Aspectos Econômicos e Países que foram a Ásia Meridional e Ásia Oriental


Ásia Meridional e Do Sudeste e Ásia Oriental ou Extremo Oriente

Essa região é constituída por dois trechos: um con­tinental e outro insular. No trecho continental, existem duas penínsulas: Indostânica e Indochinesa. Na Penín­sula Indostânica, encontram-se: ao norte, a Cordilheira do Himalaia; ao centro, a Planície Indo-Gangética; ao sul, o Planalto do Decã. Na Península Indochinesa, que se prolonga para o sul pela Península Malaia, encon­tram-se algumas cadeias montanhosas e as planícies aluviais de Mianmar (ex-Birmânia) e da Tailândia, onde corre o Rio Mekong. Quanto ao trecho insular, a deno­minada Insulíndia é formada pelos arquipélagos de Son­da e das Filipinas. No arquipélago de Sonda, que for­ma a Indonésia, destacam-se as ilhas de Sumatra, Java, Bornéu, Célebes e Molucas. No arquipélago das Filipi­nas, as principais ilhas são as de Luzon, Mindanao, Mindoro e Negros.

Aspectos Econômicos e Países

Predomina nessa região asiática o regime das mon­ções, com ventos úmidos no verão e secos no inverno. As monções influenciam o clima, a economia e a vida da região. A Ásia das Monções é um dos maiores formigueiros humanos da Terra, e a população é predominantemente rural, embora o êxodo rural faça com que a urbanização cresça a cada ano, originando metrópoles típicas de paí­ses subdesenvolvidos, com muitos desempregados e subempregados, moradias precárias, etc.

A diversidade étnica, idiomática e religiosa é muito grande. Na índia, por exemplo, a língua oficial, o hindi, é falada por 35% da população. Existem nesse país outras dezesseis línguas regionais, além de l 600 idiomas falados por minorias étnicas. O grande fator de unidade nacional na índia é a religião, o hinduísmo ou bramanismo.

As principais religiões praticadas na Ásia meridional e de sudeste são: o hinduísmo, na índia; o islamismo, no Paquistão, em Bangladesh e na Indonésia; o budismo, na Indochina e na Península Malaia; e o catolicismo, nas Filipinas. Embora a constituição da índia combata as castas, a tradição religiosa as mantém. Trata-se de uma religião politeísta, que envolve um conjunto de crenças tidas como responsáveis pela passividade e pelo conformismo do povo indiano diante da miséria em que vive.

A religião desempenha um papel político fundamen­tal nesses países. As diferenças religiosas entre os po­vos são um dos principais motivos de grande parte dos conflitos armados e dos movimentos separatistas que ali ocorrem. A divisão da índia, a partir da independência em 1947, deve-se às diferentes religiões praticadas.

Aspectos econômicos

A atividade agrícola na Ásia Meridional e de Su­deste ocupa mais da metade da população economica­mente ativa. Nos deltas e vales fluviais, o grande destaque é para a cultura de arroz, o cereal mais plantado pelo homem. Merecem destaque ainda a seringueira (látex) no su­deste asiático, principalmente na Malásia e Indonésia, o algodão, o chá e a cana-de-açúcar na índia.

A índia tem mais de 200 milhões de bovinos, consi­derado o maior rebanho do mundo, sendo, entretanto, pouco utilizado como fonte alimentar, pois o sacrifício desses animais contraria os princípios religiosos hinduístas. Na Ásia Meridional, o destaque industrial concentra-se na índia, principalmente a siderurgia – favorecida pela presença de importantes reservas de ferro, manganês e carvão – e o setor têxtil. No setor de informática, a índia só perde para os Estados Unidos, o que mostra os gran­des contrastes existentes no país. Ao mesmo tempo que tem um dos mais modernos parques da revolução tecnocientífica, grande parcela da população continua vivendo abaixo da linha da pobreza.

Na Ásia, alguns países se destacam por apresenta­rem taxas de crescimento industrial muito elevadas. São os chamados tigres asiáticos. Cinco deles situam-se na Ásia de Sudeste: Cingapura, Malásia, Tailândia, Vietnã e Indonésia. A presença de mão-de-obra barata e discipli­nada, além de grandes investimentos externos, atraídos por uma legislação fiscal favorável ao investidor de fora, explicam esse crescimento industrial.

A falta de solidez econômica, o favorecimento dos governos, muitas vezes sem a adoção de critérios apro­priados, bem como a corrupção generalizada, fizeram com que a bolsa de valores de vários “tigres” despencasse no final de 1997, gerando graves problemas eco­nómicos. Recorrer à ajuda do FMI foi a saída momentâ­nea.

Cingapura, cidade-Estado situada numa ilha de 633 km2, junto ao Estreito de Málaca, rota marítima para os navios que transportam mercadorias entre o Ocidente e o Oriente, tem no comércio portuário e nas atividades ban­cárias e industriais as bases de sua pujante economia. Em Cingapura vive uma população de 4,2 milhões de ha­bitantes, com elevada renda per capita e boa qualidade de vida.

Ásia Oriental ou Extremo Oriente

A Ásia Oriental é formada por seis países indepen­dentes: China, Mongólia, Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Formosa (ou Taiwan).

Mongólia

A crise financeira exigiu um grande esforço dos governantes e dos empresários para a implantação de uma economia mais sólida e instituições mais transparentes, permitindo um novo surto de desenvolvimento econômico no início do século XXI.

Hong Kong

Depois de 155 anos de domínio britânico, em l? de julho de 1997, Hong Kong voltou a pertencer à China. O acordo firmado garante o liberalismo econômico e a de­mocracia até o ano de 2047. Considerado o quarto maior mercado financeiro do mundo e o porto mais movimentado da Ásia, Hong Kong apresenta elevada renda per capita, além de um padrão de vida comparável ao das grandes potências.

Coreia do Norte

O país ainda continua sendo comandado por um re­gime comunista ditatorial. Com a desintegração da ex-União Soviética, a Coreia do Norte perdeu um aliado econômico importante. Graves problemas climáticos ocorri­dos na década de 1990 agravaram ainda mais a situação, fazendo com que mais de dois milhões de habitantes morressem de fome.

As dificuldades naturais deixam cada vez mais dis­tante o sonho de conseguir a auto-suficiência, iniciando-se, embora de forma lenta e bastante truncada, a abertura para o capitalismo. Em lo de julho de 2002, o governo de Kim Jong II anunciou uma série de medidas para tornar a economia mais dinâmica. A ideia das reformas é a mesma adotada pela China há algumas décadas: abrir a economia, com zonas especiais de livre comércio, mas manter o regime político fechado.

A renúncia norte-coreana ao acordo de não-produ-ção de mísseis balísticos em 2001 e a intenção do gover­no, declarada em 2002, de reativar a produção de armas nucleares, fizeram o presidente norte-americano afirmar que a Coreia do Norte faz parte do “eixo do mal”. Em setembro de 2005, num acordo assinado entre EUA, Rússia, China, Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte, os norte-coreanos se comprometeram a abandonar seus programas nucleares em troca de cooperação econômica. O país quer, contudo, continuar a produção nu­clear para fins pacíficos. A ajuda econômica é fundamental a este país. Esti­ma-se que em 2005, pelo menos 6,5 milhões de norte-coreanos passavam fome. Em 2007, a Coreia do Norte fez um acordo com a co­munidade mundial para receber ajuda econômica.

Tigres Asiáticos

Coreia do Sul, Taiwan (Formosa) e Hong Kong são conhecidas como os tigres asiáticos do Extremo Oriente. Isso se deve ao grande desenvolvimento industrial que alcançaram nas últimas décadas, baseado na exploração de sua força de trabalho, com altos índices de alfabetiza­ção. Sua indústria, voltada para o mercado externo, ex­porta brinquedos eletrônicos, aparelhos de videocassete, televisores em cores e até microcomputadores. A Coreia do Sul – a economia mais dinâmica – apresenta notáveis avanços em diversas áreas.

Taiwan proclamou-se independente em 1949. A Chi­na nunca aceitou essa independência e desde então vem propondo um acordo de reunificação. O governo de Taiwan sempre recusou, alegando incompatibilidade de sua economia capitalista com o comunismo chinês. A abertura da China para o capitalismo vem enfraquecen­do esse argumento, o que coloca dúvidas em relação ao futuro de Formosa como nação separada do restante da China.