Casos Especiais de Reprodução Animal


Casos especiais de reprodução

Certos tipos de reprodução são estudados como casos especiais ou à parte, por não se classificar como assexuadas ou sexuadas.

Clonagem: O termo clone foi criado em 1903 pelo botânico Herbert J. Webber, que, trabalhando com hibridação de plantas no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, assim definiu esse vocábulo: Clone é uma população de células ou organismos derivados de uma única célula ou de um ancestral comum por mitoses. Portanto é resultado de uma reprodução assexuada. O termo clonagem refere-se ao processo de formação de clones, embora seja também usado com relação a porções de células ou cromossomos. Esse termo ficou bastante conhecido a partir da experiência da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula somática.

Reprodução Animal

Dolly nasceu a partir de um processo denominado transplante nuclear, em que, com auxílio de pulsos elétricos, núcleos de uma célula somática de glândula mamaria foram transplantados para ovócitos previamente enucleados. Os embriões foram então cultivados em ovidutos ligados de ovelhas ou em meios de cultura. Após seis dias de cultivo, de um a três embriões foram transferidos para o útero das mães substitutas. Depois de 277 tentativas, apenas Dolly nasceu, mostrando ao mundo que a diferenciação ontogenética (do ovo para o organismo multicelular) não é irreversível.

Clonagem reprodutiva e clonagem terapêutica

Nem sempre o objetivo da clonagem é a reprodução de um organismo. Atualmente, a chamada clonagem terapêu­tica visa a salvar vidas. Também denominado transplante nuclear, esse método aproveita células-tronco embrionárias, totipotentes (capazes de dar origem a qualquer tipo de tecido), para recuperar órgãos lesados. Há células-tronco tanto em embriões como em organismos adultos, considerando-se que, nesses últimos, a quantidade é pouca e a especificida­de é muito limitada para cada órgão ou tecido. Uma das células-tronco mais conhecidas é a hematopoiética, capaz de se diferenciar em glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Extraídas da medula óssea, onde se localizam, podem ser transplantadas em pacientes com anemias graves, leucemias e linfomas, no caso de destruição de medula óssea por ocasião de tratamentos quimioterápicos ou irradiações.’
e no cordão umbilical é outra fonte ço, que podem ser armazenadas para um ítamento futuro, se necessário, evitando-se pro-de rejeição, tão comuns em transplantes.

Formação de gêmeos

Poliovulação

Como o nome já diz, a poliovulação consiste na libe­ração de dois ou mais óvulos em um mesmo ciclo repro­dutivo. Ao serem fecundados, formam tantos indivíduos quantos forem os zigotos. No esquema a seguir, observa-se a formação de bivitelinos ou dizigóticos, os quais po­dem ou não ser do mesmo sexo. Não são, evidentemente, idênticos e são conhecidos mais comumente como gêmeos fraternos, pois a semelhança entre eles é a mesma exis­tente entre irmãos de gestações distintas.
Poliembrionia

Em termos gerais, a poliembrionia é a formação de vários embriões a partir de uma única fecundação. Não se conhecem acertadamente os mecanismos que levam à separação física do embrião, no início de seu desenvol­vimento (provavelmente até a fase de mórula), em dois ou mais maciços celulares, que continuam a se desen­volver, originando indivíduos idênticos geneticamente -“clonagem natural”. Esses indivíduos são, evidentemen­te, do mesmo sexo e são reconhecidos mais comumente como univitelinos ou monozigóticos.

Poliovulação – formação de gêmeos não-idênticos ou fraternos.
Poliembrionia – formação de gémeos idênticos.

Partenogênese

Partenogênese (do grego partenós – virgem) é a re­produção a partir de gametas femininos não-fertilizados, muito comum em artrópodes. Os afídios em geral reproduzem-se assim, utilizando a partenogênese para produzir muitos filhotes quando o alimento é abundan­te. Quando a comida é escassa, reproduzem-se sexua-damente. Aracnídeos, como os carrapatos, também re­produzem-se por partenogênese.

A partenogênese muito conhecida e estudada é a das abelhas melíferas do género Apis. A abelha rainha, única fêmea fértil da colmeia, produz óvulos, os quais, se são fecundados, originam fêmeas, As abelhas fêmeas apresentam em suas células 32 cromossomos, dispostos em dezesseis pares, sendo, por­tanto, diplóides (2n = 32). Os machos, no entanto, apre­sentam dezesseis cromossomos em suas células, sendo um de cada tipo e, portanto, haplóides (n = 16).