Membrana Celular: Papéis, Funções e Tipos de Transporte; Simbiose e Digestão nas Aves


Toda célula, seja ela animal ou vegetal, possui membrana que a separa do meio exterior. A membrana celular possui dois papéis fundamentais:
a)         controlar a entrada e saída de substâncias e;
b)         proteger o conteúdo da célula, separando-o do ambiente extracelular.

A membrana celular é semipermeável (tem permeabilidade seletiva); é descontínua (possui poros); é elástica; possui capacidade (limitada) de regeneração, conduz (mal) a eletricidade e tem baixa tensão superficial. As membranas possuem especializações para realizar diversas funções.

Membrana Celular

•            Microvilosidades: são expansões da membrana, semelhantes a dedos de luva, constituídas por actina e miosina. Essas proteínas são responsáveis pela movimentação das microvilosidades. As microvilosidades aumentam a superfície de absorção celular nos epitélios de revestimento.
•            Desmossomos: regiões de grande aderência, que ligam fortemente duas células vizinhas. Têm como função aumentar a aderência entre as células dos tecidos epiteliais de revestimento.
•            Interdigitações: são invaginações da membrana plasmática de uma célula, acompanhadas pela membrana da célula vizinha. Aumentam a aderência e o intercâmbio celular.

Tipos de transporte pela membrana celular

Transporte passivo: não envolvem consumo de energia (ATP) pela célula. O transporte passivo verifica-se em virtude da energia cinética e a substância tende a passar do ponto de maior concentração para o de menor concentração.

Difusão simples: moléculas menores que os poros da membrana passarão do meio de maior concentração (hipertônico) para o de menor concentração (hipotônico) na tentativa de deixar ambos os meios com igual concentração (isotônicos).

Difusão facilitada: ocorre pela presença e carregadores que levam as substâncias através da membrana celular.

Osmose: é um processo de difusão de moléculas do solvente através de membranas semipermeáveis. O solvente difunde-se em maior quantidade da região de menor concentração para a de maior concentração, pois há tendência a igualar as concentrações.

Osmorregulação

A osmorregulação é o mecanismo que regula o processo osmótico. Os animais de acordo com o meio onde vivem precisam se adequar ou não. Há, portanto animais osmoconformes: animais que não necessitam regular a concentração do meio interno; e animais osmorreguladores: precisam controlar ativamente a quantidade de água que entra e sai do corpo devido à osmose. Exemplos:
•            Animais de água doce: Hipertônicos em relação ao meio, ou seja, absorvem água por osmose.
•            Animais marinhos: Hipotônicos em relação ao meio, ou seja, perdem água osmose.
•            Animais eurialinos: capazes de sobreviver bem em ambientes onde a salinidade varia muito.
•            Animais estenoalinos: não suportam altas variações na salinidade do meio onde vivem.

Transporte ativo: neste caso a célula gasta energia

contida na molécula de Adenosina Trifosfato (ATP). A substância tem que passar do lado onde existe em menor quantidade para o lado onde existe em maior quantidade; portanto, contra a gradiente de concentração. O principal exemplo é o da “bomba iônica”, para o Na+ e para o K+ nos tecidos animais. A saída do Na+ é feita contra o gradiente de concentração, com gasto de energia; portanto, pelo transporte ativo. O mesmo acontece com K+, somente no sentido inverso. Há evidência de que a passagem destes íons é feita por meio de transportadores ou enzimas chamadas permeases.

Simbiose no sistema digestório

Nenhum vertebrado tem a capacidade de produzir sua celulase (enzima que quebra moléculas de celulose) por isso esses organismos não conseguem digerir a celulose, más como se sabe existem vários organismos que se alimentam de vegetais como por exemplo os ruminantes e outros herbívoros não ruminantes. Para digerir a celulose muitos vertebrados contam com a ajuda de organismos simbiontes como bactérias e protozoários, que vivem no seu trato digestivo e produzem a celulase. As bactérias e os protozoários degradam a celulose através da fermentação e tornam os produtos desta reação disponíveis para a digestão do hospedeiro. Sem a associação com estes microrganismos seria muito difícil a obtenção de nutrientes dos vegetais pelos vertebrados, a associação com microrganismos não acontece somente nos herbívoros más também em outros grupos como por exemplo a flora intestinal dos humanos já comentada anteriormente.

Digestão nas aves

As aves têm sistema digestório com presença da moela principalmente das aves granívoras e realiza a digestão mecânica dos alimentos. Na boca das aves não há dentes, mas um bico córneo que é adaptado ao tipo de alimentação mais comum de cada espécie. Da boca, segue-se a faringe e no esôfago é encontrada uma bolsa chamada papo. Nele o alimento vai sendo amolecido para depois avançar até o estômago químico, que solta enzimas digestivas para que se inicie o processo de digestão, que terminará na moela. A moela é um compartimento muito musculado do tubo digestivo, final, onde com a ajuda de pequenas pedras e areia, os nutrientes são esmagados. Seu tubo digestório termina então na cloaca, que é o local de desemboque dos sistemas: excretor, reprodutor e digestório