Aspectos Físicos, Humanos e Econômicos da América Central e Cuba


América Central

Com uma área de 742 266,7 quilômetros quadrados, localizada na zona intertropical entre a América do Norte e a América do Sul, a América Central corresponde a um trecho continental – um istmo que liga o México à Colômbia – e um trecho insular – das Antilhas ou do Caribe. Na parte continental, há, atualmente, sete países independentes: Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá.

Aspectos Físicos, Humanos e Econômicos

Em 1999, a zona do Canal do Panamá, que pertencia aos Estados Unidos, foi entregue ao Panamá. Embora esse país cobre pedágio para permitir a circulação de embarcações, a zona do canal é neutra, com livre trânsito de embarcações de qualquer nação. Na parte insular da América Central, treze nações são politicamente independentes: Cuba, Haiti, Jamaica, República Dominicana, Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas e Trinidad e Tobago. Contudo, na região insular, existem inúmeras ilhas que pertencem a nações estrangei­ras. No trecho insular, o relevo é acidentado, graças à origem vulcânica das ilhas.

Aspectos físicos

Relevo

No trecho continental, o relevo é caracterizado por terrenos montanhosos, de formação recente, o que justifica a presença de oitenta vulcões, alguns já extintos e outros ainda em atividade.

Hidrografia

Os rios centro-americanos são de pequena extensão: Coco, Patuca e Motágua (trecho continental); Canto, Arbibonita e Black (trecho insular). Quanto aos lagos, os dois maiores estão localizados no trecho continental: Ni­carágua e Manágua.

Paisagem climato-botânica

A localização geográfica da América Central, entre o Trópico de Câncer e a Linha do Equador, justifica a pre­dominância dos climas quentes, do tipo tropical, com va­riações determinadas pelo relevo: tierras calientes (áreas quentes), nas regiões mais baixas; tierras templadas (áreas temperadas), nos planaltos; tierras frias (áreas frias), nas regiões mais altas.

A região mais úmida é a do litoral Atlântico, por in­fluência dos ventos alísios de nordeste. Nessas paisagens climáticas, a vegetação dominante é a de florestas tropicais e savanas, nas áreas quentes; florestas subtropicais, nas áreas temperadas; estepes, nas regiões frias. As vertentes úmidas das ilhas centro-americanas são conhecidas como barlavento e as vertentes secas são de­nominadas de sotavento. Na América Central, são também muito comuns os ciclones de grande intensidade e poder de destruição, conhecidos por tornados ou hurricanes.

Aspectos humanos

A população da América Central é de 74 milhões de habitantes. Na parte continental, predominam os mesti­ços, descendentes de ameríndios (maias), e os brancos, de origem espanhola. Nas Antilhas, existe uma grande quantidade de mulatos, mestiços descendentes de negros africanos e brancos.

Aspectos económicos

O modelo de exploração colonial no trecho continental apoiou-se na mineração, com larga utilização da mão-de-obra indígena, perdurando até 1821, quando a Guatemala declarou sua independência. Em 1838, após longo período de instabilidade política, formaram-se cin­co países na região: Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica.

Nas Antilhas, os colonizadores implantaram uma eco­nomia agroexportadora apoiada na cultura da cana-de-açúcar, com grande utilização de mão-de-obra escrava de origem africana. Os países da América Central são subdesenvolvidos, apresentando fraca industrialização. A economia da re­gião está baseada na exportação de produtos agrícolas tropicais, cultivados em lavouras de monocultura (plantation), destacando-se cana-de-açúcar, café, bana­na, algodão. Nas ilhas do Caribe, o grande destaque fica por conta do turismo.

Cuba

Cuba é considerado um país diferente do restante da América Latina. Durante várias décadas, rompeu com o domínio imposto pelos Estados Unidos e construiu um sistema baseado na propriedade estatal e no planejamen­to centralizado. O país é o único representante do mundo socialista no continente americano. A ajuda financeira soviética durante a Guerra Fria trouxe a Cuba, nas déca­das de 1960 a 1980, grandes progressos sociais, especial­mente nas áreas de saúde e educação.

Os Estados Unidos adotaram um regime de boicote a Cuba, deixando de comprar o açúcar cubano, princi­pal produto de exportação, e decretaram um bloqueio econômico à ilha: não vendiam nada a Cuba e dela nada compravam. Além disso, pressionavam seus aliados a fazer o mesmo. A União Soviética, por sua vez, com­prava o açúcar e pagava quatro ou cinco vezes mais que o preço praticado no mercado internacional, além de fornecer petróleo a Cuba a preços bem abaixo dos de mercado.

A União Soviética fazia de Cuba seu modelo socialis­ta nas Américas e um ponto estratégico, pois a ilha fica a menos de 200 quilômetros dos Estados Unidos. O gover­no cubano promoveu grandes melhorias sociais no país. O fim do subsídio ao açúcar e ao petróleo e a conti­nuidade do embargo econômico lançaram Cuba numa gran­de crise econômica. Para enfrentá-la, o governo de Fidel Castro está abrindo a economia para o capital internacio­nal. O setor de turismo, basicamente privatizado (joint ventures), vem se constituindo na grande fonte econômica do país. No campo econômico, Cuba vem abrindo suas fron­teiras, mas, politicamente, continua a vigorar em seu ter­ritório uma ditadura caracterizada por sérias violações aos direitos humanos.