A origem dos seres vivos


A origem dos seres vivos é cercada de mistérios e o homem se interessa em descobrir seu surgimento desde a antiguidade. Apesar das teorias da evolução e do criacionismo, as mais populares, e outras tantas que tentam explicar como tudo surgiu, desde o universo, a Terra e tudo que nela existe.

A origem dos seres vivos

Segundo o criacionismo, a resposta está na criação divina. Mas para os cientistas e boa parte da sociedade, a teoria da evolução nuclear pode traçar muitas informações que dão pistas do surgimento dos seres vivos. Com combinações complexas de elementos químicos da Terra primitiva, a vida foi surgindo em forma humana, animal e vegetal.

A Formação da Terra

No período de formação da Terra, há mais de 4,6 bilhões de anos segundo os cientistas, toda sua estrutura era diferente do que é hoje e totalmente inapropriada para qualquer tipo de vida. A terra não possuía camada de ozônio e estava sem nenhum tipo de proteção contra os raios ultravioletas e os asteroides.

O ambiente do planeta foi se alterando a partir das erupções dos inúmeros vulcões presentes na superfície. Eles liberavam metano, amônia, gás hidrogênio e água, onde com os anos eles foram se organizando e transformando o ar, o clima e a temperatura.

Essas alterações provocaram chuvas intensas que criaram os mares e então, a Terra começou a se tornar propícia a vida que estava pronta para surgir.

Teorias sobre a Origem da Vida

As informações sobre a origem da Terra já são consideradas conclusivas. Já sobre a origem da vida há, pelo menos, quatro Teorias defendidas, sendo duas já descartadas pelos cientistas. Tais como:

– Teoria da abiogênese: indica que os seres vivos foram originados espontaneamente pela matéria bruta. Essa teoria já foi comprovada como errada.

– Teoria da biogênese: afirma que os seres vivos se originam de outros seres vivos já existentes.

– Teoria panspermia: mais elaborada, afirma que a formação da vida terrestre surgiu através de substâncias vindas de outras partes do cosmo. Vindas de outros planetas ou estrelas, transportadas via meteoritos. Como os próprios meteoritos de fato possuem moléculas orgânicas, a teoria é possível.

Teoria da Evolução: também conhecida como evolução molecular, é a teoria mais defendida pelos cientistas, baseada em fortes indícios de sua veracidade. Ela aponta que a vida surgiu de constantes processos químicos, que aliados a compostos inorgânicos, formaram diversas formas que também passaram por processos de evolução ao longo dos anos.

A Teoria da Evolução indica que os primeiros seres humanos eram simples, com apenas uma célula. Também evoluindo, essas células deixaram de ser procariontes para se tornarem eucariontes, formando seres vivos mais complexos.

A Teoria Criacionista não é baseada em dados científicos e sim na fé. Explicada na Bíblia, no livro de Gênesis, ela indica que foi Deus quem criou a Terra e todos os seres vivos, inclusive o homem e a mulher. Mas apesar de ser descrita na Bíblia ela também faz parte de outras crenças antigas e atuais, como a própria mitologia grega, romana, chinesa e nórdica.

Para os criacionistas, Deus criou o homem há, pelo menos, dez mil anos, com um propósito e uma intenção. Por ser a imagem e semelhança de Deus, o homem não se origina dos macacos.
No cristianismo, os dinossauros foram extintos por não terem embarcado na Arca de Noé. Os defensores dessa teoria abominam todos os conceitos da Teoria da Evolução, afirmando que os sistemas tendem a entropia e que as provas científicas são inconsistentes.

A Teoria da Evolução por Seleção Natural

Charles Darwin formulou, de forma muito simples e lógica, porque a Terra tem uma variedade tão grande de formas de vida e espécies. Também indica que toda vida existente é original de uma única na origem da vida.

A sua base é sobre a tentativa e erro da natureza, que elimina os organismos pouco adaptados e mantêm os que se adéquam ao ambiente. Ela indica que quando um ser vivo se reproduz, independente se for assexuada ou sexuada, uma geração nasce com um tipo de mutação aleatória, que foge dos padrões dos seus iguais. Essa mutação pode ser benéfica ou maléfica para quem a possui e a maior parte acaba não sobrevivendo a ela. Mas os que sobrevivem, em geral, podem se proteger contra os predadores e viver por mais tempo.

Quando os sobreviventes da mutação benéfica se reproduzem, passam adiante seus dados genéticos com esse diferencial, proliferando ambiente com seus iguais. E o ciclo não para, já que essas gerações criadas pela mutação, também criam outras, com mutações diferentes.

Esse processo se une a outros processos seletivos, que explicam tamanha diversidade viva no planeta. Tais como a adaptação, genética e fluxo gênico. Com ambientes tão complexos e diferentes existentes na Terra, é possível afirmar a existência dessa teoria, que se processa num ritmo muito lento.