Poluição: Camada de Ozônio, Efeito Estufa, Fertilizantes, Praguicidas e Poluição do Ar, Água e Solo


Camada de ozônio

A camada de ozônio é produto da vida presente no nosso planeta. Como na atmosfera primitiva não existia oxigênio, a radiação ultravioleta atingia a Terra sem ultra­passar nenhuma barreira de defesa. A radiação ultraviole­ta é extremamente lesiva à vida. Os organismos surgiram originalmente na água, que conferia certa proteção. Em algum momento da evolução, surgiram os autotróficos, que, com a quebra da molécula de água, acrescentaram o gás oxigênio à atmosfera.

Camada de Ozônio, Poluição do Ar, Água e Solo

Formada por O3 e localizada entre 12 e 50 quilômetros de altitude, a camada de ozônio atua como um filtro, pois reduz a quantidade de raios ultravioleta que atingem a superfície terrestre e, por isso, protege a vida na Terra, já que esses raios provocam câncer de pele, catarata, baixa imunidade, entre outros problemas de saúde.

É bem provável que a utilização do CFC (clorofluor-carbono) ou gás freon nas indústrias, para a produção de aerossóis, aparelhos de ar condicionado, refrigeradores, indústrias de plásticos injetados, entre outros fatores, contribua para a redução do ozônio. As vantagens apa­rentes da utilização do freon residiam no fato de ser de baixo custo, não inflamável e bastante estável.

O freon ou CFC sobe lentamente. Quando atinge a estratosfera sofre a ação dos raios ultravioleta e suas moléculas são quebradas, liberando o cloro da sua com­posição. Cada átomo de cloro é capaz de agir sobre cer­ca de 100 000 moléculas de ozônio, convertendo-as em oxigênio molecular.

Poluição da água

Não bastasse a pequena quantidade de água disponí­vel para o consumo, a capacidade que o homem tem de poluir esse fator abiótico chega a ser algo insano. O em­prego exagerado da água na agricultura, o lançamento de esgotos domésticos, os despejos industriais e a polui­ção térmica dos rios são os mais relevantes exemplos dessa irresponsabilidade.

Efeito estufa

Assim como a camada de ozônio, o efeito estufa é importante para a manutenção da vida no planeta. Na atmosfera primitiva havia pequenas concentrações de gás carbônico, portanto as temperaturas oscilavam violenta­mente. Os dias eram extremamente quentes e as noites muito frias. O surgimento de seres fermentadores nos ma­res primitivos liberou de forma maciça o gás carbônico, pontecializando o efeito estufa. Assim as temperaturas foram se tornando mais estáveis.

O efeito estufa funciona da seguinte maneira: a radi­ação solar é distribuída pela superfície terrestre e é irra­diada na forma de ondas infravermelhas para a atmosfe­ra; a presença de certos gases dificulta a saída desse ca­lor, favorecendo a vida.

A atividade humana, a partir da Revolução Industri­al, com a utilização de carvão mineral e de combustíveis fósseis, extensas áreas de agricultura, liberação de dióxi­do de nitrogênio, aumento do rebanho bovino – liberação de gás metano -, liberação de CFCs e queimadas, contribuiu para a eficiência desse processo. Porém, isso provoca um aumento nas temperaturas médias do plane­ta, comprometendo a estabilidade das geleiras. Em caso de degelo, o aumento do nível dos oceanos e as mudan­ças climáticas podem levar a espécie humana à extinção.

Eutroflzação

A eutroflzação é causada pelo acúmulo de nutrientes no meio aquático – lançamento de esgoto, resíduos in­dustrias, erosão e fertilizantes agrícolas.
O acúmulo de material orgânico nos rios favorece a proliferação de bactérias decompositoras. As bactérias são organismos com alta capacidade reprodutiva e, por serem aeróbicas, realizam uma competição interespecífica pelo oxigênio presente na água. O consumo de boa parcela de oxigênio pelas bactérias provoca a morte de organismos maiores, que têm menor capacidade repro­dutiva, a exemplo dos peixes, que morrem por asfixia. O nível do gás chega a ser tão baixo que nem as próprias bactérias conseguem sobreviver e, aos poucos, bactérias anaeróbicas passam a dominar o ambiente e, com a sua atividade metabólica, liberam o gás sulfídrico, o que dei­xa a água com cheiro de ovo podre.

Floração da água

A floração da água acontece porque a chuva arrasta para os rios os fertilizantes utilizados na agricultura, os quais estimulam a proliferação de cianoòacíérras (algas azuis), que aumentam sua população e competem pela luz com os outros produtores. Elas também liberam toxi­nas na água, reduzindo seus concorrentes. A variedade de espécies começa a entrar em declínio. A teia alimentar perde seus produtores e, por esse mes­mo motivo, falta oxigênio e o processo de decomposição exagerado conduz, mais uma vez, ao surgimento de bac­térias anaeróbicas para selar o ciclo de morte.

Poluição térmica

O simples fato de se utilizar água para o resfriamento de caldeiras e reatores nas usinas nucleares e, em segui­da, lançar essa água com temperaturas elevadas e baixo nível de oxigenação nos rios promove a morte de qual­quer espécie vivente e desencadeia o surgimento de bac­térias anearóbicas.

Poluição edáfica (do solo)

O maior problema enfrentado pelo solo é a necessi­dade humana de produzir cada vez mais alimentos. Para isso, torna-se essencial uma grande produção agrícola, que ocasiona um aumento do desmatamento de áreas com mata nativa para serem convertidas em regiões de plantio.

Fertilizantes

O uso excessivo de fertilizantes provoca um grande desequilíbrio edáfico. Os agentes decompositores – fun­gos e bactérias – não conseguem reciclá-los ao ritmo em que são adicionados ao solo. A exemplo do que já foi visto na poluição da água, há uma situação de eutrofização e, como consequência, um acúmulo de água e uma queda significativa de matéria orgânica.

Pragaticidas

Os pragaticidas utilizados na agricultura podem atu-ar em várias frentes, os inseticidas são utilizados no con­trole de insetos, os fungicidas combatem fungos e para­sitas, os nematócidos são responsáveis pelo combate aos nematelmintos de vida livre presentes no solo e os her-bicidas matam as ervas daninhas.

A maioria dos defensivos agrícolas não é seletiva e destrói indistintamente as espécies. O grande problema é o processo de bioacumulação (magnifícação trófica). Alguns pragaticidas são muito tóxicos e causam proble­mas logo após sua aplicação, mas, por serem pouco es­táveis, sua memória residual é curta.

Já outros pragaticidas são menos tóxicos, mas a pre­sença deles no solo dura mais tempo, podendo levar à bioacumulação, como o DDT. O diclorodifeniltricloroe-tano (DDT) é o mais conhecido dentre os inseticidas do grupo dos organoclorados: era barato e fácil de se pro­duzir e foi considerado o pesticida salvador da lavoura. Veja a seguinte cadeia:

Como essa é uma cadeia de predadores, a tendência é diminuir a quantidade de indivíduos e ocorrer a mag­nifícação trófica. Um coelho necessita de vários pés de capim para se alimentar; portanto, a concentração de DDT (ppm – partes por milhão) nele é maior do que em um pé de capim. Nessa sequência, a serpente terá maior con­centração de ppm, e o animal mais prejudicado pela bioa­cumulação será o gavião, por ocupar o último lugar na cadeia.