Cáucaso


Cáucaso é uma região localizada entre a Europa oriental e Ásia ocidental. Sendo assim, a área é banhada pelo mar Negro ao oeste e mar Cáspio ao leste. Essa divisa continental apresenta ainda uma cordilheira, também batizada de Cáucaso, e planícies adjacentes. O Cáucaso é uma das principais fronteiras entre Europa e Ásia, o que faz com que alguns de seus países sejam classificados como transcontinentais, como a Turquia, por exemplo. Isso significa que o território dessas nações é dividido em áreas geograficamente europeias e asiáticas. Em termos de riquezas naturais, a região conta com reservas de petróleo, especialmente no Azerbaijão, bem como com jazidas de metais não-ferrosos.

Cáucaso

A porção norte do Cáucaso, chamada de Ciscaucasia, é composta por oito repúblicas e regiões autônomas que integram a Federação Russa. Entre tais localidades é possível citar a Chechênia e a Ossétia do Norte Na parte sul está o Cáucaso não-russo, que é denominado de Transcaucásia pelos russos. É ali que estão situadas as repúblicas da Armênia, da Geórgia e do Azerbaijão. Elas figuravam a então União Soviética até 1991, quando o Estado socialista dissolveu-se. Na sequência, as três repúblicas obtiveram a sua independência e conquistaram status de país, formando hoje a CEI (Comunidade de Estados Independentes).

  • Cáucaso é uma região montanhosa com grande complexidade étnica, religiosa, nacional e linguística;
  • O território fica entre a Europa oriental e Ásia ocidental, com o mar Negro ao oeste e o mar Cáspio ao leste;
  • A área é dividida Ciscaucasia (que pertence à Federação Russa) e Transcaucásia.

História do Cáucaso

Com em torno de 25 milhões de habitantes, a trajetória da região é marcada conflitos que se estendem até os dias atuais. A fragmentação política e física das localidades gerou algumas rivalidades históricas que ainda permanecem. Por isso, é importante estudar o passado do Cáucaso para entender melhor o seu presente.

O Cáucaso é um espaço onde se misturaram as influências partas, romanas e persas. De modo geral, traça-se o histórica da região a partir da chegada dos navegadores gregos vindos de Mileto, ainda no século VIII a.C. Esses primeiros exploradores estabeleceram-se sobretudo pelo litoral do mar Negro, na metade ocidental da área. Na Idade Média, as civilizações árabes e bizantinas entraram em contato no Cáucaso. No mesmo período, começando no século XI, o território foi administrado pelos turcos seljúcidos, um povo nômade de religião islâmica sunita. Durante o século XVIII, os mongóis fizerem uma série de investidas na tentativa de invadirem a região. Entre o século XI e meados do século XIII, as civilizações presentes nos reinos da Armênia e Geórgia prosperaram bastante. Contudo, quando Constantinopla foi conquistada, em 1453, o Cáucaso ficou isolado do resto do mundo cristão. No século XVI, a região passou a ser controlada pelos otomanos.

Por sua vez, a interferência da Rússia no Cáucaso, apesar de ter iniciado na mesma época, só tornou-se efetiva no fim do século XVIII. Esse processo de russificação ocorreu com a anexação da Geórgia em 1801, o que viabilizou a conquista da região de Erevan pelos russos. Isso se deu após uma guerra contra o Império Otomano e a Pérsia (1805 – 1829). No entanto, houve uma grande resistência por parte das tribos que habitavam as montanhas, terminando somente com a rendição do líder muçulmano Chamyl em 1859. Como resultado da Revolução Russa, em 1917, nos territórios caucasianos foram criadas as repúblicas socialistas do Azerbaijão, da Geórgia e da Armênia. Tais áreas sofreram com ataques alemães de julho de 1942 a janeiro de 1943, durante a II Guerra Mundial. O objetivo das ofensivas era obter o controle dos campos de petróleo existentes em Baku, capital do Azerbaijão. Os países do Cáucaso acompanharam o percurso da União Soviética (URSS) do término da II Guerra até o seu desmantelamento, no final dos anos 80.

Os conflitos e marcos históricos do Cáucaso

A criação de três estados novos: Armênia, Geórgia e Azerbaijão, foi possível depois que a URSS desapareceu, em 1989. Essas repúblicas tiveram que encarar muitas dificuldades econômicas e foram palco de vários conflitos que se refletem até agora. Por exemplo, ainda existe tensão entre Armênia e o Azerbaijão pelo controle da região fronteiriça de Karabakh. O embate tem como motivação central o estabelecimento de um enclave armênio cristão encravado no Azerbaijão, nação de maioria islâmica. A Geórgia precisou enfrentar o separatismo tanto na Abecásia quanto na Ossétia do Sul.

Já as seis repúblicas ciscaucasianas seguiram no cerne da Federação Russa, como descrito previamente. O principal desafio desse território foi o conflito que eclodiu na Chechênia em dezembro de 1994. As forças armadas tentaram conter os nacionalistas chechenos, que eram liderados pelo Djokar Doudaiev. Os rebeldes queriam a independência econômica e social do país, recusando-se assim a aderir à Federação Russa.

Os três principais marcos históricos do Cáucaso:

  • Tomada do Cáucaso pela Rússia;
  • Formação da URSS após a II Guerra Mundial;
  • Independência de territórios com o fim da URSS, na década de 90 do século XX.