Dinâmica da População Animal, Potencial Biótico e Poluição: Inversão Térmica e Chuva Ácida


Dinâmica das Populações

Uma população é formada por indivíduos de mesma espécie que ocupam determinada área por certo período de tempo. As populações sofrem a ação de vários fatores: a competição, o predatismo, o parasitismo e a dis­ponibilidade de alimento. Esses fatores são limitantes e por isso interferem diretamente na densidade populacio­nal. Para se estabelecer a densidade de uma população é preciso determinar a área ocupada por ela, por exemplo, em ambientes aquáticos, a área será medida em centíme­tros cúbicos; em ambientes terrestres, em centímetros qua­drados.

Dinâmica da População Animal, Potencial Biótico e Poluição: Inversão Térmica e Chuva Ácida

O estudo da densidade populacional é extremamente importante para se conhecer as atitudes comportamentais do grupo. Por exemplo, uma população muito densa reali­za uma grande pressão sobre seus próprios integrantes e sobre outras populações presentes no mesmo habitat. Além dos mecanismos já citados, há a natalidade, a mortalidade, a emigração e a imigração, que influenci­am na taxa populacional.

•         Taxa de natalidade – Determina a proporção en­tre o número de nascimentos e a população de determinado lugar, em certo intervalo de tempo.
•         Taxa de mortalidade – Expressa a proporção en­tre o número de óbitos e a população de um lu­gar, em certo intervalo de tempo.

Utilizando essas duas taxas, é possível estudar o ín­dice de crescimento (IC).

Taxa de imigração – Corresponde ao número de indivíduos que entram em determinada área em certo período de tempo.
Taxa de emigração – Corresponde ao número de indivíduos que saem de determinada área em certo período de tempo.
Para se estabelecer se uma população está em equilíbrio, as quatro taxas devem ser utilizadas ao mesmo tempo.

Taxa de natalidade + taxa de imigração = taxa de mortalidade + taxa de emigração

A capacidade adaptativa e o potencial biótico deter­minam a sobrevivência da população.

Potencial biótico

Pode-se considerar como potencial biótico a capaci­dade reprodutiva de uma espécie, em um ambiente, sem a presença de fatores limitantes ou em condições ideais para o crescimento. Quando Charles Darwin formulou a teoria da origem das espécies, conseguiu relatar a seguinte situação: os seres vivos produzem muito mais descendentes do que o meio admite, mas nem todos sobrevivem, por causa da resistência ambiental que seleciona os mais aptos.

Em uma comunidade estável, existem mecanismos regulatórios, que se opõem ao potencial biótico. Essa “força” que impede o crescimento exagerado é a resis­tência ambiental. A diferença entre o potencial biótico e a resistência ambiental cria a curva de crescimento real. Exemplos de fatores bióticos de resistência são as rela­ções ecológicas interespecíficas desarmônicas: parasitis-mo, predatismo e competição. No que tange a fatores abióticos, estão o clima e o espaço.

Logística do crescimento

Crescimento lento – Período de adaptação da população ao meio.
•         Fase logarítmica – Fase de crescimento muito rá­pido – processo de desenvolvimento exponencial.
•         Redução do ritmo de crescimento – Ação da resistência ambiental.
•         Estabilização – Nessa fase a população demons­tra pequenas variações ou oscilações.

Nota-se no segundo gráfico que a fase de estabiliza­ção atinge a capacidade de carga do ecossistema. Ca­pacidade de carga é o número de indivíduos a que o meio consegue fornecer alimento, espaço e outros fatores ne­cessários à estabilidade da população.

Poluição

O meio ambiente possui mecanismos reguladores ca­pazes de manter seu próprio equilíbrio dinâmico. Já se sabe que, graças aos decompositores, o ciclo de conver­são da matéria orgânica em inorgânica é essencial para a eficiência do processo. Com base nisso, pode-se conceituar como poluição tudo aquilo que, por um motivo ou outro, acumula-se no meio de modo que não possa ser reciclado por ele.

Poluição do ar

Os principais compostos responsáveis pela poluição do ar são nitrogenados, sulfurosos e monóxido de carbono.

Inversão térmica

Altas concentrações provocam irritação no sistema respiratório e problemas cardiovasculares. A concentração desse poluente tem se mantido abaixo dos níveis aceitáveis nos últimos dez anos.

Chuva ácida

Panorama de São Paulo em um dia poluído, em que se observa o fenômeno da inversão térmica. O processo de inversão térmica ocorre em dias frios, sendo por isso mais frequente durante o inverno, cau­sando um aumento da poluição atmosférica. Em dias com temperaturas mais amenas ou agradá­veis, como ocorre no verão, a radiação solar aquece o solo, que irradia ondas de calor (radiação infraverme­lha), promovendo o aquecimento da camada de ar que está logo acima.

O ar quente, por ser mais leve, tende a subir, por convecção, para as camadas superiores da atmosfera, transportando os poluentes liberados pela atividade dire-ta ou indireta do homem. Como dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, o ar frio tem de descer, criando uma movimentação nas massas de ar.

A queima de gasolina ou de outros derivados de pe­tróleo, de madeira e de carvão promove a liberação do dióxido de enxofre (SO2) e do dióxido de nitrogênio (NO2), gases tóxicos, que reagem com o vapor de água, produ­zindo ácido sulfúrico (H2SO4) e ácido nítrico (H2NO3). É a conhecida chuva ácida.

Com o declínio da temperatura, que acontece normal­mente no inverno, ocorre a inversão térmica. A radiação solar não aquece suficientemente a superfície terrestre para que a camada de ar se desloque. O que causa a formação de três regiões bem nítidas: duas camadas de ar frio intercaladas por uma de ar quente. O ar frio que está carregado de poluentes sobe até a camada de ar quente e fica estacionado, não dispersando a poluição.