Zoologia: Estudos, Reprodução, Classificação e Características dos Filos


Zoologia

A Zoologia estuda os animais, organismos classifica­dos no Reino Animalia ou Metazoa. Os animais são multicelulares, eucariontes e heterotróficos e aqueles de maior representação significativa são estudados em nove filós.

Classificação e Características dos Filos

•    Sub-reino Parazoa
1. Porifera (esponjas)
•    Sub-reino Eumetazoa
2.    Cnidaria ou Coelenterata (cnidários ou celente­rados: águas-vivas)
3.     Platyhelminthes (vermes achatados: planarias, tênias)
4.    Aschelminthes ou Nemathelminthes (vermes ci­líndricos: lombrigas)
5.    Annellida (vermes segmentados: minhocas)
6.    Arthropoda (insetos, crustáceos, aracnídeos, etc.)
7.    Mollusca (caracóis, ostras, polvos, etc.)
8.    Equinodermata (estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, etc.)
9.    Chordata (ciclóstomos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos)

Filo Porifera – poríferos

São animais exclusivamente aquáticos – a maioria de água salgada. Apresentam o corpo coberto de poros e são filtradores. Conhecidos também por espongiários, os poríferos não apresentam órgãos ou sistemas, pois não formam tecidos verdadeiros – são parazoários. Exemplos bem conhecidos são os poríferos do gêne­ro Spongia, usados como esponjas de banho.

Tipos celulares

Embora sejam pluricelulares, suas células formam agregados frouxos e desempenham diversas funções que garantem o pleno funcionamento do organismo.
Por se reunirem em canais e, posteriormente, em câmaras, há um incremento na filtração da água, na captura de alimento e, consequentemente, na digestão intracelular.

Tipos anatômicos

Os tipos anatômicos básicos dos poríferos são defi­nidos de acordo com a localização e a distribuição dos coanócitos. Assim, esponjas do tipo ascon apresentam os coanócitos no átrio -A. No tipo intermediário, sicon, os coanócitos estão presentes em canais – B. O tipo mais complexo, leucon (ou ragon), apresenta coanócitos for­rando câmaras (vibráteis) – C.

Fisiologia dos poríferos

Os aspectos fisiológicos da vida dos poríferos dependem, na sua maioria, da entrada e da saída de água no corpo deles. Ao penetrar no corpo de uma esponja, a água traz consigo alimentos e oxigênio e, ao sair, leva excreções e gás carbônico. Esses animais são verdadeiros filtros que retêm partículas que interessam à sua sobrevivência.

Reprodução nos poríferos

As esponjas podem se reproduzir assexuadamente ou sexuadamente. A reprodução assexuada pode ocorrer por brotamento, por regeneração ou por gemulação (forma­ção de gêmulas). Na reprodução sexuada, algumas esponjas são dióicas, porém a maioria é monóica, com fecundação cruza­da e desenvolvimento indireto.

Reprodução sexuada nos poríferos Classificação dos poríferos

A classificação das esponjas baseia-se no tipo de es­queleto. Dividem-se em três classes: Calcarea, que apre­senta espículas calcáreas; Hexactinellida, que apresenta espículas silicosas; Demospongia, com esqueleto de es-pongina, podendo ou não apresentar espículas silicosas.

Filo Coelenterata ou Cuidaria -águas-vivas

Os celenterados (ceies – cavidade; enteron – digestiva), ou cnidários, são animais portadores de células urticantes, os cnidoblastos (cnidos – urtiga), e a maioria é marinha. Os cnidários – como são chamados os animais do filo Cnidaria – mais comuns são as águas-vivas, as anêmonas-do-mar, as hidras, as caravelas e os corais. A epider­me que os reveste é simples e apresenta cnidoblastos prin­cipalmente nos tentáculos. Os antozoários (corais) formam um exoesqueleto coralíneo na base de seu corpo.

Tipos anatómicos de cnidários

Existem dois tipos morfológicos de indivíduos do filo Cnidaria: pólipos e medusas. Os pólipos são fixos e vivem isolados ou em colônias. Apresentam corpo tubular com uma região inferior para fi­xação ou locomoção – o disco basal – e urna parte superior em que se focaliza a boca, ladeada por tentáculos. As medusas têm vida livre e o aspecto de um guarda-chuva aberto, com a boca e os tentáculos voltados para baixo. O corpo delas é gelatinoso, por isso são reconhecidas como águas-vivas.

Cnidoblastos – células urticantes

Os cnidoblastos são células típicas dos celenterados. Essas células epidérmicas são dotadas de uma cápsula de­nominada nematocisto, que abriga em seu interior um tubo filamentoso enovelado. Esse tubo é portador de um líqui­do urticante, denominado actinocongestina. Na região ex­terna do cnidoblasto, existe um cílio sensorial chamado de cnidocílio, que, ao ser tocado, dispara o filamento ur­ticante, injetando o veneno no corpo da vítima. Os cnidoblastos têm como funções a defesa do or­ganismo e a captura de alimento.

Reprodução nos cnidários

A reprodução pode ser assexuada, por brotamento ou estrobilização (nos pólipos); sexuada, por fecundação; metagênese. Na metagênese a fase de pólipo é fixa e assexuada, ao passo que a fase de medusa é livre e sexuada. As me­dusas podem ser dióicas ou monóicas. Geralmente apre­sentam fecundação externa e desenvolvimento indireto por causa da formação de larva ciliada (plânula).

Classificação dos cnidários

Os cnidários estão classificados em três classes: Hydrozoa (hidrozoários), Scyphozoa (cifozoários) e An-thozoa (antozoários). Os hidrozoários sofrem metagênese e a fase de póli­po predomina no seu ciclo vital. Exemplos: hidras (dulcícolas), obélias e physalias (caravelas). Os animais da classe Scyphozoa sofrem metagênese com predominância da fase de medusa no seu ciclo. Exem­plos: Aurélia sp. (água-viva) e Metridium sp. Os animais da classe Anthozoa apresentam apenas a fase de pólipo, não formam medusas. Exemplos: corais e Actinia sp. (anêmona-do-mar)