Poluição: da Água, pelo Calor, Química, Águas Residuais e Derramamento de Petróleo


Poluição da água

Eutrofizacao

Os principais eventos que concorrem para a eutrofizacao são:
=> As substâncias orgânicas despejadas são degradadas pelos decompositores, o que enriquece a água em sais minerais.
=> Outras vezes como nos casos dos detergentes, os sais são despejados diretamente.
=> Havendo mais nutrientes, as algas se reproduzem rapidamente e se espalham pela lagoa.
=> Ao morrer, as algas são degradadas por microorganis­mos decompositores, cuja população aumenta, em função da disponibilidade de alimento; também aumenta o consumo de oxigênio. As águas se tonam turvas, prejudicando a fotossíntese e, em consequência, a produção desse gás, como os peixes, se extinguem.

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Quanto maior a quantidade de matéria orgânica no rio ou na lagoa, maior será o consumo de oxigênio também chamado D.B.O. (demanda bioquímica de oxigênio). É preciso deixar claro que a matéria orgânica não consome oxigênio: ela apenas permite o aumento desenfreado das bactérias da decomposição, que esgotam esse gás.

Poluição pelo calor

A Poluição térmica ocorre quando a temperatura da água se eleva pelo despejo de substâncias quentes. Um aumento de alguns graus, assim, diminui a taxa de oxigênio na água; a parte da fauna sensível a essas mudanças de concentração pode desaparecer.

Poluição química

Inúmeros tipos de substâncias são despejadas pelo homem nas águas dos rios, com prejuízo para as cadeias alimentares. Um caso clássico é o dos detergentes sintéticos não-biodegradáveis, os quais, despejados na água, formam muitas vezes as “montanhas de espumas” exibidas nos meios de comunicação.

Dizer que uma substância não é biodegradável equivale a afirmar que não existem na natureza organismos capazes de transformar enzimaticamente essas substâncias. Por esse motivo, a tendência, com o tempo, é de aumentar sua concentração nos ecossistemas.

Bioacumulação do DDT

O gráfico ilustra o que ocorre quando se introduzem num ecossistema certas substâncias tóxicas, como o DDT, mesmo em concentrações muito baixas: todos os elos da cadeia alimentar são ” envenenados”. Pior ainda, quanto mais elevado for o nível trófico, maior será a porcentagem de DDT que se acumula nos tecidos.

É fácil entender por quê. O peixe carnívoro do esquema, por exemplo, vai comer durante sua vida centenas de peixes herbívoros e incorporará o DDT que está no corpo de todas as suas presas. Como os organismos só conseguem excretar o DDT em quantidade muito pequena, essa substância se
concentra cada vez mais nos seus tecidos. Quanto mais velho for o peixe, maior terá sido a quantidade de DDT acumulado durante sua vida. Por outro lado, uma ave carnívora que se alimente de peixes carnívoros acumulará concentrações ainda maiores, e assim por diante. O gráfico mostra que nos primeiros elos da cadeia, a concentração de DDT é relativamente pequena, crescendo nos níveis tróficos mais elevados.

Lançamento de águas residuais

Despejar no mar esgotos sem tratamento prévio é um grande risco de saúde pública para milhões de banhistas, já que as fezes humanas são fonte de muitos microorganismos. Assim, casos de diarreias, micoses, hepatites infecciosas aumentam muito no verão, em cidades à beira-mar, devido à contaminação através dos banhos de mar.

Um grande passo para a resolução parcial desse problema foi a construção de interceptores oceânicos submarinos, que têm o papel de levar os esgotos a grande distância, mar adentro. A presença na água do mar da bactéria Escherichia habitante costumeira do intestino humano, é indicadora de contaminação por fezes. Essa bactéria, por si mesma, normalmente não causa doenças; no entanto, encontrá-la em grandes concentrações indica a provável presença de outros microrganismos patogênicos na água.

Petróleo derramado

É um dos mais sérios problemas de poluição marinha. Às vezes, a contaminação ocorre através da lavagem do reservatório de petroleiros com água do mar; outras vezes, de acidentes com petroleiros ou com plataformas de exploração de petróleo. Formam-se manchas na superfície, que interferem na passagem da luz, prejudicando a fotossíntese do fitoplâncton. A difusão do oxigênio para o ar e vice-versa são também afetadas; além disso, o petróleo adere às brânquias dos peixes, impedindo que respirem. O petróleo é atacado por microorganismos, porém muito lentamente. Foram usados detergentes para dispersar as manchas de óleo; suspeita-se, porém, que eles também causem prejuízos aos ambientes marinhos.

Envenenamento do mar por metais pesados

Os metais pesados são altamente tóxicos. Quando despejados no mar, acumulam-se nas cadeias alimentares, aumentando de concentração a cada estágio. Particularmente sérios são os casos de envenenamento por mercúrio, como ocorreu na década de 50 na baía de Minamata, no Japão, em que 111 pessoas foram vitimadas, depois de ingerir moluscos e peixes da região.

Desmatamento e destruição de espécies

O desmatamento, a drenagem de regiões de pântano, a transformação de savanas em pastos, a construção de rodovias e de represas, a poluição por substâncias tóxicas, tudo isso leva normalmente à destruição dos ecossistemas e à extinção das espécies que neles vivem. A ciência conhece hoje cerca de 1,4 milhão de espécies biológicas, identificadas e catalogadas. Desconfia-se que devam existir mais de 30 milhões, ainda desconhecidas, a maior parte delas nas florestas pluviais tropicais. Cálculos dão conta de que desaparecem, a cada dia, cerca de 1000 espécies, por causa de desmatamento.

Fica evidente que o desaparecimento de espécies é um prejuízo para toda a biosfera, incluindo a espécie humana. Veja alguns exemplos. Há muitos anos, os nativos de Madagascar utilizam uma planta na sua medicina caseira. Foram extraídas desse vegetal duas substâncias, a vincristina e a vinblastina, que revolucionaram o tratamento da leucemia em crianças, aumentando muito a possibilidade de cura. Imagine o prejuízo para a humanidade se essa espécie vegetal tivesse sido extinta antes de se conhecer o efeito dessas substâncias ! Outro exemplo é o veneno de uma certa espécie de cobra que vive no Brasil e permitiu o desenvolvimento de um remédio que controla a pressão sanguínea.