Equinodermos e Introdução aos Cordados: Características, Classificação e Sistemas


Filo Echinodermata

O nome do filo – Echinodermata – deriva do grego echinos, que significa espinhoso, e derma, que significa pele. Os equinodermos são considerados os invertebra­dos mais evoluídos da escala zoológica. Eles pertencem a um dos filós mais interessantes, pois seus representan­tes apresentam grande variedade de formas, facilmente reconhecíveis, como as estrelas-do-mar, os ouriços-do-mar e as bolachas-do-mar. São encontrados em abundân­cia em todos os oceanos do mundo. A maioria dos equinodermos apresenta hábitos ben-tônicos e vive permanentemente fixa ao substrato ou desloca-se lentamente sobre ele.

Equinodermos e Introdução aos Cordados

Características gerais

•         Apresentam espinhos na pele.
•         São deuterostômios.
•         São celomados do tipo enterocélicos.
•         Apresentam endoesqueleto calcário.
•         Apresentam simetria bilateral (larvas) e radial (adultos).
• São triblásticos.
•         Locomovem-se lentamente ou podem ser fixos.
•         Nunca são parasitas.
•         São acéfalos.

Classificação

Os equinodermos são distribuídos em cinco classes: Asteroidea (estrela-do-mar), Ophiuroidea (serpente-do-mar), Echinoidea (ouriço-do-mar e bolachas-do-mar ou bolachas-da-praia), Holothuroidea (pepinos-do-mar) e Crinoidea (lírios-do-mar).

Sistema ambulacrário ou aquífero

Os equinodermos têm um sistema locomotor único em todo o reino Animal, denominado sistema ambula­crário (ambulare – andar). O sistema ambulacrário tam­bém pode ser chamado de sistema hidrovascular aquí­fero, sendo um conjunto de canais que apresenta fun­ções de locomoção, fixação, captura de presas e, ain­da, auxilia a excreção, a respiração e a circulação.

O sistema ambulacrário é formado por uma placa madrepórica ou madreporito, que consiste em uma placa perfurada, localizada na região dorsal (superior) do ani­mal. Dessa placa, segue um canal madrepórico, que se liga a um canal circular. Nesse canal, existem cinco ex­pansões, denominadas vesículas de Poli, de onde partem cinco canais radiais, que percorrem todo o corpo do ani­mal. Em cada canal radial, existem muitos pares de ex­pansões chamadas de ampolas.

Sistema digestório

É completo e relativamente simples, com exceção dos ofiuróides (serpentes-do-mar), que não têm ânus. O ouriço-do-mar apresenta, junto à boca, uma arma­ção de cinco dentes acionados por fortes músculos, de­nominada de lanterna-de-aristóteles, que serve para ras­par as rochas à procura de algas.

Sistema respiratório

A respiração por difusão ocorre no sistema ambula­crário.

Sistema circulatório

A circulação é feita no próprio celoma, que, em seu interior, encontra-se repleto de um líquido parecido com a água do mar e de substâncias nutritivas provenientes da digestão. Não têm coração e o sangue se apresenta como um líquido transparente repleto de amebócitos para a defesa do organismo.

Sistema  excretor

Não existe nenhum órgão especializado para a reali­zação da excreção nesses animais. A excreção é realiza­da por amebócitos do celoma e os catobólitos são leva­dos por difusão em qualquer superfície exposta à água, principalmente por meio dos pés ambulacrários.

Sistema nervoso

É muito simples. Não há cérebro, mas os equinoder-mos apresentam um anel nervoso, próximo à região oral, de onde saem cinco prolongamentos nervosos, paralelos ao sistema ambulacrário. Apresentam células fotossensíveis ao longo do cor­po, além de estatocistos para manter o equilíbrio.

Reprodução

São animais de sexos separados (dióicos), sem di-morfismo sexual. A fecundação é externa e o desenvol­vimento é indireto. A simetria é sempre bilateral nas lar­vas, passando à radial nos animais adultos. Algumas espécies de equinodermos podem realizar a reprodução assexuada, observada em algumas larvas que se autodividem. Além disso, a estrela-do-mar e o pepino-do-mar têm capacidade de regenerar partes per­didas.

Filo Chordata

É o último grande filo do reino Animal e marcado pela transição entre os animais invertebrados e os verte­brados. Os cordados apresentam quatro características principais que os distinguem dos invertebrados, as quais aparecem, pelo menos, no estágio embrionário:

•         notocorda;
•         tubo neural dorsal (ou tubo nervoso);
•         fendas branquiais faringeanas;
•         cauda.

A notocorda é uma estrutura de sustentação esque­lética, com forma de um bastonete maciço, como um eixo firme e flexível, localizada entre o tubo digestório e o tubo nervoso (neural), e se situa ao longo de todo o dor­so do animal. O tubo nervoso dorsal, também chamado de tubo neural, está situado na posição dorsal do corpo, acima da notocorda. Tem origem ectodérmica e dá origem ao sistema nervoso central: encéfalo e medula espinhal.
As fendas branquiais estão situadas aos pares, nas laterais da faringe dos embriões dos cordados, o que ex­plica serem denominadas, também, de fendas branquiais faringeanas. Nos peixes, originam as brânquias; nos cor­dados terrestres, as fendas se fecham e os seus tecidos originam a mandíbula, a cartilagem da faringe e os ossículos da orelha. Com função específica para cada grupo, a cauda é uma parte do corpo que se prolonga além do ânus, pre­sente nos embriões dos cordados.

Classificação

O filo Chordata é dividido em três subfilos: Uro-chordata (ou Tunicata), Cephalochordata e Vertebrata (ou Craniata). Os dois primeiros subfilos, dos urocordados e cefalocordados, estão também incluídos num grupo denomi­nado protocordados, por serem considerados os mais primitivos do filo. Como não formam vértebras, são con­siderados cordados invertebrados. Já o subfilo Vertebrata inclui os cordados vertebra­dos: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.