Resumo sobre o que é Reprodução Sexuada


A reprodução sexuada é uma forma de reprodução que envolve o processo de troca de material genético entre dois indivíduos de uma mesma espécie. Em termos gerais, este tipo de reprodução tem um alto custo logístico, e às vezes pode custar até mesmo a vida de alguns seres, mas apresenta uma série de vantagens em relação à reprodução assexuada. Este tipo de processo reprodutivo é comum em diversas espécies e grupos de seres vivos.

Resumo sobre o que é Reprodução Sexuada

Como acontece a reprodução sexuada

Sob um ponto de vista mais microscópico, podemos observar a reprodução sexuada a partir do comportamento das células ao longo do processo. A reprodução sexuada acontece quando ocorre a fusão de duas células especializadas neste tipo de multiplicação e perpetuação dos seres, que são os gametas. Nos animais, estas células são o óvulo (gameta feminino) e o espermatozoide (gameta masculino).

Estes gametas são células haploides (ou seja, com apenas um conjunto de cromossomos). Elas são formadas pelo processo de meiose. Quando acontece a fusão de um gameta com outro, ocorre o processo chamado de cariogamia, que significa a combinação dos núcleos de ambos os gametas. Esta fusão, que é a raiz do processo sexuado de reprodução, dá origem à célula “zero” do novo indivíduo que está por vir, o chamado zigoto. Esta célula, por sua vez, agora já conta com o material genético completo do novo ser em gestação, e através de consecutivas mitoses, vão se multiplicando e dando origem a cada parte do corpo.

Ainda sob o olhar microscópico, podemos verificar dois momentos distintos do processo de reprodução sexuada. O primeiro é a origem da célula reprodutiva (gameta), que se dá por processo meiótico. Como resultado deste surgimento, o gameta é uma célula haploide (n). O segundo momento, por sua vez, é o encontro de um gameta com o outro (fecundação), onde as células trocam e mesclam seu material genético (cromossomos), e estabelecem seu caráter diploide (2n), criando o zigoto.

Vantagens da reprodução sexuada

Em quase todos os casos, a reprodução sexuada exige a participação de dois indivíduos de uma mesma espécie. Isso quer dizer, ao mesclar o material genético de cada um deles, forma-se um novo ser com características dos pais, mas que não são iguais a eles, como nos casos da reprodução assexuada. Pode parecer uma afirmação óbvia e simples, mas é justamente essa mescla que representa o maior sucesso e evolução das espécies que se reproduzem através de relações sexuais.

Isto porque quando se juntam os materiais genéticos e se forma um ser novo completamente diferente, ele possui maior variabilidade genética e isto faz com que ele seja mais facilmente adaptado às novas mudanças do ambiente e as novas características do contexto biológico em que vive. É assim pois, ao reunir características dos pais, ele junta em si aspectos que foram fundamentais para a sobrevivência de ambos ao longo de suas vidas, e que, caso sobreviva, consiga amadurecer e se reproduzir, passará as novas características aos filhos e assim sucessivamente. Naturalmente, portanto, os seres com reprodução sexuada tendem a sobreviver melhor do que os de reprodução assexuada.

Uma curiosidade mostra como essa variabilidade genética é importante para a sobrevivência dos seres sexuados. Até anos atrás, nas monarquias europeias era comum que os casamentos das famílias reais acontecem entre membros da mesma família, com a intenção de manter o poder sempre dentro de uma mesma dinastia.

Embora seja possível a reprodução sexuada de entes próximos na árvore genealógica, este processo fez com que muitos dos nobres europeus tivessem as mesmas doenças crônicas da família toda, é que alguns destes monarcas acabaram tendo uma vida bastante curta justamente por este motivo.

Outra curiosidade com relação à reprodução sexuada é que ela é feita entre dois indivíduos da mesma espécie, no entanto, o cruzamento entre seres de espécies muito parecidas pode até mesmo gerar um novo indivíduo. É o que acontece entre cavalos e burros, tigres e leões, cachorros e lobos e etc. No entanto, o ser que será originado deste cruzamento não será fértil, e aquela “nova” espécie morre com apenas um indivíduo.

A reprodução sexuada também acontece com organismos hermafroditas, ou seja, capazes de gerar os gametas de ambos os sexos. E inclusive, é possível que através destas células aconteça autofecundação. No entanto, nestes seres, costuma haver estruturas que impedem que ele fecunde a si mesmo, justamente para privilegiar a troca de material genético com outro indivíduo. Nas minhocas, por exemplo, acontece o que chamamos de fecundação cruzada. No contato sexual, ambos os indivíduos fecundam o respectivo gameta de sexo oposto do outro indivíduo, fazendo com que ambos gerem novos e diferentes seres.

Nos vegetais, a reprodução sexuada acontece nas gimnospermas e algumas angiospermas, que fazem sua fecundação através da polinização de suas estruturas sexuais (androceu e gineceu). Visto que as plantas são imóveis, a fecundação é realizada por agentes externos, como o vento, a água ou outros seres que transportam pólen.