Grupos Vegetais, Características Gerais do Reino Plantae e das Briófitas


Reino Plantae

Plantae ou Metaphyta é o reino dos vegetais, que englo­ba as briófitas (musgos), as pteridófitas (samambaias), as gimnospermas (pinheiros) e as angiospermas (abacateiros, laranjeiras e outras). Os vegetais são terrestres na sua maioria e oriundos provavelmente de algas verdes, as clorofíceas.

Grupos Vegetais

Grupos vegetais

As plantas atuais estão classificadas em doze filós, três dos quais são compostos por plantas avasculares, ou seja, destituídas de vasos condutores. Fazem parte dos nove restantes as plantas vasculares ou traqueófitas, por apresenta­rem vasos condutores de seiva. As plantas vasculares podem, ainda, ser classificadas em plantas sem semente e plantas com semente. Estas são conhecidas como espermatófitas.

Os gametófitos dos musgos lembram minúsculos pinhei­ros e formam extensos tapetes verdes sobre pedras, troncos e barrancos. Não é raro encontrar sobre eles filamentos finos com uma dilatação na extremidade livre, que são os esporófitos. As hepáticas têm forma laminar e crescem rasteiras sobre solos e rochas sombreados e úmidos ou troncos de árvores.

Características gerais

Os vegetais são pluricelulares e eucariontes. Sua nutrição é autotrófica, ou seja, por meio da fotossíntese, são capazes de fabricar seus próprios compostos orgâni­cos, utilizando, para isso, água, gás carbônico e energia luminosa. Diferem das algas por apresentarem tecidos e órgãos bem diferenciados. Sua reprodução pode ser sexuada ou assexuada.

As classificações mais modernas consideram plantas os organismos que apresentam, no ciclo de vida, embri­ões maciços que se desenvolvem à custa do organismo materno. O embrião maciço e (ou) compacto não desen­volve cavidades internas como as dos animais e se cons­titui na apomorfia típica das plantas.

Briófitas – plantas avasculares

Características especiais das briófitas

As células epidérmicas das briófitas secretam, na su­perfície, substâncias que formam uma película protetora e impermeabilizante. Existem também poros simples que permitem as trocas gasosas com o ar atmosférico. Nos esporófitos de musgos e antóceros ocorrem estômatos. Gametófitos de musgos apresentam um eixo princi­pal, o caulóide, onde ocorrem as lâminas que lembram folhas, os fllóides. Estes são fixados por filamentos que lembram raízes, os rizóides, cuja função principal é a fixação e não a absorção de água e sais minerais como nas demais plantas. A absorção ocorre por todo o corpo do musgo e a distribuição de substâncias se dá por di­fusão simples e (ou) através dos plasmodesmos.

As briófitas (brion, musgos) compreendem os mus­gos, as hepáticas e os antóceros, plantas de pequeno porte, de 5 a 40 cm, encontradas em meio aquático doce e terrestre úmido. O corpo das briófitas, assim como o das algas, é um talo, porém com algumas diferenças impor­tantes: o talo das briófitas apresenta alguns tecidos simples e organizados, mas sem vasos condutores de seiva – embora alguns autores ressaltem que certas espécies de musgo apresentam tecidos condutores de seiva, dife­rentes daqueles das plantas vasculares.

Os gametófitos femininos (n) formam, em seu ápice, os arquegônios (gametângios). Dentro de cada arquegônio, forma-se, por mito­se, uma oosfera (gameta n). Nos gametófitos masculinos (n), desenvolvem-se os anterídios (n). Dentro dos anterídios, formam-se, por mitose, os anterozóides (gametas n) flagelados.

Os anterozóides nadam até o arquegônio, onde fecundam a oosfera, formando o zigoto 2n, que origina o esporófito. O esporófito (2n) alonga-se, desenvolvendo, em sua extremidade, uma cápsula (2n), dentro da qual se formam, por meiose, os esporos (n). Os esporos, liberados da cápsula e carregados pelo vento, ao caírem sobre o solo úmido, germi­nam, formando o protonema (n). Sobre o protonema, crescem novos gametófitos (n).

Reprodução assexuada

Assexuadamente, as briófitas podem se reproduzir por fragmentação. Hepáticas, do género Marchantia, produzem estruturas especializadas, os propágulos, que se desprendem da planta-mãe, desenvolvendo novos in­divíduos.