Características Gerais do Filo Cordados e Classe dos Peixes Cartilaginosos


O Filo Chordata (cordados) reúne animais que possuem em comum as seguintes características exclusivas:

Notocorda:
Fendas branquiais na faringe:
Sistema nervoso dorsal:

Características Gerais do Filo Cordados

Os vertebrados, do latim vertebratus, com vértebras, constituem um subfilo dos animais cordados, compreendendo os ágnatos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos (sendo os quatro últimos denominados tetrápodos). Caracterizam-se pela presença de coluna vertebral segmentada, onde as vértebras se formam em volta da notocorda e circundam o tubo nervoso, durante o período embrionário, e de crânio que protege o cérebro. A maioria dos animais com maior grau de organização a que estamos habituados incluindo o Homo sapiens – pertencem a este grupo. Outras características dos vertebrados:

1  –    são triblásticos, possuem ectoderma, mesoderma e endoderma.
2  –    o tegumento possui glândulas, pelos, escamas, etc.
3  –    os vertebrados apresentam um endoesqueleto, que pode ser ósseo ou cartilaginoso e uma notocorda.
4  –    o esqueleto dos vertebrados é dividido em: esqueleto axial (crânio, notocorda, vértebras, costelas e suporte de nadadeiras nos peixes), esqueleto apendicular (cinturas escapular e pélvica, e membros superiores e inferiores).
5  –    respiração pode ser cutânea, branquial ou pulmonar.
6  –    circulação fechada.
7  –    a excreção é realizada por rins, cujas unidades funcionais são os néfrons.

Foram descritos 50 mil vertebrados viventes, sendo que são encontrados vestígios dos vertebrados desde o período Siluriano (há 444 a 409 milhões de anos).

Cartilaginosos Classe Chondrichthyes

Os peixes cartilaginosos são os mais primitivos. O esqueleto não é formado de peças ósseas, mas sim cartilaginosas, daí o nome da classe (do grego chondros, ‘cartilagem’, e ichthyes, ‘peixe’). Apenas alguns grandes tubarões apresentam certas peças ósseas calcificadas. São todos marinhos e predominantemente predadores.

Nesses animais, mesmo os adultos possuem notocorda; este, porém, é envolvida por vértebras. Sua epiderme tem várias camadas de células (pluriestratificada) e possui escamas chamadas placóides. Essas escamas são pequenas e têm a forma de dentes diminutos; são elas que dão aspereza à pele do tubarão. Embriologicamente, essas formações são muito semelhantes aos dentes dos vertebrados, já que são dermepidérmicas.

As fendas branquiais dos peixes cartilaginosos são visíveis externamente, pois não possuem a proteção de um opérculo. k boca fica em posição ventral, diferentemente do que acontece com os peixes ósseos, que têm boca frontal. Há várias fileiras de dentes pontiagudos, iguais entre si. No intestino, existe uma prega (válvula) espiral que aumenta muito a superfície de absorção de alimento.

A leveza do esqueleto cartilaginoso, aliada ao fato de haver grandes quantidades de óleo no fígado desses peixes, faz com que eles tenham uma densidade apenas um pouco superior à da água; por isso, a tendência do tubarão, quando parado, é afundar. Para manter-se estabilizado numa determinada profundidade, ele deve continuar batendo as nadadeiras, porém não precisa despender muita energia.

Os órgãos dos sentidos são bem desenvolvidos nos condríctios. Além dos olhos, de um sistema olfativo e de um ouvido interno, há uma linha lateral órgão sensorial típico dos peixes, que se estende longitudinalmente, dos dois lados do corpo. Ciclóstomos e osteíctios também apresentam linha lateral, que será descrita nos peixes ósseos.

Nos peixes cartilaginosos, os sexos são separados e a fecundação é interna. As nadadeiras pélvicas são modificadas em órgãos de cópula (cláspers). Há espécies ovíparas e vivíparas. O único anexo embrionário presente é o saco vitelino, que envolve as reservas alimentares existentes no ovo.

Os peixes ósseos – como a sardinha, a pescada, o bagre, a piranha, o cavalo-marinho, o bacalhau etc. – apresentam endoesqueleto ósseo. Seu tegumento possui escamas geralmente ciclóides e ctenóides, de origem dérmica, e muitas glândulas do tipo mucoso, cuja secreção viscosa facilita a locomoção na água por diminuição do atrito. Alguns não têm escamas, como os bagres ou peixes-de-couro. A boca localiza-se numa posição terminal.

As trocas gasosas são efetuadas através de brânquias, e os quatro pares de fendas branquiais são cobertos por uma placa (opérculo) de cada lado. Ainda hoje existem peixes pulmonados, que conservam de seus primitivos ancestrais uma estrutura respiratória suplementar semelhante a um pulmão simples, através da qual retiram oxigênio do ar, quando esse gás se torna escasso na água em que vivem. No Brasil temos, por exemplo, a pirambóia, da Bacia Amazônica.

Na maioria dos osteíctes atuais admite-se que esta estrutura tenha originado uma vesícula gasosa (bexiga natatória), um órgão de equilíbrio hidrostático, que adapta esses animais à flutuação em diferentes níveis de profundidade, pela secreção ou absorção de gases do sangue para o interior da vesícula.

A linha lateral é sem dúvida um eficiente fonorreceptor, que permite uma análise das distâncias dos centros emissores de sons. Isto porque as vibrações, ao se propagarem na água, estimulam com intensidades diferentes os neuromastos dispostos em sequência longitudinal no corpo do peixe. Ela é também um órgão capaz de detectar a direção e a velocidade das correntes de água. Permite ainda ao peixe a localização de objetos fixos ou móveis no meio líquido.

Os sexos são separados, sendo frequente o dimorfismo sexual. A fecundação é geralmente externa. Alguns têm fecundação interna e a nadadeira anal tem função copuladora. São na maioria ovíparos. Os ovos são ricos em vitelo. O único anexo embrionário é o saco ou vesícula vitelina.
No estômago, bem desenvolvido, existem cecos pilóricos, secretores de enzimas digestivas.