Estrutura Celular: Citoplasma, Retículo Endoplasmático, Ribossomos, Complexo de Golgi e Lisossomos


Citoplasma Das Organelas

O citoplasma é a parte mais volumosa da célula. Este espaço contém estruturas definidas, com funções essenciais para o funcionamento celular. O retículo endoplasmático rugoso (desenho superior) é constituído principalmente por bolsas achatadas, com ribossomos aderidos na superfície
externa. Já o retículo endoplasmático liso (desenho inferior) é constituído principalmente por tubos membranosos sem ribossomos aderidos. O retículo endoplasmático constitui a parte mais extensa do sistema de membranas, formando uma complexa rede de canais e túbulos que se estende por toda a célula. O espaço interno do retículo endoplasmático, delimitado pela membrana lipoprotéica, é denominado júmen ou cisternas do retículo endoplasmático.

Estrutura Celular

O retículo endoplasmático pode ser divido em dois tipos distintos: reticulo endoplasmático rugoso ou granular (também chamado ergastoplasma) é uma rede de bolsas achatadas, que contém ribossomos aderidos à sua membrana; e o reticulo endoplasmático liso ou agranular possui forma tubular e não apresenta ribossomos aderidos. Apesar da divisão morfológica e funcional do reticulo endoplasmático liso e rugoso, um representa a continuação do outro, sendo que o lúmen também é interligado.

Sua ampla distribuição no interior da célula possibilita que esta organela realize sua função de conduzir várias substâncias pelo citoplasma. Além disso, diversos lipídeos e hormônios esteróides são sintetizados no reticulo endoplasmático agranular. Como o reticulo endoplasmático granular possui ribossomos em sua parede ele é responsável pela síntese de várias proteínas, tanto estruturais (proteínas de membranas) como para exportação (enzimas digestivas, por exemplo).

Ribossomos

Descobertos por Palade, em 1953, quando este examinava células ao microscópio eletrônico. Logo constatou-se que os ribossomos são os menores orgânulos do citoplasma das células procariontes e eucariontes. Os ribossomos apresentam-se como corpúsculos esféricos com diâmetro aproximado de 150 Ângstron. São produzidos na zona sat ou satélite do nucléolo e compõem-se de RNAr e proteínas. Estruturamente, apresentam duas subunidades globulares, uma menor e outra maior.

Os ribossomos podem estar livres ou ligados às membranas do retículo endoplasmático rugoso. Ambos produzem proteínas e formam, juntamente com o RNA mensageiro, cordões chamados de polissomos ou polirribossomos. Os ribossomos, sejam os que ficam livres no citosol ou aderidos ao reticulo, têm função de síntese proteica, sendo que os livres produzem proteínas que são utilizadas pela própria célula.

Complexo de Golgi

A organela também é denominado, em homenagem ao citologista, de aparelho de Golgi ou sistema de Golgi, pode apresenta-se com aspecto de pequenas escamas isoladas em células vegetais e em células de animais invertebrados. É uma organela constituída por um conjunto de sáculos achatados de membranas lipoprotéicas e lisas, denominadas dictiossomos. Possui forma variável conforme o estado funcional da célula. Muito desenvolvido em células secretoras e pouco desenvolvido nas não secretoras.

O complexo de Golgi é encontrado em células eucariontes animais e vegetais, e não ocorre na maioria dos fungos. O aparelho de Golgi atua como centro de armazenamento, transformação, empacotamento e remessa de substâncias na célula. Realiza também as funções de: secreção de substâncias, síntese de mucupolissacarídeos; origina o acrossomo no espermatozoide (capuz cefálico), e aos lisossomos em células animais (grânulos de zimogênio); formação do fragmoplasto (lamela média e parede celular nos vegetais). Muitas substâncias produzidas no retículo endoplasmático rugoso e liso são transportadas em vesículas de transferência para o complexo de Golgi, onde ocorrem transformações e empacotamento em pequenas bolsas ou vesículas membranosas que serão destinadas à secreção.

LISOSSOMOS

Um pesquisador belga chamado Christian de Duve, em 1949 notou que pedaços de fígado de rato guardados na geladeira continham quantidades de enzimas digestivas maiores que o normal. Suspeitou, assim, que em células vivas, as enzimas digestivas pudessem permanecer “guardadas” em bolsas, soltando-se à medida em que a mesma envelhecia. Seis anos mais tarde, em 1955, o próprio Duve confirmou sua suspeita ao descobrir lisossomos quando olhava as células ao microscópio «letrônico.

Os lisossomos são vesículas de membrana lipoprotéica que contem em seu interior enzimas digestivas especificas, estas podem ser: fosfatases, proteases, lipases, RNAase, DNAase, etc. São organelas que ocorrem em praticamente todas células eucarióticas. As enzimas são sintetizadas no R.E. Rugoso e migram para o Complexo de Golgi, onde são empacotadas e liberadas na forma de pequenas bolsas. Os lisossomos são as organelas responsáveis pela digestão intracelular. Que pode ser por Heterofagia, digestão de substâncias englobadas pela célula; Autofagia, digestão de estruturas da própria célula.

Formação do Acromossomo no Espermatozoide

Citólise, quando a membrana lisossômica rompe-se, liberando o seu conteúdo enzimático no hialoplasma, levando a destruição da própria célula.
A digestão intracelular nos unicelulares tem papel nutricional. Nos pluricelulares a digestão ocorre com funções de defesa (pelos leucócitos) e a de reciclagem de materiais das próprias células.