A Construção do Conhecimento Científico


O processo de ensino básico faz com que muitos alunos adquiram determinados interesses por diversas áreas do conhecimento, sejam elas ciências humanas, exatas ou biológicas. Nesses primeiros anos de formação, os jovens procuram experimentar e saber como funcionam determinados fenômenos físicos, naturais ou sociais, que utilizarão como base para os seus ensinos posteriores. Por isso, podemos afirmar que essa fase destaca-se por ser primordial no processo de construção do conhecimento científico.

A Construção do Conhecimento Científico

Esse processo deve ser bem avaliado e explorado pelos alunos, mas muitas escolas ainda têm a dúvida de como conciliar o ensino formal básico com o conhecimento adquirido nas academias que possuem uma linguagem mais rígida e científica. Por isso, nesse artigo nós vamos discutir como se dá a construção do conhecimento científico nessa primeira fase, bem como nos demais estágios da vida do ser humano.

As experimentações como percursoras do conhecimento científico

Nos ambientes de discussão científica discute-se que talvez a melhor saída para um processo de construção de conhecimento eficiente seja a base de experimentações. Quando os professores realizam experiências científicas no âmbito escolar, estão colaborando para que os alunos despertem os seus interesses e concepções prévias sobre os fenômenos e conceitos apresentados.

Esses procedimentos podem ser elaborados através de metodologias quantitativas e qualitativas. A partir de técnicas simples, dados podem ser coletados e provocados aos alunos em laboratórios ou até mesmo em salas de aulas. O autor Jean-Pierre Astolfi é conhecido por ser um dos estudiosos que discute o processo de construção de conhecimento científico nas escolas.

Para ele as experimentações são itens essenciais para a formação de alunos críticos na ciência. Tanto que ele oferece três diferentes modelos metodológicos desse processo: Astolfi (1998) discute a experimentação-ação que se remete ao controle pela situação, a experimentação-objeto que tem base o controle pelo método, e também a experimentação-ferramenta que se remete ao controle pelo saber. Para que tenhamos mais claro cada um dos procedimentos, vamos listá-los e discuti-los nos próximos tópicos desse artigo.

A experimentação-ação destaca-se por ser um processo que procura o desenvolvimento das habilidades dos alunos, que estão relacionadas ao saber fazer e também ao manipular instrumentos que futuramente serão utilizados em outras situações. Quando o aluno compreende a dinâmica de determinados instrumentos científicos, ele terá uma aprendizagem capaz de formular pensamentos e hipóteses, aprendendo assim a absorver os resultados observados.

Na experimentação-objeto temos uma situação em que os alunos devem realizar registros que estejam relacionados à refutação ou verificação de determinada ideia. Nesse modelo é essencial que os alunos constituam um problema. A partir dele, eles saberão quais são as suas implicações e questionamentos. Como consequência analisarão as incertezas e serão capazes de defender e argumentar as ideias propostas.

Por fim temos exposta a experimentação-ferramenta, que tem como base construir um conceito para os alunos. Esse processo entra em associação com as experimentações propostas pelo professor. Através desse método, os alunos terão a capacidade de alcançar a definição de determinados conceitos específicos.

Ao realizar esse procedimento dentro da sala de aula, os alunos são convocados a mostrar os conhecimentos que mais lhes adéquam. A construção do conhecimento científico será formada a partir da reflexão sobre os limites das teorias e não estará baseada em experimentações que já estão consagradas. Eles conseguirão avaliar e diagnosticar novas situações e, assim, comprovarão as suas conclusões e provavelmente aprenderão com elas. A partir disso, eles também podem ser desenvolvedores de novas propostas.

A construção de bases científicas na sociedade

A implementação das competências científicas dentro da sociedade pode ser um processo um pouco mais complicado. Porém, muitos teóricos discutem sobre essa concepção, inclusive o teórico Thomas Kuhn (1962) desenvolveu estudos sobre os conceitos fundamentais da evolução científica. As suas ideias são baseadas na superação e mudança de alguns paradigmas dentro da ciência. Essa modificação de parâmetros na ciência estabiliza-se como um grande ponto de partida para alcançar um ensino com utilidade. O estudioso destaca que a ciência deve formar sujeitos questionadores e pensantes, capazes de interagir positivamente cada vez mais em uma sociedade que se transparece como exigente e complexa.

O que o autor quer dizer com essa teoria é que o conhecimento científico apenas evoluirá quando houver um rompimento de tradições dominantes e uma abertura a novos processos. Essa capacidade de regeneração deve demarcar um conhecimento com essência de natureza científica.

O pensamento científico tem por característica apresentar uma capacidade em evoluir a mentalidade e o conhecimento do ser humano. Mesmo que às vezes ele passe por algumas mutações, deve-se sempre buscar pela verdade. A construção do conhecimento científico nos trouxe até a atual realidade da humanidade. A ciência tem um papel fundamental dentro da sociedade, por isso deve ser expandida a todos. Graças a ela, descobrimos novos modelos e alternativas para entender os processos naturais, sociais e exatos que cercam o nosso cotidiano.