Síndrome de Plummer-Vinson


A síndrome de Plummer-Vinson, também conhecida como disfagia sideropênica ou síndrome de Paterson-Brown-Kelly, é uma condição extremamente rara que acomete organismos anêmicos, ou seja, com deficiência de ferro. Ela é caracterizada como disfagia à medida que causa diminutos crescimentos de tecidos, sendo estes capazes de bloquear (parcial ou totalmente) a luz esofágica. Neste artigo, vamos conhecer mais sobre a síndrome de Plummer-Vinson, suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Síndrome de Plummer-Vinson

Causas e sintomas da síndrome de Plummer-Vinson

A síndrome de Plummer-Vinson ganhou este nome como uma homenagem a dois médicos norte-americanos: o primeiro, Henry Plummer, responsável pela descoberta da condição no ano de 1912, e Porter Vinson, que a detalhou em 1919.

A rara condição afeta, principalmente, o público feminino logo após o período da menopausa (ou seja, mulheres com idade a partir de 50 anos).

Ainda não há consenso na comunidade científica sobre as causas para a síndrome. Porém, sabe-se que existem dois grandes fatores de risco para o desenvolvimento da condição:

1. Falta de nutrientes (com destaque para o ferro) no organismo;
2. Predisposição genética.

Não à toa, pessoas que já tiveram na família casos de síndrome de Plummer-Vinson ou com anemia crônica estão mais propensas a desenvolverem a enfermidade.

Outra constatação dos médicos e cientistas é que a síndrome só se manifesta em indivíduos que possuem anemia por um longo período, ou seja, quando a carência do ferro é prolongada. A seguir, confira quais são os principais sintomas da síndrome de Plummer-Vinson.

Entre as manifestações clínicas observadas em pacientes com disfagia sideropênica podemos destacar:

-> Alteração na tonalidade da língua: ela ganha a coloração vermelho brilhante, o que geralmente ocorre devido à atrofia nas papilas gustativas;
-> Queimação na mucosa oral e, especialmente, na própria língua;
-> Dificuldade para deglutir, e posteriormente, até mesmo para respirar.

Pacientes diagnosticados com a síndrome de Plummer-Vinson também costumam apresentar estomatite angular, glossite atrófica e fadiga/fraqueza constante.

Além disso, a comunidade científica também vem relacionando os casos de síndrome de Plummer-Vinson com alta probabilidade para o desenvolvimento de carcinoma, que nada mais é do que um tumor maligno capaz de afetar todos os tecidos e células do corpo humano.

A seguir, confira como é feito o diagnóstico da patologia e mais informações sobre o seu tratamento.

Diagnóstico e tratamento para a síndrome de Plummer-Vinson

O diagnóstico da síndrome de Plummer-Vinson é realizado a partir de suas manifestações clínicas – que, por serem bem incomuns, fazem com que a condição seja considerada entre as possíveis patologias.

Além disso, alguns pacientes apresentam anormalidades na pele e nas unhas. Quando elas são observadas, as chances de que ele esteja com a enfermidade são ainda maiores. Demais exames também podem ser solicitados antes de fechar o diagnóstico de síndrome de Plummer-Vinson, sendo eles simples, como é o caso de exames de sangue e endoscopia.

Já o tratamento da condição é relativamente simples e muito similar com o tratamento de anemia, já que ele visa reestabelecer as taxas necessárias de ferro no sangue para a manutenção da saúde do paciente.

Basicamente são adicionados suplementos de ferro ao cardápio do indivíduo, o que já é o suficiente para aliviar as dores causadas pela síndrome. Caso elas persistam, medicamentos anti-inflamatórios também podem ser administrados.

Em casos de dores muito fortes, o paciente pode optar pela dilatação de seu esôfago durante um procedimento de endoscopia digestiva alta. Nesse caso, a passagem de alimentos é facilitada e o indivíduo não sofre mais com a deglutição.

• Há alguma forma de prevenir a síndrome de Plummer-Vinson?

Sim. De modo geral, a síndrome pode ser evitada pelo consumo consciente e recomendado de ferro na alimentação.

Alguns alimentos ricos em ferro são: leguminosas (como o feijão, ervilha, grão de bico e lentilha), folhas verdes escuras (como o agrião, couve, rúcula), fígado, cereais integrais (como quinoa e aveia), sementes de abóbora e gergelim, castanha de caju, tofu e carne vermelha de modo geral.

• A síndrome pode evoluir para algo mais sério?

Como já vimos, a síndrome de Plummer-Vinson, apesar de ser uma condição extremamente rara, não está entre as mais perigosas.

Porém, caso ela não seja tratada o quanto antes, ela pode levar a uma série de complicações – com destaque para o desenvolvimento de câncer na garganta ou câncer no estômago.

O carcinoma de células escamosas é, certamente, a maior e mais perigosa complicação que pode surgir em pacientes da síndrome de Plummer-Vinson. Só para se ter uma ideia, a síndrome é considerada ‘pré-maligna’ para este tipo de câncer, motivo pelo qual deve ser investigada.

A dilatação do esôfago também pode refletir em complicações para o paciente, como é o caso de rupturas ou machucados com sangramento. Se não diagnosticados e tratados, eles podem levar a uma hemorragia interna e, consequentemente, à morte.

Sendo assim, você já sabe: diante de qualquer sintoma de síndrome de Plummer-Vinson procure um médico especialista.