Reino Animal: Artrópodes, Equinodermos e Evolução do Vertebrados


Os artrópodes

•      Classe dos Crustáceos (siri, camarão, lagosta, caranguejo, tatuzinho-de-jardim): corpo dividido em cefalotórax + abdome; 2 pares de antenas; 5 ou mais pares de patas. Respiração branquial; excreção atra­vés de glândulas verdes; fecundação interna; desenvolvimento indireto.
•      Classe dos Insetos (mosca, barata, abelha, formiga, borboleta, pulga): corpo dividido em cabeça + tórax + abdome; l par de antenas; 3 pares de patas. Respiração traqueal; excreção através de túbulos de Malpighi; fecundação interna; desenvolvimento direto ou indireto.

Reino Animal

•      Classe dos Aracnídeos (aranhas, escorpiões, ácaros, carrapatos): corpo dividido em cefalotórax + ab­dome; sem antenas; 4 pares de patas; l par de quelíceras e l par de palpos; excreção através de glân­dulas coxais; fecundação, em geral, interna; desenvolvimento, em geral, direto.
•      Classe dos Quilópodes (lacraias ou centopeias): corpo achatado; l par de patas por segmento; l par de antenas e l par de forcípulas; peçonhentos, carnívoros.
•      Classe dos Diplópodes (embuá ou piolho-de-cobra): corpo cilíndrico; 2 pares de patas por segmento; l par de antenas; herbívoros, inofensivos.

Os Equinodermos

Os equinodermos são animais exclusivamente marinhos. Exemplos: estrela-do-mar, ouriço-do-mar, pepino-do-mar, bolacha-da-praia. São triblásticos, celomados, deuterostômios, com simetria pentarradial. Possuem um endoesqueleto calcário, recoberto pela epiderme “espinhosa” (daí o nome do filo).
Apresentam como característica exclusiva um sistema locomotor que utiliza a pressão hidrostática, o sistema ambulacral (ou ambulacrário). Podem ser considerados, em termos evolutivos, os invertebrados mais próximos dos cordados.

Filo dos Equinodermos

Os representantes desse filo vivem exclusivamente em ambiente marinho, sendo bentônicos na fase adulta. Apenas as estrelas-do-mar são carnívoros predadores; os outros alimentam-se de algas ou de detritos. Na figura, representantes das cinco classes. As bolachas-da-praia são consideradas ouriços irregulares.

Desenvolvimento embrionário dos cordados

•      O desenvolvimento embrionário dos corda­dos se dá através de quatro etapas: fecunda­ção, segmentação (ou clivagem), gastrulação e organogênese.
•      Na fecundação, o encontro de dois gametas haplóides resulta na formação de uma célula diplóide, a célula-ovo ou zigoto.
•      Durante a fase de segmentação, o zigoto sofre sucessivas divisões celulares, formando a mórula e, mais tarde, a blástula (provida de uma cavidade interna, a blastocele).
•      A blástula, através do processo de gastrulação, dá origem a uma gástrula. Nesse estágio, o em­brião apresenta um tubo digestivo primitivo (o
arquênteron), que se comunica com o exterior por meio de uma abertura, o blastóporo.
•      No decorrer do desenvolvimento embrionário, formam-se três folhetos: a ectoderme, a endoderme e a mesoderme. O embrião dos cordados apresenta, caracteristicamente, um tubo nervo­so dorsal (derivado da ectoderme) sob o qual es­tá uma estrutura de sustentação, a notocorda.
•      Através da organogênese, formam-se as estru­turas do animal adulto. A ectoderme dará ori­gem à pele e ao sistema nervoso; a endoderme irá formar o revestimento interno do tubo digestório, das glândulas anexas a ele e as do sistema respiratório. Da mesoderme são derivados o esqueleto, a musculatura e os aparelhos excretor e reprodutor.

Os embriões dos peixes e dos anfíbios desen­volvem-se no meio aquático. Já os embriões dos répteis e das aves desenvolvem-se no in­terior de ovos com casca calcária, e os dos mamíferos, no interior do corpo materno. No decorrer do desenvolvimento embrionário dos vertebrados terrestres (répteis, aves e mamíferos), o embrião conta com os chama­dos anexos embrionários, com variadas fun­ções. São eles: o saco vitelino, o alantóide, o âmnio e o cório.

O saco vitelino contém material nutritivo (vitelo) e, dessa forma, irá auxiliar na nutri­ção do embrião. O alantóide é um local para o armazenamento de excretas e, nos répteis e aves, também auxilia no processo das trocas gasosas através da casca do ovo. O âmnio forma uma bolsa ao redor do embrião e con­tém o líquido amniótico, que protege contra a dessecação e choques mecânicos. O cório en­volve os demais anexos e, nos répteis e aves, auxilia nas trocas gasosas. Os embriões da maioria dos mamíferos apre­sentam uma estrutura única, a placenta, cons­tituída por tecidos maternos e fetais. A placen­ta permite que as circulações sanguíneas da mãe e do feto realizem um intenso intercâmbio de substâncias: gases respiratórios, nutrientes, excretas, hormônios etc.

Evolução dos folhetos embrionários nos vertebrados

Ectoderme

•      Epiderme  e  anexos  epidérmicos  (glândulas, pêlos etc.);
•      esmalte dos dentes;
•      revestimento das cavidades bucal, nasal e parte da cloacal (ou anal);
•      receptores sensitivos;
•      sistema nervoso: encéfalo, glânglios e medula espinhal.

Mesoderme

•      Notocorda (posteriormente envolvida e substi­tuída pelas vértebras);
•      derme;
•      aparelho urogenital;
•      sistema circulatório;
•      esqueleto e musculatura.

Endoderme

•      Epitélio do tubo digestivo, exceto cavidade bucal e canal anal (reto);
•      revestimento interno do aparelho respiratório;
•      glândulas anexas ao tubo digestivo (fígado e pâncreas);
•      revestimento da bexiga urinária.