As vegetações Brasileiras


O Brasil é um país diverso por natureza. Com um território que ultrapassa os 8.515 milhões de metros quadrados, 47% de todo o território do continente sul americano, o que faz com que seja o quinto maior país do mundo, atrás apenas de Rússia, Canadá, Estados Unidos e China, possui uma enorme diversidade de cores, de sabores, de culturas, de raças, de territórios, de nacionalidades, de gente e de biodiversidade. E quando o assunto é a biodiversidade, nenhum país possui uma tão grande quanto a de nosso território. as-vegetacoes-brasileiras

Neste artigo iremos explorar uma característica da geografia natural extremamente importante e significativa de nosso país: as vegetações brasileiras, incluindo suas principais características e as espécies vegetais e animais mais comuns em cada uma delas. Vamos a elas.

Formações de florestas

Quando pensamos em vegetação brasileira a primeira coisa que nos vem à mente é a floresta amazônica, e por isso não poderíamos deixar de começar nossa explicação por ela.

Esta floresta é considerada como uma das maiores de todo o mundo, e tem um importante papel de regulação da chuva em diversas partes do globo terrestre. Conhecida como a floresta com maior biodiversidade do mundo, isto é, com a maior diversidade de espécies de plantas e animais dentre todas as formações de florestas do mundo, ela se estende desde a Cordilheira Andina até as planícies do nordeste e centro-oeste brasileiro, ocupando 47% de nosso território.

Na Amazônia, existem três principais tipos de mata: a de terra firme, que concentra as árvores mais altas, como o castanheiro e o guaraná, com pouca penetração de luz solar; a de várzea, caracterizada como aqueles locais em que ocorrem inundações na estação de chuva e terra firme na estação seca, e por isso apresenta arvores grandes, como a seringueira; e a de igapó, áreas constantemente inundadas que recebem bastante luz solar, apresentando grande riqueza de arvores mais compactas, lianas e cipós.

Continuando nas regiões norte e nordeste, temos a mata dos cocais que se estende entre Maranhão, Piauí, Tocantins, Ceará e Rio Grande do Norte. Considerada como uma zona de transição entre a floresta amazônica e a caatinga (que veremos com mais detalhes abaixo), e marcada por vegetação rasteiras e palmeiras altas, como o babaçu e a carnaúba, ambas de extrema importância econômica para a região.

A região costeira que abrange toda a costa brasileira, abrangendo desde o extremo leste da região nordeste até o Rio Grande do Sul, é considerada como a mais devastada pelo homem das vegetações brasileiras – e nela temos a Mata Atlântica. Caracterizada por seu ambiente quente e úmido – por isso possui muitas espécies de plantas adaptadas à umidade constante, como bromélias e orquídeas – caracteriza pela vegetação densa que cresce sobre as encostas de serras litorâneas.

Por fim, se estendendo do estado de São Paulo ao Rio Grande do Sul, temos a floresta de araucárias, caracterizada por possuir espécies bastante homogêneas de plantas (pinheiros altos e de folhas pontiagudas) e solo de origem vulcânica, o que o torna muito fértil e abre espaço para a devastação desta floresta.

Formações complexas

A primeira deste tipo de formações que merece destaque é o cerrado, que ocupa grande parte do território brasileiro, perdendo em tamanho apenas para a floresta amazônica. Com estações secas e de chuva muito bem definidas, nele predominam espécies de árvores mais baixas, de casca e folhas grossas, diversos arbustos de troncos retorcidos e espécies gramíneas altas, devido à falta de água e a pobreza de nutrientes do solo.

No interior da região nordeste, tem-se a caatinga. Devido ao seu clima extremamente seco, com índices pluviais extremamente tímidos durante todo o ano, sua vegetação se divide entre árvores esparsas, cactos e gramíneas, geralmente com folhas grossas e raízes profundas para resistirem à seca.

Por fim, na planície dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se encontra o pantanal. Assim como na floresta amazônica, nela se encontram áreas permanentemente alagadas, áreas alagadas sazonalmente e áreas sempre secas. Sua vegetação é marcada pela mistura entre plantas típicas do serrado, da floresta amazônica e mesmo da caatinga. Exemplos de plantas encontradas nesta vegetação são o ipê (cerrado), orquídeas provenientes da mata atlântica e diversas espécies de palmeiras típicas da Amazônia.

Portanto, depois de tudo o que foi dito podemos concluir que as vegetações brasileiras são tão diversas quanto diversos outros aspectos do Brasil, em termos de clima, de solo, de regime pluvial, de espécies predominantes, etc., quanto em termos de tamanho, pois é possível encontrar diferentes tipos de vegetações nas mais diversas partes do território.

Vale ressaltar que, mesmo com toda essa riqueza e diversidade propiciada pelas vegetações do Brasil, todas elas se encontram gravemente ameaçadas frentes às atividades econômicas desenvolvidas pelo homem, como a mineração na Amazônia, a agricultura na caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, e a privatização de diversas porções da mata atlântica. Cabe a nós mudar esta realidade.