África: Colonialismo, População, Etnias e Urbanização


Colonialismo Africano

A primeira fase do colonialismo africano associou-se à busca de rotas alternativas para o Oriente e novos mercados produtores e consumidores. Com a Revolução Industrial as nações europeias veem a África como grande fonte de matérias-primas e mão-de-obra abundante e barata. Por isso, entre 1884 e 1885 através da Conferência de Berlim se definiu o processo formal de colonização do continente com um sério agravante – não se levou em conta as diferenças culturais, os interesses dos povos locais e suas rivalidades – criou-se assim, uma enormidade de Estados Artificiais sem unidade nacional.

África

Ao final da Segunda Guerra Mundial apenas quatro países eram considerados independentes: União Sul-Africana, Libéria, Egito e Etiópia. Com a decadência europeia no período pós 2a Guerra, ocorre entre 1950 e 1975, a maioria da independência dos países africanos. Atualmente o continente é composto por 53 nações.

A África é o continente mais pobre do mundo, vivem lá quase 2/3 dos portadores do vírus HIV do planeta, seguem os conflitos armados, o avanço de epidemias e o agravamento da miséria, levando esta região quase ao caos total.

População Africana

O continente africano é bastante populoso, são cerca de 906 milhões de habitantes (2005) em pouco mais de 30 milhões de km2 de superfície, o que caracteriza uma densidade demográfica média de 30 habitantes por km2, mal distribuída pelo território. As maiores concentrações ocorrem nos extremos do continente. No norte destacam-se o Baixo Nilo, as cidades do Cairo e Alexandria no Egito; e na região do Magreb (poente e/ou terras férteis em árabe) porção mediterrânea do Marrocos, Argélia e Tunísia. No sul do continente destaca-se o litoral da África do Sul. Já entre as áreas de menores densidades destacam-se os desertos do Saara e do Kalahari, além da região da floresta equatorial do Congo.

A população é composta predominantemente por jovens, 42% têm menos de 15 anos; o analfabetismo é elevado (Níger, 84%; Etiópia, 60,9%), a expectativa média de vida é muito baixa (Etiópia, 45 anos; Será Leoa, 34 anos; Moçambique, 38 anos), taxa de fecundidade é alta (Níger, 8,0; Serra Leoa, 6,5; Etiópia, 6,14), quanto à mortalidade infantil os números são caóticos (Serra Leoa, 172%o; Níger, 125,7%0; Moçambique, 122%o).
O quadro a seguir, cujas informações referem-se ao período entre 2000 a 2006, serve para uma melhor observação das condições socioeconômicas do continente africano:

Taxa de natalidade de 37,l%o; Taxa de mortalidade de 15,6%o;
Taxa de crescimento vegetativo de 2,15%;
PIB do continente – US$ 796 bilhões;
PIB percapita – US$ 908; População urbana – 38%; Analfabetismo – 40,2%; Mortalidade infantil – 88%o.

Embora haja uma grande variedade étnica, é comum se considerar duas Áfricas distintas num só continente imenso. Os países ao norte do Saara formam a África branca ou setentrional que compõem aproximadamente 30% da população africana, onde se destacam algumas etnias pré-existentes:

Camitas: são antigos habitantes do continente, compreendendo diversos grupos: na Etiópia, Egito, Sudão, Marrocos, na Argélia e na Tunísia.

Semitas: compreendem os árabes e judeus. Além desses, existem os europeus e seus descendentes, espalhados por toda a África.

Espalhando-se do Sul do Saara até a África do Sul – África negra ou subsaariana – correspondem à cerca de 70% do total de africanos (550 milhões, no mínimo) onde se destacam dois grandes grupos:

Sudaneses: grande^ parte se converteu ao islamismo. Habitam a África Ocidental e parte da Central.

Bantos: são nativos das regiões que se estendem da África Central até a África Meridional.

Além desses, destacam-se ainda: pigmeus (na África Central, com 1,30 a l,40m), os nilóticos ou wantuses (no alto Nilo, geralmente com mais de l,90m de altura), os hotentotes e bosquímanos (no sudoeste africano), os hovas (malaios da ilha de Madagascar).

Urbanização

Na África o fenômeno da urbanização já é uma realidade, todavia a maioria (62%) dos seus 906 milhões de habitantes vive nas zonas rurais ou em aldeias e pequenos aglomerados urbanos. Não são muitas as cidades que possuem mais de um milhão de habitantes. Sendo os maiores aglomerados urbanos a cidade do Cairo, capital do Egito, com 6.800.992 de habitantes; Kinshasa, capital do Congo (antigo Zaire), com 4.655.300 habitantes; Alexandria, no Egito, com 3.339.076 habitantes; Casablanca, no Marrocos, com 2.940.623 habitantes.