Megaloblasto


O megaloblasto, conhecido por causar a anemia megaloblástica, caracteriza-se como uma hemácia de tamanho maior que o normal. A hemácia produzida pela medula óssea causa um distúrbio no sangue e apresenta glóbulos vermelhos de tamanho incomum, sendo tipificada como uma anemia rara. Isso decorre de uma carência de vitamina B12 e ácido fólico no organismo.

Megaloblasto

Mas por que ela causa anemia? Porque a falta de vitamina B12 e ácido fólico ocasiona uma falha na síntese de DNA, tendo como consequência um desequilíbrio no crescimento e divisão celular. Pode parecer um pouco confuso, mas nesse artigo nós vamos explicar como essa anemia decorre e quais são as suas características.

O que é a anemia megaloblástica e quais são as suas causas?

A anemia megaloblástica basicamente ocorre por uma diminuição de glóbulos vermelhos. Devido à anomalia, eles se tornam grandes, imaturos e disfuncionais. Toda essa alteração resulta em uma inibição da síntese do DNA no organismo que produz glóbulos vermelhos, bem como uma diminuição na quantidade de glóbulos brancos e plaquetas.

A vitamina B12 é um componente muito importante para o nosso organismo, pois é responsável pela síntese de hemoglobina e ácido fólico, conhecido como vitamina B9, que contribui na síntese do DNA. Geralmente essa anemia megaloblástica ocorre em virtude de uma carência destes dois componentes no organismo.

No entanto, ela também pode ser causada por antimetabólitos que interferem diretamente na produção de DNA. Podemos citar, como exemplo, procedimentos quimioterápicos ou até mesmo alguns antibióticos.

Essa deficiência de vitamina B12 pode ser ocasionada devido à dificuldade que algumas pessoas têm em absorver essa vitamina. Normalmente este componente é absorvido pelo íleo e, para que seja corretamente digerido pelo organismo, deve-se combinar com um fator intrínseco. Há uma proteína produzida no estômago que é responsável por transportar a B12 até o íleo e, consequentemente, distribuí-la na circulação sanguínea. Sem esse fator, a vitamina permanece no intestino e é excretada com material fecal.

Já a falta de ácido fólico pode ser relacionada a diversos outros motivos, e até mesmo a um aumento de necessidades orgânicas. Algumas doenças também podem gerar a anemia megaloblástica, como a leucemia, mieloma múltiplo, mielofibrose, algumas doenças hereditárias, entre outras.

Como prevenir a anemia megaloblástica?

Essa disfunção pode ser evitada a partir de uma dieta rica em vitamina B12 e ácido fólico. Pode também ser prevenida a partir de medicamentos suplementares a essa substância. Já o tratamento pode ser realizado com uma mudança na dieta e injeções que possam contribuir com a falta dos nutrientes essenciais. No entanto, isso pode variar, pois depende muito da causa da disfunção.

Da mesma forma, quem possui um nível baixo de vitamina B12 no sangue pode receber tratamento através de comprimidos ou aplicações dessa vitamina no organismo através de injeções ou até mesmo com mudanças nos hábitos alimentares. Já a falta de ácido fólico pode ser tratada com injeções, comprimidos e dietas. O importante é que a pessoa que possui essa anomalia inclua a vitamina C na sua alimentação, pois ela é essencial no tratamento da anemia.

Mas quais são os alimentos que possuem esses nutrientes? Alimentos que são ricos em vitamina B12 são o leite, as carnes, os peixes e os ovos. Já o ácido fólico é encontrado em vegetais verdes, vísceras animais, leveduras, e no feijão. Esses alimentos podem contribuir muito para o equilíbrio da disfunção.

Quais são os sintomas da anemia megaloblástica

Os sinais são muito semelhantes ao que ocorre em outras anemias. Os mais recorrentes são a perda de apetite e peso, e constante fraqueza e cansaço. Também podem ocorrer episódios de dores abdominais, diarreia, enjoos frequentes e coração acelerado. Alterações na pele e no cabelo são outros possíveis sinais. Algumas pessoas chegam a apresentar dormência nos dedos e ter a boca e língua mais sensíveis à degustação.

Na maioria dos casos a anemia megaloblástica é causada durante a gravidez, podendo resultar em um parto prematuro ou uma formação fetal. A criança pode ser prejudicada ao longo dos anos, pois a anemia inibe o crescimento e puberdade da adolescência. Por isso, é importante que a mãe mantenha uma alimentação rica em vitamina B12 e ácido fólico. Ao perceber quaisquer sintomas, é importante procurar um médico.

A anomalia pode ser diagnosticada através do hemograma. O exame médico é capaz de mostrar a diminuição de hemácias e de hemoglobina, além de apontar o aumento do volume corpuscular médio. O exame também pode mostrar as alterações da hemoglobina corpuscular média, perceptível se houver uma contagem diminuída de reticulócitos e plaquetas.

O mesmo exame pode diagnosticar a presença de neutrófilos senis e hemácias que apresentem tamanhos e formas diferentes do normal. A medula óssea terá a hiperplasia dos percursores das hemácias, assincronia núcleo-citoplasmática, metamielócitos gigantes e estoque de ferro aumentado, e as dosagens bioquímicas de ferro estarão elevadas.