Reproduções Assexuada (Agâmica) e Sexuada (Gâmica): Tipos e Características


Reprodução Assexuada ou Agâmica

Introdução

A reprodução – a capacidade de deixar descen­dentes – é a principal característica da vida e tem por finalidade preservar a espécie, tornando-se, assim, uma função diferente das demais. A respiração, a circula­ção, a digestão e a excreção, por exemplo, são funções que mantêm o indivíduo vivo e constituem a vida vegetativa. As atividades reprodutivas, como a floração dos vegetais, a piracema dos peixes, os rituais das cortes dos machos na tentativa de conquistar as fê­meas, constituem a vida reprodutiva.

Reproduções Assexuada

Além dos tipos de reprodução – assexuada e sexuada – vamos também estudar o sistema reprodutor masculino e o feminino, influências hormonais, ciclo menstrual, gravidez, parto, amamentação, métodos contraceptivos e aborto. A intenção é provocar um debate maduro so­bre alguns temas atuais ligados aos jovens ado­lescentes.

Reprodução assexuada ou agâmica

Ela gera indivíduos geneticamente idênticos e constitui-se num processo simples e rápido, originando um grande número de descendentes.
Nessas condições, caso ocorra modificação ambiental à qual alguns indivíduos não resistam, o mesmo acontecerá com todos os outros, tendo como resultado a dizimação deles.

Tipos de reprodução assexuada

Cissiparidade, esporulação, brota-mento, fragmentação e gemulação.

Divisão binária ou bipartição ou ainda cissiparidade

Brotamento ou gemiparidade: constituindo novos in­divíduos geneticamente idên­ticos ao genitor.

Gemulação: desenvol­vem-se, transforman­do-se em novos indi­víduos

Squisogênese ou estrobilização ou ainda fragmentação.

Alguns casos de reprodução são especiais, como a partenogênese (do grego parthenos = virgem e Gênesis = origem). Esse processo é caracterizado pelo desenvolvimento do gameta feminino. Esse tipo de reprodução ocorre em al­guns vermes, insetos e mesmo em vertebrados. Um dos exemplos mais importantes de partenogênese que ocorrem na natureza é o das abe­lhas do género Apis sp.

Numa colmeia encontramos a abelha rainha, os zangões e as operárias. Os machos, encarregados da defesa e reprodução, são os zangões. Da união dos espermatozoides dos zangões com os óvulos da rai­nha, podem nascer operárias e futuras rainhas. Os óvulos da abelha rainha que não são fecundados transformam-se em zangões, sem que ocorra a fecun­dação. Ou seja, os zangões são formados por partenogênese. Portanto, observe que os zangões vão possuir apenas o material genético materno. Curiosa­mente, possuem apenas avós maternos.

REPRODUÇÃO SEXUADA OU GÂMICAR

A reprodução sexuada caracteriza-se pela formação de indivíduos geneticamente diferentes e é de extrema importância para uma espécie em curso de adaptação a um determinado ambiente. Isso se deve ao fato de que ela é um dos processos que dão origem a descendentes com variabilidade genética.

Tipos de reprodução sexuada

A grande maioria das reproduções sexuadas que ocorrem na Natureza tem a participação de células sexuais denominadas gametas. No caso da espécie humana e da maioria dos animais, o gameta masculino é o espermatozoide e o feminino, o óvulo. Da união do núcleo dos dois gametas (masculino e feminino) resultam novas combinações genéticas nos descendentes, contribuindo para a diversidade na espécie. Esse aumento da diversidade amplia as chances de a espécie sobreviver às modificações ambientais.

Um dos exemplos de reprodução sexuada em que não há partici­pação de células sexuais ou gametas é a conjugação. A conjugação ocorre entre algumas bactérias, entre algas e tam­bém entre protozoários. Para que ocorra esse tipo de reprodução, os dois organismos unem-se temporariamente, formando uma pon­te citoplasmática através da qual ocorre a passagem ou troca de material genético de um para outro. Essa forma de reprodução é con­siderada como sexuada, pois os dois indivíduos são geneticamente diferentes. Após a conjugação ocorre a separação entre os organismos participantes e a multiplicação destes por reprodução assexuada, principalmente por divisão binária.

A fecundação ou fertilização é a forma mais generalizada de reprodução sexuada que ocorre entre os seres vivos. É o processo reprodutivo que se desencadeia pelo encontro ou fusão de um gameta masculino com um gameta feminino. Os organismos que são capazes de produzir tanto gametas masculinos quanto femininos são denomina­dos monóicos (mono = um, oikos = casa) ou hermafroditas (Hermes = “deus da masculinidade” e Afrodite = “deusa da feminilidade”). Exemplos: minho­cas, caramujos, tênias (solitárias), milho e ervilha.

De modo geral, a natureza dispõe de mecanismos que impedem a autofecundação, isto é, o encontro dos gametas masculinos com os femininos originários do mesmo indivíduo hermafrodita. O que geralmente ocor­re é a fecundação cruzada entre os indivíduos hermafroditas, que é a troca de gametas masculinos entre os dois indivíduos monóicos.

Fotomicrografia de espermatozoides

Espermatozóides e óvulos

O homem produz 8 trilhões de espermatozoides durante a vida. Em cada ejaculação, são liberados entre 250 milhões e 500 milhões. A mulher nasce com 400 mil óvulos nos dois ovários. Desses, só uns 500 vão maturar. Os que não forem fertilizados serão eliminados pela menstruação. Fecundação cruzada entre duas minhocas, animais hermafroditas. Note que a posição dos órgãos sexuais (poros genitais masculinos e femininos) impede a autofecundação. Cada minhoca cede espermatozoide para a outra e ambas, •anos a cópula, saem com os seus óvulos fecundados.

Dizemos que os sexos se encontram em organis­mos separados, quando um indivíduo só tem capaci­dade de produzir um dos tipos de gametas, ou o mas­culino ou o feminino, identificados, respectivamente, por macho ou fêmea. Nesse caso os sexos são separados e são denominados como dióicos ou unisse-xuados. A maioria dos animais é dióica. Entre os vegetais, o pinheiro-do-paraná é um exemplo de plan­ta dióica.

Corno ó a fecundação externa e a interna nos animais?

Nos animais, o encontro dos gametas pode ocorrer no ambiente externo ou no interior do corpo da fêmea. No primeiro caso, fala-se em fecundação externa e, no segundo, em fecundação interna. Os animais que apresentam fecundação interna podem possuir um órgão copulador, o pênis, por meio do qual o macho expele seus espermatozoides no interior do corpo da fêmea.

Os espermatozoides percorrem um longo caminho atraídos por substâncias liberadas pelo ovócito se­cundário (gameta feminino). Ao chegar à membrana do ovócito, centenas de espermatozoides tentam atravessá-la, mas, na maioria das espécies, apenas um penetra no ovócito e, como consequência, provoca a formação de uma barreira em torno do citoplasma ovular, a membrana de fecundação, cuja função é impedir a penetração de outros espermatozoides.

O espermatozoide possui uma bolsa repleta de enzimas, o acrossomo, que perfura os envoltórios do ovócito, permitindo assim a fecundação. O núcleo do espermatozoide penetra no citoplasma do ovócito, onde incha, e passa a ser denominado pronúcleo mas­culino. O núcleo do óvulo (pronúcleo feminino) fun­de-se com o pronúcleo masculino, originando o nú­cleo de fecundação do zigoto. A união dos pronúcleos é a cariogamia (do grego karya = núcleo e gamos = casamento) ou anfimixia (do grego amphi = dos dois lados e mixos = misturar).