da Economia e da Filosofia no século XVIII, responsável por propagar o liberalismo econômico em uma época na qual predominava o Iluminismo. Nascido em Kirkcaldy, uma cidade da Escócia, no ano de 1723, Adam Smith faleceu em Edimburgo, em julho de 1790. Sobretudo, o escocês é lembrado pelo desenvolvimento do capitalismo nos séculos seguintes à sua morte.

A principal teoria de Adam Smith era a de que deveria haver total liberdade na economia para que a iniciativa privada pudesse se desenvolver alheia à intervenção do Estado. Para o economista e filósofo, a livre concorrência entre os empresários é o que iria tornar o mercado regular, ocasionando a queda dos preços, as inovações tecnológicas, a melhoria da qualidade dos produtos e o aumento no ritmo de produção.

Adam Smith

A vida de Adam Smith

O precursor do capitalismo nasceu na Escócia, em 1723, e aos 16 anos cursou Filosofia Moral na Universidade de Glasgow. Aos 17, entrou na Universidade de Oxford e em 1748 lecionou em Edimburgo. Dois anos mais tarde, Adam Smith conheceu o filósofo David Hume, que veio a se tornar um grande amigo do escocês. Já em 1751, Smith exerceu a atividade de professor de Filosofia Moral na Universidade onde realizou essa mesma graduação, em Glasgow.

Em 1759, publicou a sua primeira obra relevante, a “Teoria dos Sentimentos Morais”. Quatro anos mais tarde, deixou de ser professor em Glasgow e assumiu o cargo de tutor do duque de Buccleuch. De 1764 a 1766, Adam Smith esteve viajando pela França, onde teve encontros com outros importantes nomes da filosofia, como François Quesnay, d’Alambert, Helvetius e Turgot.

“A Riqueza das Nações”, principal e mais importante obra de Adam Smith, foi publicada em 1776. Apenas dois anos após a publicação, o autor assumiu o cargo de comissário da alfândega da Escócia e foi morar com a sua mãe em Edimburgo, onde faleceu em 1790 em decorrência de uma doença. O corpo do filósofo que é considerado o “Pai da Economia Moderna” está sepultado em Canongate Churchyard.

O Capitalismo

As teorias de Adam Smith atacavam abertamente a política econômica do mercantilismo, que era promovida pelos reis absolutistas em uma época extremamente autoritarista. Essas teorias também contestavam o regime feudal, que naquele tempo ainda estava presente em muitas regiões rurais da Europa. E foi devido à essas características que as ideias de Adam Smith ganharam mais força, influenciando, e muito, a burguesia europeia do século XVIII.

Escrita em 1776, a obra “A Riqueza das Nações”, é a mais famosa de Adam Smith. Nela, o economista teve como um de seus principais objetivos a demonstração das diferenças entre o que é a economia política da ciência política, a jurisprudência e a ética. Na obra, como é de se esperar, estão diversas e fortes críticas ao sistema mercantilista devido à sua intervenção sem limites na economia.

A principal teoria presente na obra é a de que o desenvolvimento e o bem-estar de qualquer nação provém da eficiência de sua economia e da divisão do trabalho. Para Adam Smith, seria a divisão do trabalho a responsável por garantir a redução dos custos da produção e também por elencar a queda dos preços dos produtos. Outros assuntos, como a livre concorrência e a acumulação de capitais como fonte de desenvolvimento da economia, são abordados em “A Riqueza das Nações”.

Sobretudo, a importância de Adam Smith e de suas obras reside no fato de que o economista e filósofo inspirou o crescimento do capitalismo, que é o atual sistema do Brasil e de boa parte do planeta. O liberalismo econômico se opõe à intervenção do Estado e prega que a iniciativa privada pode ser a solução, deixando a sociedade a mercê da dominância e dos interesses das empresas, que ditam os rumos da economia.

Principais críticas à obra de Adam Smith

Como principal teórico do Capitalismo, Adam Smith é também um dos autores mais criticados devido aos sérios problemas desencadeados por esse sistema. Karl Marx, o filósofo alemão mais conhecido pela obra “O Capital”, é o crítico mais assíduo de todos os tempos em relação ao sistema capitalista de Adam Smith. A crítica principal é a exclusão das camadas mais pobres no sistema de acúmulo de capitais, já que este privilegia as classes dominantes e perpetua a pobreza das classes mais frágeis.

No entanto, Adam Smith, à sua época, ficou conhecido por ser um filósofo “benevolente” e muito excêntrico. Muito tempo após a sua morte, foi descoberto que o escocês destinou a maior parte dos seus rendimentos à instituições secretas de caridade. Antes de morrer, Adam Smith ordenou que fossem destruídos os seus últimos escritos, com a exceção de alguns textos avulsos que foram publicados em 1975.

Frases célebres do autor

“A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”

“Nenhuma nação pode florescer e ser feliz enquanto grande parte de seus membros for formada de pobres e miseráveis.”