Anilhamento de Aves


O anilhamento de aves é um dos métodos mais utilizados durante os processos de estudo sobre aves. Além disso, o anilhamento também pode ter outras funções, como identificar e facilitar o controle de criadores de espécies de aves silvestres e exóticas. No Brasil, existem milhares de criadores de aves, que dedicam boa parte do seu tempo para cuidar e alimentar as espécies que mantém.

Anilhamento de Aves

Seja para fim de estudo ou controle das espécies, o anilhamento de aves consiste em identificar cada ave individualmente, através de uma anilha, a qual pode ser de metal ou de plástico. Essa anilha é colocada nos pés das aves, fazendo com que o pesquisador ou o criador tenha total controle e possa identificá-las mais facilmente.

Qual a importância de anilhar uma ave?

Como já foi dito, o anilhamento de aves tem duas funções principais: a primeira é facilitar os estudos e pesquisas sobre as aves, enquanto a segunda é de regularizar e identificar as aves de criadores. Sendo assim, é de extrema importância que o anilhamento seja cumprido e levado a sério, ou seja, feito corretamente.

A anilha que é colocada nas aves carrega uma série de informações sobre o animal, e qualquer informação incorreta pode ser extremamente comprometedora, interferindo negativamente nos estudos, ou então no controle dos criadores. Portanto, as anilhas são individuais, isto é, servem apenas para uma ave específica, sendo impossível reutilizá-la em outro animal.

Quais os tipos de anilhamento de aves?

Existem basicamente dois tipos de anilhamento: o científico e o comercial. O anilhamento científico é realizado quando o objetivo é estudar e analisar uma determinada espécie de ave. Nestes casos, uma ave é capturada do seu ambiente e recebe uma anilha. A partir do número registrado nessa anilha, os pesquisadores armazenam todos os dados possíveis, como tamanho da asa, peso, tamanho do bico e desenvolvimento muscular, entre outros detalhes. Feito isso, a ave é devolvida ao seu habitat e todas as informações são computadorizadas.

Tempo depois, é possível que uma ave já anilhada seja recapturada, e isso pode trazer contribuições positivas para os estudos. A partir dos dados de onde ela foi capturada da última vez, é possível estudar as rotas migratórias dessa espécie, a sua distribuição geográfica, a taxa de mortalidade, a longevidade das espécies, bem como toda a biologia das aves.

Apesar de parecer uma novidade, o anilhamento científico já vem sendo realizado desde o ano de 1899, quando o professor dinamarquês Christian Mortensen teve a ideia de registrar as informações obtidas em seus estudos nas anilhas, colocando então placas fabricadas a base de zinco nos pés das aves, como forma de identificá-las e melhor compreender seus comportamentos morfológicos e habitacionais.

Tempo depois, em 1903, surgia então o primeiro centro de anilhamento de aves do mundo, localizado na Alemanha. Em seguida, países como Noruega, Reino Unido e Hungria também começaram a utilizar a técnica, que em pouco tempo, passou a ser utilizada em todo o mundo.

O outro tipo de anilhamento é o comercial, que tem como finalidade identificar as aves de criadores, associando-as a um registro legal. Em cada país, existe um órgão responsável por legalizar o registro dessas aves. No Brasil, o órgão responsável é o IBAMA, que legaliza e autoriza os processos de compra e venda de aves silvestres e exóticas.

Nesse tipo de anilhamento, as informações contidas na anilha dizem respeito à sigla do nome do criador (mínimo três letras), o número do Cadastro Técnico Federal (CTF), estado, ano e, por fim, a numeração sequencial da anilha e informações de fábrica.

Portanto, para se ter uma ave silvestre ou exótica, é preciso a autorização do IBAMA, isto é, fazer o cadastro de anilhas para estar dentro da lei.

Como é feito o anilhamento?

Nos casos do anilhamento científico, onde o objetivo é estudar a espécie, é preciso montar uma armadilha para conseguir capturar a ave. Essa armadilha é colocada então em matas e florestas, sendo monitorada a todo momento. O monitoramento frequente, isto é, de hora em hora, evita que a ave sofra muito ou seja capturada por outros predadores. Com a ave capturada, é preciso também tomar todo o cuidado para retirar o animal, de modo que a sua saúde seja sempre preservada.

Feito isso, a ave é submetida a uma série de medições e observações, onde todas as informações possíveis são registradas em uma anilha, a qual é colocada em um dos pés da ave. Terminado esse processo, o animal é devolvido para o seu habitat. Caso seja recapturada, já estará com todas as informações necessárias em sua anilha, facilitando assim o avanço de estudos referentes a ela.

Por fim, no caso do anilhamento comercial, a anilha pode ser colocada pelo próprio criador, depois de realizar o registro junto ao IBAMA, ou então por algum profissional atuante nos centros de anilhamento.