Aspectos Humanos, Econômicos e Islamismo na Ásia Ocidental (Oriente Médio)


Aspectos humanos

Atualmente, no continente asiático vive mais da metade (60%) da população mundial: 3,9 bilhões de habitantes. Embora numerosa, essa população é mal distribuída. As densidades demográficas são elevadís­simas na Ásia das Monções e no Extremo Oriente e, nas regiões desérticas, montanhosas e geladas, praticamente inexiste população. Países como a China, a índia, a Indonésia, o Japão, o Paquistão e Bangladesh estão entre os mais populosos da Terra, ao passo que a Mongólia e os trechos setentrionais da Rússia Asiá­tica apresentam as mais baixas densidades demográfi­cas do planeta.

Aspectos Humanos, Econômicos

Os povos mais importantes são os mongólicos (chi­neses, japoneses, malaios, indonésios, coreanos, tibetanos e mandchus). São também numerosos os hindus (india­nos, paquistaneses), os semitas (árabes e judeus), os ira-nianos (persas), além de muitos outros. Entre os povos brancos, os mais numerosos são os eslavos (russos, prin­cipalmente). As religiões praticadas são monoteístas (cris­tianismo, islamismo e judaísmo) e politeístas (budismo, bramanismo, confucionismo).

Divisão regional

Pela grande dimensão do continente, a Ásia apre­senta uma grande diversidade de paisagens, varieda­de também observada nos quadros humano e econômico.
Assim, é comum analisar-se o continente asiático di­vidindo-o em grandes regiões:
•         Ásia Ocidental ou Oriente Médio;
•         Ásia Meridional e de Sudeste – dominada pelas monções;
•         Ásia Oriental ou Extremo Oriente;
•         Ásia Setentrional e Central – abrange a porção asiática da Rússia e algumas das ex-repúblicas soviéticas.

Ásia Ocidental ou Oriente Médio

Formada por dezesseis países, a Ásia Ocidental localiza-se numa posição estratégica, ligando os continentes asiáti­co, europeu e africano. Aproximadamente 90% do território do Oriente Médio é árido e semiárido. Os climas úmidos restringem-se às áreas litorâneas; na porção oeste, encontram-se clima e vegetação tipicamente mediterrâneos.

Aspectos humanos e econômicos

A Ásia Ocidental apresenta uma população aproximada de 300 milhões de habitantes, com grande diversidade étnica e religiosa. Destacam-se os árabes na Península Arábica e na Mesopotâmia, os turcos na Ásia Menor e os persas no Ira. A religião dominante é o islamismo, que abrange cer­ca de 70% da população, destacando-se entre as demais o cristianismo, na Síria e no Líbano, e o judaísmo, em Israel.

No Oriente Médio é comum dizer: “Não se procura petróleo. Acha-se.” A base econômica do Oriente Médio é o petróleo, especialmente no Golfo Pérsico e na Mesopotâmia. Deve-se ressaltar que, apesar da importância econômica da atividade petrolífera na região, boa parte da po­pulação vive dependente de uma economia tradicional, ligada à agropecuária e ao comércio. Tal situação retrata um fenômeno comum nessa região; a péssima distribui­ção de renda entre os habitantes. Costuma-se afirmar que o petróleo é alheio à popula­ção do Oriente Médio. Embora a renda per capita seja alta em alguns países, as condições sociais da maioria da população são precárias.

Islamismo

O mundo ocidental vem demonstrando grande preo­cupação com o fundamentalismo islâmico, pois os parti­dos deste credo islâmicos, partidários do fusão religião-Estado, como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda, Talibã, etc., vêm se fortalecendo no mundo árabe; seus objetivos são encarados, por vezes, como uma ameaça aos sistemas democráticos.

Dentre os conflitos ocorridos na região, merece desta­que a guerra entre o Ira e o Iraque, que durou quase dez anos (1980-1989), tendo sido deflagrada para definir quem deveria exercer o controle sobre Chat-el-Arab. Depois de aproximadamente um milhão de mortos, uma proposta de paz da ONU deu fim às hostilidades, sem que nenhum dos países envolvidos tivesse alcançado seu objetivo.

Em 2 de agosto de 1990, contrariando as expectativas dos analistas internacionais, Saddam Hussein, do Iraque, invadiu o Kwait, dando origem à Guerra do Golfo. Essa invasão contrariou os interesses das grandes potências mundiais compradoras de petróleo. Sob o aval da ONU, os Estados Unidos, apoiados por 25 países aliados, in­clusive a Rússia, com uma poderosa força militar multinacional, derrotaram os iraquianos em janeiro de 1991. Além de exigirem a retirada do exército de Saddam Hussein do Kwait, criou-se uma zona de segurança no sul do Iraque, e foi imposto um embargo econômico ao país.

A palavra islã significa submeter-se, e expri­me a submissão à lei e à vontade de Alá. Seus seguido­res são chamados de muçulmanos, que significa “aqueles que se submetem a Deus ou Alá”. Maomé (570-632) começou suas pregações em Meca, onde foi perseguido e obrigado a emigrar para Medina em 622. Esse acontecimento, chamado Hégira (Emigra­ção), é o marco inicial do calendário que os muçulmanos usam até hoje. Quase dez anos depois da fuga, Maomé e seu exército ocuparam Meca, sede da Caaba, centro de peregrinação dos muçulmanos. Maomé iniciou aJihad-nome popularmente atribuído à “guerra santa” – que teve um caráter nitidamente expansionista.

Nos dias atuais, a religião muçulmana é a que mais cresce no mundo, abrangendo, em maior ou menor esca­la, cerca de 75 países, totalizando aproximadamente 1,3 bilhão de seguidores. A maior parte dessas nações en­contra-se na Ásia e na África. Com a morte de Maomé, surgiu uma divergência en­tre xiitas e sunitas para saber quem deveria sucedê-lo; contudo, o tempo foi mostrando outras diferenças entre eles: os sunitas, de forma geral, aceitam com mais facili­dade as transformações pelas quais o mundo passou e vem passando, ao passo que os xiitas mostram-se mais avessos a elas, tornando-se defensores intransigentes dos fundamentos da fé islâmica.

Fundamentalismo islâmico

Trata-se da interação entre os preceitos religiosos do Islã e os do Estado. O Ira, em 1979, tornou-se uma repú­blica islâmica, em que o poder maior é exercido por um chefe religioso, indicado pelo alto clero xiita.Embora a agropecuária seja a fonte econômica básica para grande parcela da população, a atividade se reveste de um caráter primitivo, com pouca tecnologia, exceção feita a Israel, onde são utilizadas sofisticadas tecnologias de produção, com modernos métodos de irrigação. Des­tacam-se: cereais, legumes, abacate, vinha e cítricos.

O fundamentalismo muçulmano está voltado cada vez mais contra o Ocidente e seus valores, contra uma modernidade acusada de ter afastado o homem de seu criador, contra uma ordem mundial surda às aspirações dos povos crentes e contra os regimes seculares muçul­manos, acusados de pactuar com o Ocidente.