Reino Vegetal: Características Gerais, Ciclo Reprodutivo, Briófitas, Gametófitos e Pteridófitas


Introdução ao reino Vegetal

A conquista do meio terrestre pelos vegetais

1. Briófitas e traqueófitas: comparação.
2. Algas clorofíceas: as precursoras.
3. O começo da invasão do meio terrestre.
4. Quem tem as melhores adaptações vai mais longe.
5. As adaptações necessárias à invasão do meio terrestre.
6. Provável roteiro evolutivo das plantas no meio terrestre.
7. Atualização: a classificação dos seres vivos.
8. A classificação vegetal: conceitos gerais.

Reino Vegetal

A – Reino Vegetal

B – Características gerais dos componentes do reino Vegetal

Características Briófitas Traqueófitas
Vasos Ausentes Presentes
Transporte Lento, célula a célula Rápido. Por vasos
Tamanho Pequeno porte Variável
Habitat Aquático e terrestre úmido Variável

Ciclos reprodutivos e reprodução vegetal

1. A propagação vegetativa, na verdade uma clonagem, é uma modalidade de reprodução assexuada de vegetais. Boas variedades de plantas de interesse comercial e alimentar são multiplicadas por meio desse tipo de reprodu­ção. De maneira geral, utilizam-se pedaços do caule (roseira, cana-de açúcar, mandioca, laranja) ou folhas (begônias, violetas). Em alguns casos, como nos tomateiros, utiliza-se, de preferência, o tecido gerador de plantas inteiras – o meristema – para a propagação vegetativa.

2. Três modelos de ciclos reprodutivos são encon­trados entre os seres vivos da Terra atual: haplobionte, diplobionte e haplodiplobionte.

3. O ciclo haplobionte é o que se caracteriza por ter fase duradoura somática haplóide. A fase diplóide é transitória e representada pelo zigoto. A meiose é zigótica. É o ciclo típico das algas.

4. O ciclo diplobionte é caracterizado por ter fase duradoura somática diplóide. A fase haplóide é transitória e representada pelos gametas. A meiose é gamética. É o ciclo típico de todos os animais e de algumas algas.

5. Algumas  algas e todos  os  componentes do reino Vegetal se reproduzem a partir da exe­cução do ciclo haplodiplobionte. Nesse ciclo ocorre uma metagênese ou a alternância de duas gerações adultas: uma, haplóide; e ou­tra, diplóide.

6. A geração adulta haplóide é o gametófito e produz gametas por mitose. A geração adulta diplóide é o esporófito e produz esporos por meiose.

Reino Vegetal: briófitas

1. Briófitas são plantas avasculares de pequeno porte e que vivem em ambiente aquático ou terrestre úmido.
2. O gametófito das briófitas é a geração duradoura, e o esporófito, pouco duradouro, é dependente do gametófito.
3. A fecundação nos musgos ocorre por oogamia. Anterozóides transportados pela água ambiental atingem arquegônios e fecundam a oosfera. O embrião formado se desenvolverá em um esporófito. No esporângio ocorre a produção de esporos que, liberados e atingindo solo úmido, germinam, formando gametófitos.

A – Estrutura dos gametófitos: Resumo.
–       Verde
–       Haplóide
–       Pequeno porte
–       Sexos separados
–       Gametângios
–       Anterídio
–       Anterozóide
–       Arquegônio
–       Oosfera
–       Fecundação depende da água ambiental
–       Gametas produzidos por mitose

Reino vegetal: pteridófitas filicíneas

1. Traqueófitas são plantas adaptadas ao meio ter­restre. Essa adaptação envolve as ideias de sus­tentação no meio aéreo, a existência de um eficiente sistema de transporte de água e a possi­bilidade de dispersão da espécie, a partir do surgimento de sementes.

2. As plantas componentes desse grupo são vas­culares, podem atingir porte variável e conse­guem viver em qualquer tipo de ambiente.

3. Reprodução sexuada por ciclo haplodiplobionte, observando-se tendência acentuada de valo­rização da fase esporofítica, com redução signi­ficativa do tamanho da fase gametofítica.

4. Os três grupos são pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, as duas últimas, produtoras de sementes.

5. As traqueófitas filicíneas têm como represen­tantes típicos:  samambaias, avencas,rendas-portuguesas, samambaia-açu etc.

6. A reprodução sexuada em filicíneas é por ciclo haplodiplobionte. Esporófito em geral de gran­de porte, produtor de esporos em esporângios. Esporos germinam e originam prótalos peque­ nos, porém, ainda visíveis. Observa-se, portanto, uma tendência à redução do tamanho do gametófito (prótalo).

7. Nas Filicíneas, como em todas as traqueófitas, o gametófito passa a receber também a denomi­nação de prótalo.

8. A fecundação depende da locomoção dos anterozóides, via água em estado líquido, até a oosfera.