Teoria Sintética da Evolução: Seleção Natural, Mutação e Recombinação Gênica


Ao propor a teoria da seleção natural, Charles Darwin usou observações da seleção de espécies domesticadas, pois ele criava pombos e estava familiarizado com a diversidade de cores, tamanhos, formas e comportamentos. O processo de ação seletiva do meio favorecia o pre­domínio de determinadas características ou formas sobre outras que não estavam realmente adaptadas, portanto “era a sobrevivência do mais apto”, expressão cunhada pelo filosofo inglês Hebert Spencer.

Teoria Sintética da Evolução

Na obra Da Variação dos Animais e das Plantas sob a Ação da Domesticação (1868) Charles Darwin apresentou grande quantidade de informações com o intuito de apoiar a teoria da origem das espécies. Ele apresentou a hipótese provisória da pangênese – originalmente formulada por Hipócrates (460 a.C.-367 a.C.), que também já ha­via formulado a transmissão dos caracteres adquiridos em que se supunha que existem pequenas partículas, as gêmulas, com capacidade de migrar dos tecidos somáticos para os órgãos reprodutores e se alojar no sêmen. Assim se justificava a transmissão dos caracteres adquiridos.

Alguns autores consideram uma certa ligação dessa hipótese com o raciocínio de Jean Baptiste de Monet (cavalei­ro de Lamarck). A teoria da pangênese é errónea em dois pontos: o primeiro é o dos caracteres adquiridos; o segundo, o das gêmulas. Nessa mesma época Gregor Mendel realizou traba­lhos com ervilhas, mas seus estudos não foram devida­mente reconhecidos.

No início do século XX, a teoria evolucionista esta­va perdendo espaço. O geneticista russo Theodosius Dobzhansky (1900-1975), a partir de 1936, propôs a uni­ficação da genética com o darwinismo, mas alguns pon­tos ainda estavam pendentes e foram esclarecidos pelos zoólogos Julian Huxley (neto de Thomas Huxley) e Ernst Mayr com o auxílio do paleontólogo George Gaylord Simpson e dos geneticistas de populações Ronald A. Fisher (1890-1964) e John Burdon Sanderson Haldane (1882-1964).

A moderna síntese evolucionista foi criada por Er-nest Mayr. Ele também foi responsável pela definição de espécie: células resultantes da meiose final, que se unem ao acaso e por isso propiciam a formação de indivíduos com carac­terísticas diferentes (variabilidade).

Seleção natural

O processo de seleção na teoria sintética da evolução é um dos fatores importantes no processo de especiação. É possível estabelecer três tipos de seleção natural: seleção estabilizadora (normalizadora), seleção direcional, e seleção disruptiva.

Provas evolutivas Fossilização
O processo de fossilização auxilia no estudo da evo­lução, pois documenta com datas geológicas impressas por meio de ossos, dentes, carapaças e pegadas.

Mutação

Foi De Vries que postulou pela primeira vez o concei­to de mutação. A mutação gênica é a fonte primária da evolução. Nesse processo os genes podem sofrer altera­ções na sua sequência de bases, determinando a síntese de uma nova proteína ou enzima, que condiciona uma nova característica.

Recombinação gênica

Durante o processo da meiose, mais especificamen­te na prófase I, ocorre a troca ou permuta (crossing-over) de genes existentes nos cromossomos homólogos. A Terceira Lei da Genética (Morgan) estuda as probabi­lidades da produção de gamelas recombinantes e paren­tais. A variabilidade é causada principalmente pela re-combinação gênica. Trilobite da espécie Calmonia signifer, que habitou o território do Brasil no Período Devoniano, procedente da Formação Ponta Gros­sa, Bacia do Paraná. Este exemplar mede 7,5 cm de comprimento.

Reprodução sexuada

A reprodução sexuada oferece uma maior estabilida­de biológica dos organismos de uma determinada popu­lação. Nesse processo temos a participação dos gametas,

Anatomia comparada

Busca por meio de comparação entre órgãos homólo­gos e órgãos vestigiais a correlação evolutiva entre os organismos.